PR Safra 2025/26: campo já registra primeiros plantios
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Na última semana, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro firmou acordo de cooperação técnica com a Associação Rede ILPF para fomentar a adoção e expansão do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) em todo o território fluminense. Com duração inicial prevista de três anos, o acordo prevê a identificação de áreas com potencial para implantação do sistema, criação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) e o desenvolvimento de uma ampla agenda de capacitação técnica.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado do Rio de Janeiro tem 1,4 milhão de hectares dedicados ao uso agropecuário, sendo metade pastagens, com 30% delas apresentando algum nível de degradação. Francisco Matturro, presidente-executivo da Rede ILPF, reforça o potencial da região para adoção do Sistema ILPF.
“A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta significa a emancipação do produtor. De que forma? Porque tem uma renda de curto prazo, que são as lavouras de grãos e cereais. Tem o gado no médio prazo e o componente florestal no longo prazo”, avalia.
Para o secretário de Estado de Agricultura, Flávio Campos Ferreira, a assinatura do acordo de cooperação consolida um compromisso histórico do Rio de Janeiro com a agricultura sustentável. “Estamos saindo do campo das intenções e partindo para ações práticas que vão transformar a realidade do produtor fluminense. Com tecnologia, capacitação e inovação, vamos recuperar áreas degradadas, ampliar a produtividade e gerar novas oportunidades para o setor. Este é um passo decisivo para fortalecer a competitividade da nossa agropecuária e reafirmar o protagonismo do estado na transição para uma economia de baixo carbono”, conclui.
O ILPF é uma estratégia de produção que combina diferentes sistemas produtivos: agrícolas, pecuários e florestais em uma mesma área, seja em consórcio, sucessão ou em rotação de culturas, gerando benefícios para todas as atividades.
A prática intensifica de modo sustentável o uso da terra, protege e fertiliza o solo, promove a economia de insumos e consequente redução de custos, e simultaneamente eleva a produtividade em uma mesma área, diversificando produção e fontes de receita.
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