Argentina tem queda em vendas de máquinas agrícolas em 2024
Faturamento total alcança 2,2 trilhões de pesos, mas vendas de unidades caem 4% devido a fatores climáticos e aumento nos preços
Entre janeiro e março de 2025, a combinação de chuvas mal distribuídas e calor intenso tem gerado um cenário preocupante de estiagem em várias regiões de Santa Catarina, principalmente no Oeste e Meio-Oeste do estado. O impacto já é sentido pela agricultura e pecuária locais, levando a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) a iniciar um levantamento sobre as perdas econômicas causadas pela seca, em parceria com as prefeituras municipais.
O fenômeno meteorológico que tem afetado o estado é explicado pela persistência de massas de ar quente durante o verão de 2025. De acordo com a meteorologista Marilene de Lima, as altas temperaturas impediram a chegada das frentes frias, sistemas responsáveis por trazer chuvas em larga escala. Como resultado, a precipitação de chuvas foi escassa e mal distribuída, especialmente nas regiões Oeste e Meio-Oeste, onde a estiagem tem se mostrado mais severa.
O setor de hidrologia da Epagri/Ciram apontou que 16 municípios catarinenses enfrentam seca moderada, sendo eles: Barra Bonita, Bandeirante, Belmonte, Guaraciaba, Itapiranga, Paraíso, Passo de Torres, Piratuba, Princesa, Romelândia, Santa Helena, Santiago do Sul, São João do Oeste, São João do Sul, Tunápolis e Xanxerê. Além disso, a estiagem tem afetado os níveis dos rios em várias regiões do estado, com destaque para os municípios de Guaraciaba, Tangará e Concórdia, onde a situação é mais grave.
Guilherme Xavier de Miranda Junior, pesquisador em hidrologia da Epagri/Ciram, explicou que o aumento da evaporação devido às altas temperaturas tem agravado a seca. A evaporação acelerada e a transpiração das plantas estão prejudicando ainda mais os corpos d’água e a saúde das lavouras.
A escassez de chuvas não afetou as lavouras da safra de verão, como o milho e a soja 1ª safra, que já estão em fase de colheita. No entanto, as lavouras de feijão 2ª safra, milho 2ª safra e soja 2ª safra estão sofrendo com a falta de umidade. Segundo dados da Epagri, cerca de 62% da área plantada com feijão 2ª safra no estado está em desenvolvimento vegetativo. A produtividade, que antes era estimada em 1,8 mil kg/ha, deverá cair consideravelmente devido à estiagem.
O milho 2ª safra, especialmente na microrregião de Concórdia, teve grandes perdas devido ao calor excessivo e à falta de umidade. As lavouras nas microrregiões de Chapecó e São Miguel do Oeste também estão enfrentando estresse hídrico, o que deve resultar em queda na produtividade. Em relação à soja 2ª safra, as poucas chuvas de março não foram suficientes para garantir o desenvolvimento ideal da cultura, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca.
A previsão para abril de 2025 aponta uma redução nas chuvas na região Oeste de Santa Catarina, com precipitação abaixo da média histórica, alternando períodos de chuva com dias secos. As temperaturas, por sua vez, devem continuar acima da média, embora seja esperada uma queda brusca nas temperaturas durante o mês de maio, com a formação de geada em algumas regiões do estado, como o Extremo Oeste e o Planalto.
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