Diesel comum e S-10 iniciam março em queda
Reduções foram de 0,15% para o tipo comum e de 0,45% para o S-10 na comparação com o mesmo período de fevereiro
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou suas atualizações sobre o desempenho do Complexo da Soja, destacando os números consolidados de 2024 e as projeções para 2025. O setor registrou resultados expressivos ao longo do ano, consolidando-se como um dos principais pilares do agronegócio brasileiro.
Encerrando 2024, a produção de soja atingiu 154,39 milhões de toneladas, refletindo um crescimento de 0,6% em relação à última previsão. O esmagamento foi revisado positivamente para 55,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,7%. A produção de farelo de soja também acompanhou essa evolução, finalizando o ano com 42,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja cresceu 2,2%, totalizando 11,34 milhões de toneladas.
O crescimento expressivo das exportações de farelo de soja, especialmente frente à crescente concorrência internacional com os EUA e a Argentina, foi um dos principais fatores que explicam esses resultados.
Em contraste com os dados finais de 2024, os primeiros dados de 2025, referentes ao mês de janeiro, indicam que o processamento foi de 3,27 milhões de toneladas, representando uma queda expressiva de 6,5% em relação a dezembro de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral.
De acordo com Daniel Furlan Amaral, Diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, “o menor esmagamento em janeiro pode ser explicado pelo atraso da colheita aqui no Brasil em relação aos anos anteriores”.
Para 2025, a projeção passa por uma alteração, demonstrando queda em alguns números, mas mantendo a projeção de novo recorde para o setor. A produção de soja recuou 0,5%, devendo alcançar 170,9 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá se manter, chegando a 57,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja permanecerá estável, atingindo 44,1 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.
No cenário das exportações, os números também seguem otimistas. A expectativa é que o Brasil exporte 106,1 milhões de toneladas de soja em grãos, enquanto o farelo de soja deve atingir 23,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1%. Já o óleo de soja deverá exportar cerca de 1,4 milhão de toneladas, apresentando um avanço de 27,3%. Além disso, as importações de óleo de soja devem recuar em 50%, caindo para 100 mil toneladas, e as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para complementar a oferta no mercado interno.
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