RS Safra 2025/26: chuvas reduzem perdas na soja e no milho
Arroz inicia colheita com 3% da área; feijão registra quebra na 1ª safra
Mais de 24,5 mil pessoas passaram pela 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas entre 24 e 26 de fevereiro, na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão. A programação reuniu representantes de dez países e de 16 estados, além do Distrito Federal, segundo a organização.
O ato de encerramento ocorreu na lavoura Breno Prates. Autoridades, produtores e entidades do setor acompanharam a colheita simbólica de arroz e soja, marcando a integração entre as culturas. Duas colheitadeiras descarregaram o arroz em um silo e a soja em uma graneleira.
Antes da colheita, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, e o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, Clenio Nailto Pillon, assinaram protocolo de intenções para manter o evento na Estação Experimental pelos próximos 10 anos. O documento prevê vitrines tecnológicas, melhorias de infraestrutura e ações voltadas à inovação e à sustentabilidade na orizicultura.
Em discurso, Nunes apontou riscos e incertezas para o setor. “O Rio Grande do Sul vive uma conjuntura desafiadora. O arroz, parte da identidade produtiva do estado, atravessa um período de forte tensão nacional”, declarou. Segundo ele, a atividade enfrenta exposição a riscos, sobretudo climáticos.
O dirigente citou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Conforme levantamentos mencionados por Nunes, o Brasil figura entre os países com menor percentual de apoio governamental direto aos agricultores. Juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e necessidade de renegociação de dívidas aparecem entre os principais gargalos.
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