Cooxupé distribui R$ 134,4 milhões aos cooperados

A cooperativa registrou o maior faturamento da história em 2024, com R$ 10,7 bilhões

31.03.2025 | 14:09 (UTC -3)
Cooxupé, edição Revista Cultivar

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) registrou, em 2024, o maior faturamento de sua história, alcançando R$ 10,7 bilhões – um crescimento de 67% em relação a 2023. Os resultados, anunciados em Assembleia Geral Ordinária, revelam também um montante de R$ 394,4 milhões em sobras líquidas, das quais R$ 134,4 milhões serão distribuídos entre os cooperados.

A Cooxupé embarcou 6,6 milhões de sacas de café em 2024, um aumento de 46% em comparação ao ano anterior. Desse total, 5,1 milhões de sacas foram exportadas para mais de 50 países, como Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e China, representando 80% das atividades da cooperativa. O volume recebido de café também foi expressivo, totalizando 6,1 milhões de sacas, sendo 4,9 milhões provenientes dos cooperados e 1,2 milhão de terceiros.

Investimentos 

A cooperativa investiu R$ 91,3 milhões em infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento, incluindo modernização de unidades e robotização de processos. Além disso, a indústria de torrefação da Cooxupé, que completou 40 anos em 2024, consolidou parceria com a Master Expresso, ampliando sua atuação no mercado corporativo. A produção de cafés torrados e moídos atingiu 13,7 milhões de quilos, com presença crescente no varejo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

A agricultura familiar continua sendo a base da cooperativa, com 97,4% dos cooperados classificados como mini e pequenos produtores. No último ano, a Cooxupé realizou mais de 109 mil atendimentos técnicos no campo e promoveu mais de 670 eventos, alcançando 52 mil participantes.

No cenário da sustentabilidade, o Protocolo Gerações, programa da cooperativa, recebeu reconhecimento do Ministério da Agricultura e equivalência junto à Plataforma Global do Café (GCP). Além disso, foi destaque em eventos internacionais, como a COP29.

Desafios e perspectivas

Segundo o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, os preços elevados do café impulsionaram os resultados recordes, mas os desafios climáticos continuam afetando a produtividade dos cafezais. “Nossos cooperados têm demonstrado resiliência e compromisso, garantindo a sustentabilidade do setor. Comemoramos esses números históricos e seguimos focados nos desafios futuros”, destacou.

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