Abisolo muda nome e amplia foco no agro

Entidade incorpora biológicos e adjuvantes e fortalece atuação no setor

10.04.2026 | 14:56 (UTC -3)
Adriana Roma

A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal passa a se chamar, Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal, mantendo a sigla Abisolo. A mudança de nome consolida um processo de evolução institucional iniciado em 2023, quando a entidade ampliou oficialmente seu escopo de atuação e passou a representar novos segmentos do setor de insumos agrícolas.

No último ano, a Abisolo incorporou os insumos de base biológica e os adjuvantes ao conjunto de tecnologias já representadas pela entidade, que inclui fertilizantes minerais, organominerais e orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo de base orgânica, remineralizadores e substratos para plantas. A ampliação respondeu à demanda das empresas associadas e à transformação do mercado, cada vez mais orientado por soluções integradas, inovadoras e sustentáveis.

Segundo Roberto Levrero (na foto), presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, a nova denominação traduz de forma mais precisa o papel que a entidade passou a exercer. “A Abisolo deixou de representar apenas a nutrição vegetal, no sentido mais restrito, e passou a atuar de forma mais ampla, contemplando tecnologias que impactam diretamente toda a produção vegetal. A mudança de nome é consequência natural da evolução do nosso escopo e do amadurecimento do setor, reafirmando nosso compromisso com a produtividade inteligente”, afirma.

Como parte desse movimento, a entidade também mantém comitês internos, voltados especificamente aos segmentos de insumos de base biológica e adjuvantes, com foco na construção de propostas técnicas e regulatórias. A iniciativa busca contribuir para o avanço de um marco regulatório moderno, capaz de oferecer segurança jurídica às indústrias e previsibilidade aos produtores rurais.

“O crescimento desses segmentos tem atraído investimentos relevantes, mas ainda enfrenta lacunas regulatórias importantes. Nosso papel, enquanto entidade representativa, é promover o diálogo técnico com o poder público e colaborar para que a regulamentação acompanhe a inovação e a realidade do campo”, conclui Levrero.

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