Abag e BASF discutem desafios no controle da ferrugem-asiática

Workshop em Brasília retoma estudo sobre os impactos da doença e prevê atualização de recomendações para a sojicultura

05.11.2026 | 16:26 (UTC -3)
Noemi Oliveira

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por meio do seu Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), em parceria com a BASF realizam, no dia 10 de novembro, em Brasília (DF), um workshop dedicado aos desafios atuais e às perspectivas para o enfrentamento da ferrugem asiática da soja, doença que afeta lavouras e pode provocar perdas expressivas de produtividade.

O encontro reunirá especialistas, autoridades, pesquisadores e representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para avaliar os avanços no manejo da doença, discutir gargalos e identificar oportunidades de inovação.

O debate retoma uma agenda iniciada há cerca de dez anos, com a publicação do estudo “O Futuro da Soja Nacional”, elaborado pela Abag/IEAg, que analisou os impactos econômicos e sociais da ferrugem asiática sobre a cadeia produtiva e apresentou recomendações para seu enfrentamento.

Agora, a proposta é atualizar esse diagnóstico à luz das transformações ocorridas no setor, avaliar a evolução das recomendações apresentadas anteriormente e identificar os desafios que ainda exigem atenção. A iniciativa integra um programa de trabalho que prevê a elaboração de novo estudo técnico e a realização de um Dia de Campo, em abril de 2027.

“Queremos avaliar o que avançou desde o estudo anterior, quais desafios ainda precisam ser enfrentados e quais tecnologias estão disponíveis hoje. Esse diálogo é fundamental para construir recomendações que contribuam para sustentabilidade e competitividade da soja brasileira”, afirma Giuliano Alves, diretor do IEAg.

Para Sérgio Abud, biólogo e vice-presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), o encontro representa uma oportunidade valiosa de aproximar a ciência da realidade do campo. "O enfrentamento da ferrugem asiática exige conhecimento técnico, manejo integrado e inovação constante. Reunir diferentes atores da cadeia é fundamental para ampliar a troca de experiências, alinhar estratégias e construir caminhos que protejam a produtividade e garantam uma produção cada vez mais sustentável”.

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