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A semana de 11 a 17 de fevereiro trouxe condições favoráveis para a fruticultura e a olericultura no Paraná, facilitando a colheita e o transporte da produção. É o que indica o Boletim do Departamento de Economia Rural divulgado hoje (18/2).
A colheita da maçã está praticamente encerrada na região de Curitiba, restando apenas alguns pomares das variedades tardias. No entanto, a produtividade ficou abaixo do esperado devido a fatores climáticos adversos e à falta de mão de obra. Já o maracujá, na região de Cianorte, deve apresentar um aumento expressivo na oferta, impulsionado pela expansão da área de cultivo e pelo clima favorável.
Entre os grãos, a colheita do milho 1ª safra já alcançou 30% da área plantada, com produtividade dentro do esperado, embora apresente variações. O plantio do milho safrinha segue imediatamente após a colheita da soja e apresenta boa germinação devido à umidade do solo e às chuvas recentes. No entanto, em algumas regiões que registraram perdas nas últimas safras, a área cultivada pode ser reduzida, com produtores optando por alternativas para a cobertura do solo.
A colheita da soja 1ª safra já atinge 40%, com produtividades variáveis. No Sul do estado, as médias estão acima do esperado, favorecidas pelo clima e pela umidade do ar. Em outras regiões, no entanto, há registros de plantas com porte abaixo do ideal e grãos menores, impactando a produção.
O feijão 2ª safra está sendo plantado em ritmo mais lento, e as lavouras em desenvolvimento enfrentam desafios devido ao ataque de insetos-praga, como a vaquinha (Diabrotica speciosa), além dos impactos das chuvas excessivas no início do plantio.
A batata 1ª safra já atingiu 98% da colheita, enquanto a segunda safra segue com os preparativos para o plantio. O arroz apresenta boas condições vegetativas e segue com a colheita em andamento. Já a cana-de-açúcar continua em bom estado, com colheitas realizadas na região de Cornélio Procópio. A colheita de mandioca nas áreas de dois ciclos também está avançada nesta safra.
No segmento cafeeiro, os produtores acompanham a maturação dos grãos com expectativa, impulsionados pelos bons preços de mercado. No entanto, a falta de chuvas e as temperaturas elevadas registradas entre dezembro e janeiro devem comprometer a produtividade e afetar a qualidade dos grãos.
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