Hortaliças sobem em novembro; frutas tiveram movimentos distintos

Fatores como condições climáticas e oferta influenciaram diretamente essas oscilações

20.12.2024 | 10:01 (UTC -3)
Revista Cultivar

Os preços das hortaliças no Brasil apresentaram variações significativas em novembro de 2024, de acordo com dados divulgados pela Conab.

Produtos como alface, batata e cenoura tiveram alta nos preços médios. Cebola e tomate registraram quedas.

Fatores como condições climáticas e oferta influenciaram diretamente essas oscilações.

  • Alface: o preço subiu de forma acentuada. A média ponderada aumentou 43,91% em relação a outubro. O maior aumento foi registrado na Ceagesp, em São Paulo, onde o preço mais que dobrou, subindo 101,49%. Chuvas frequentes e dificuldades na colheita contribuíram para a oferta reduzida, pressionando os preços para cima.
  • Batata: apresentou aumento de 3,55% na média ponderada. Apesar do incremento moderado, a oferta caiu 7,2% em relação a outubro e 9,1% em comparação a novembro de 2023. A maior alta foi observada na Ceasa Minas, em Belo Horizonte, com 4,26%. Por outro lado, Recife registrou a maior queda, com 4,95%.
  • Cebola: preço continua em declínio, com redução de 4,35% na média ponderada em novembro. Mesmo com uma queda de 12,6% na oferta em relação a outubro, o mercado manteve preços baixos devido ao estoque elevado. Este é um dos menores patamares de preço dos últimos anos.
  • Cenoura: teve alta de 11,58% na média ponderada, interrompendo meses consecutivos de queda. Apesar disso, os preços permanecem abaixo dos registrados em novembro de 2023. A redução de 5,7% na oferta contribuiu para a inversão na tendência de queda.
  • Tomate: registrou queda de 5,27% em novembro. A oferta apresentou leve declínio, mas continuou suficiente para atender à demanda. Os preços permanecem em níveis baixos, sem recuperação significativa desde as quedas registradas entre junho e agosto.

As condições climáticas foram determinantes para o desempenho dos preços em novembro. Chuvas e calor impactaram diretamente na oferta e na qualidade dos produtos. A expectativa para dezembro é de estabilidade em alguns mercados, com influência da intensificação da safra das águas.

Situação das frutas

Os preços das principais frutas comercializadas nos mercados atacadistas brasileiros apresentaram variações significativas em novembro de 2024, segundo relatório da Conab.

Banana, laranja, maçã e melancia registraram queda média nos preços. O mamão foi a única exceção, apresentando alta nas cotações. As mudanças refletem fatores como produção, demanda e condições climáticas.

  • Banana: o preço médio caiu 1,61% em relação a outubro. A variedade prata teve menor comercialização em regiões produtoras do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará e Pernambuco. A concorrência com outras frutas e a demanda estagnada contribuíram para a baixa. No mercado externo, as exportações diminuíram devido à menor produção, mas há otimismo para 2025 com a variedade nanica.
  • Laranja: cotações recuaram 3,13% na média. A produtividade melhorou com o aumento das chuvas, mas sem elevar significativamente a oferta. A estagnação da demanda e a paralisação de algumas indústrias moedoras influenciaram negativamente os preços. As exportações de suco de laranja também recuaram, embora ainda lucrativas.
  • Maçã: teve queda de 1,48% nos preços médios. A baixa oferta nacional, causada pelo fim dos estoques, foi parcialmente compensada pelas importações. A concorrência com frutas sazonais também estabilizou os preços. No comércio exterior, o déficit comercial atingiu US$ 227 milhões, refletindo a quebra de safra.
  • Mamão: registrou alta de 24,42% nos preços. A redução da oferta, ocasionada por chuvas e descartes para controle de preços, elevou as cotações. Apesar da menor comercialização, as exportações se destacaram, alcançando recorde de faturamento, principalmente para a Europa.
  • Melancia: teve queda de 6,83% no preço médio. A demanda foi impactada por chuvas e temperaturas mais baixas. A saída de Uruana/GO como principal fornecedor não foi compensada por outras regiões produtoras, como São Paulo e Bahia. Em contrapartida, as exportações cresceram e devem alcançar novos recordes.

Essas oscilações mostram como fatores climáticos, produção regional e condições de mercado interno e externo impactam o setor. As tendências indicam desafios para produtores e oportunidades no mercado internacional.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp
MSC 2025