Sulfato de Cobre Microsal
Microsal Indústria e Comércio Ltda. - Capivari
Fungicida
sulfato de cobre (inorgânico) (985 g/kg)
Informações
Número de Registro
1402
Marca Comercial
Sulfato de Cobre Microsal
Formulação
SG - Granulado Solúvel
Ingrediente Ativo
sulfato de cobre (inorgânico) (985 g/kg)
Titular de Registro
Microsal Indústria e Comércio Ltda. - Capivari
Classe
Fungicida
Modo de Ação
De contato
Classe Toxicológica
Não Classificado - Produto Não Classificado
Classe Ambiental
Produto Perigoso ao Meio Ambiente
Registrado para
Cultura
Nome Científico
Nome Comum
Caqui
Colletotrichum gloeosporioides
Antracnose
Goiaba
Puccinia psidii
Ferrugem
Maçã
Venturia inaequalis
Sarna; Sarna-da-macieira
Nêspera
Colletotrichum gloeosporioides
Antracnose
Tomate
Phytophthora infestans
Mela; Requeima
Uva
Plasmopara viticola
Mofo; Míldio
Conteúdo da Bula
SULFATO DE COBRE MICROSAL
Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária– MAPA sob nº 01402
Sulfato cúprico pentahidratado (SULFATO DE COBRE)........................................................985 g/kg (98,5% m/m)
Equivalente em cobre metálico: ................................................................................................250 g/kg (25% m/m)
Outros ingredientes:.....................................................................................................................15g/kg (1,5% m/m)
GRUPO M01 FUNGICIDA
PESO LÍQUIDO: VIDE RÓTULO
CLASSE: Fungicida
Grupo Químico: Inorgânico
TIPO DE FORMULAÇÃO: Granulado Solúvel
TITULAR DO REGISTRO:
MICROSAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Rodovia Campinas / Tietê, SP 101, Km 43,0 – s/nº
Bairro Verde – Capivari – SP
Caixa Postal 1803 – CEP: 13.360-000
CNPJ: 54.111.737/0001-00
Fone / Fax: (19) 3492-8000
Cadastro na CDA / SP no 364
FABRICANTES DO PRODUTO TÉCNICO / FORMULADOR / MANIPULADOR:
MICROSAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Rodovia Campinas / Tietê, SP 101, Km 43,0 – s/nº
Bairro Verde – Capivari – SP
Caixa Postal 1803 – CEP: 13.360-000
CNPJ: 54.111.737/0001-00
Fone / Fax: (19) 3492-8000
Cadastro na CDA / SP no 364
MICROSAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Rua Governador Euclides Triches, nº 5475
Bairro São Cristóvão – Caxias do Sul - RS
Cx. Postal 1505 – CEP: 95.050–680
CNPJ: 54.111.737/0002-91
Fone: (54) 3229–1455
Cadastro FEPAM/RS: 5499/2001DL
Nº de Lote ou Partida:
Data de Fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de Vencimento:
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA E
CONSERVE-OS EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.
PROTEJA-SE.
É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
(Corrosivo ao ferro, latão e alumínio)
Produto registrado para as culturas do caqui, goiaba, maçã, nêspera, tomate e uva.
Indústria Brasileira
CLASSE TOXICOLÓGICA: Não Classificado – Produto Não Classificado
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL:
CLASSE III – PRODUTO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE
INSTRUÇÕES DE USO:
SULFATO DE COBRE MICROSAL é um fungicida recomendado em mistura com cal virgem para
o preparo da calda bordalesa (sulfato de cobre + cal virgem + água) para o controle de doenças
nas seguintes culturas: caqui, goiaba, maçã, nêspera, tomate e uva:
Cultura Doenças Dose de Sulfato de Dose de Sulfato
Nome Comum Cobre Microsal de Cobre Microsal
(Nome científico) (g / 100L /água ) (g de i.a. / 100L /água )
Caqui Antracnose 400 - 500 394 - 492,50
(Colletotrichum
gloeosporioides)
Goiaba Ferrugem 400 - 500 394 - 492,50
(Puccinia psidii)
Maçã Sarna 500 - 600 492,50 - 591
(Venturia inaequalis)
Nêspera Antracnose 400 - 500 394 - 492,50
(Colletotrichum
gloeosporioides)
Tomate Requeima 600 - 700 591 - 689,50
(Phytophthora infestans)
Uva Míldio 600 - 700 591 - 689,50
(Plasmopara vitícola)
Nota: 1 kg de Sulfato de Cobre Microsal equivale a 985g/Kg do ingrediente ativo sulfato
cúprico pentahidratado.
Quantidade sugerida de cal para ser adicionada ao Sulfato de Cobre Microsal (g/100 L água):
Caqui : 400 - 500
Goiaba : 400 - 500
Maçã : 500 - 600
Nêspera : 400 - 500
Tomate : 600 - 700
Uva : 600 - 700
MÉTODOS DE APLICAÇÃO:
Início, Número e Épocas ou Intervalos das Aplicações:
Caqui: A primeira aplicação deverá ser realizada no período vegetativo, 15 a 20 dias após a
queda das flores. Repetir com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 5 aplicações por ano,
dependendo do estado fitossanitário e das condições climáticas. Volume de calda / planta: 1,5 L.
Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.
Goiaba: Iniciar aos primeiros sintomas, repetindo com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 4
aplicações por ano. Volume de calda / planta: 1,2 L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou
similar.
Maçã: Iniciar a pulverização após a poda em tratamento de inverno, repetindo com intervalos de 7
dias, com um mínimo de 8 aplicações por ano. Volume de calda / planta: 1,0L. Usar espalhante
adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.
Nêspera: Iniciar a pulverização após a poda de limpeza e depois da formação da folhagem,
repetindo com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 6 aplicações por ano. Volume de calda /
planta: 2,0L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.
Tomate: Iniciar as pulverizações quando as plantas apresentarem os primeiros sintomas,
repetindo com intervalos médios de 7 dias, com um mínimo de 5 aplicações por ano. Volume de
calda / ha: 800 L
Uva: Iniciar as pulverizações quando os brotos atingirem de 5 a 7 cm. Repetir com intervalo de 14
dias, com um mínimo de 6 aplicações por ano. Volume de calda / ha: 500 - 1000 L. Usar
espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.
MODO DE APLICAÇÃO:
Modo de preparo da calda bordalesa:
a) Para preparar a calda bordalesa são necessários três recipientes, sendo dois com capacidade
para 50 litros e outro para 100 litros. Não utilizar recipientes de ferro, latão ou alumínio, pois
reagem com o sulfato de cobre.
b) Colocar o SULFATO DE COBRE MICROSAL dentro de um saco de tecido, sendo em seguida
pendurado sobre a boca do recipiente de 50 litros, já cheio de água, onde ficará mergulhado por
algumas horas até que haja sua dissolução.
c) No outro recipiente de 50 litros apagar a cal fazendo adição progressiva de água até completar
os 50 litros, sempre agitando com a finalidade de homogeneizar o “leite de cal”.
d) Preparada as duas soluções, colocá-las no terceiro recipiente de 100 litros, derramando-as ao
mesmo tempo e agitando para perfeita homogeneização.
e) Depois de preparada, a calda deverá apresentar reação neutra. Para verificar a reação da calda
pode-se usar o papel de tornassol, até apresentar a coloração azul ou então introduzir no líquido
uma lâmina de aço não oxidado por 1 minuto. O escurecimento da lâmina indica que a calda se
encontra ácida. Deve ser juntada cal até neutralização completa da calda.
f) A calda perde sua função fungicida se não aplicada no mesmo dia. No caso de grandes
volumes, é conveniente fazer preparações “estoque” de sulfato de cobre e “leite de cal” a 20%,
que devem ser mantidas.
Metodologia de aplicação:
a) Durante a pulverização, é indispensável que o tanque contendo a calda bordalesa tenha
agitação contínua.
b) A aplicação deve ser feita em pulverização foliar a alto volume e cobertura total, empregando-
se equipamentos terrestres manuais ou motorizados, sejam pulverizadores de barra, pistolas ou
costais. Utilizar bicos tipo cone ou equivalentes, com pressão acima de 40 libras/pol2, obtendo-se
micro gotículas.
c) Pulverizar no período fresco do dia, evitando o período em que a folhagem estiver molhada
(orvalho ou chuvas). Não aplicar com ventos fortes, altas temperaturas e baixa umidade relativa
do ar para evitar a deriva ou evaporação do produto.
d) Fazer a aplicação da calda bordalesa imediatamente após o seu preparo.
e) Condições climáticas ideais para aplicação: temperatura entre 250C a 300C e umidade relativa
do ar acima de 65%.
f) Após a aplicação, enxaguar interna e externamente os equipamentos (pulverizadores,
reservatórios etc.) com solução de vinagre ou limão 20% e água 80%, lavando em seguida com
sabão ou detergente alcalino.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Culturas
Caqui, Goiaba, Macã, Nêspera, Tomate e Uva .......................................sem restrições.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Devido às condições de aplicação e a baixa toxicidade do produto, não há restrições para a
reentrada de pessoas na área tratada, desde que devidamente trajadas.
LIMITAÇÕES DE USO:
Use de acordo com as recomendações da bula/rótulo e observe as precauções necessárias.
Somente usar as doses recomendadas.
Evite contato com superfícies metálicas. O produto pode reagir com superfícies de latão, ferro e
alumínio.
INFORMAÇÕES SOBRE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM
UTILIZADOS:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação
FITOTOXICIDADE PARA AS CULTURAS INDICADAS:
- O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas.
- Em condições climáticas de alta umidade relativa, com temperaturas baixas, alguns cultivares
poderão apresentar sensibilidade ao produto. Nas fases iniciais de crescimento e nas
temperaturas elevadas, usar a menor dose. Em caso de dúvida, fazer testes em pequena área.
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU
TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -
IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,
TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS
VAZIAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -
IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -
IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS:
O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo
pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a
esse mecanismo de ação, levando à perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos
fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M1 para o controle do
mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas
agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência
quando disponíveis etc.;
Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias
regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos
fungicidas;
Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos
patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia
(SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-
br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO M01 FUNGICIDA
O produto SULFATO DE COBRE MICROSAL é composto por Sulfato de Cobre Pentahidratado,
que apresenta mecanismo de atividade de contato multi-sítio, pertencente ao grupo M01, segundo
classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Além dos métodos recomendados para o manejo de resistência a fungicidas, incluir outros
métodos de controle de patógenos (Ex. controle cultural, biológico etc.) dentro do programa de
Manejo Integrado de Doenças quando disponível e apropriado.
MINISTÉRIO DA SAÚDE – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
PRECAUÇÕES GERAIS:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
recomendados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e
válvulas com a boca.
• Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com
vida útil fora da especificação. Sigas as recomendações determinada pelo fabricante.
• Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas
e áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional
habilitado.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado,
longe do alcance de crianças e animais.
• Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte
ordem: macacão com mangas compridas, avental impermeável, botas de PVC, luvas, máscara
com filtros, óculos ou viseira facial, chapéu de aba larga.
• Seguir recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação
a forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.
• Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.
•Ao abrir a embalagem, de modo a evitar que o produto se esp.
•Não distribua, não prepare a calda e não aplique o produto sem proteger as mãos, pés, olhos,
boca e nariz, use todos os equipamentos individuais de proteção, que estão qualificados abaixo
nesta bula.
PRECAUÇÕES DURANTE O MANUSEIO:
• Utilize equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão com mangas compridas, avental
impermeável, botas de PVC, luvas, máscara cobrindo o nariz e a boca, óculos ou viseira facial,
chapéu de aba larga.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar que o produto se espalhe.
• Se houver contato com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) recomendados.
• Use máscaras cobrindo o nariz e a boca.
• Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS
SOCORROS.
• Use luvas de Neoprene ou nitrila.
• Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO:
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• O produto produz neblina, use máscara cobrindo o nariz e a boca.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que
estiver sendo aplicado o produto.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia,
respeitando as melhores condições climáticas para cada região.
• Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar em contato, ou permitir que outras
pessoas também entre em contato, com a névoa do produto.
• Utilize equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão com mangas compridas, avental
impermeável, botas de PVC, luvas, máscara com filtros, óculos ou viseira facial, chapéu de aba
larga.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
• Sinalizar a área tratada com os dizeres ‘PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA.’ E manter os
avisos até o final do período de reentrada.
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada
com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa entrem em áreas tratadas logo após a
aplicação.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para
evitar contaminação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local
trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
• Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separado das demais roupas da
família. Ao lavar as roupas, usar luvas e aventais impermeáveis.
• Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de
aplicação.
• Não reutilize a embalagem vazia.
• No descarte de embalagens, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) macacão de
algodão impermeável com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte
ordem: luvas, óculos, máscara, avental, botas, macacão.
• A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente
protegida.
PRIMEIROS SOCORROS: Procure imediatamente um serviço médico de emergência levando
a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Em caso de ingestão não provoque vômito. Procure imediatamente um médico,
levando a embalagem, rótulo, bula ou receita agronômica do produto.
Olhos: Lave com água em abundância e procure um médico levando a embalagem, rótulo,
bula ou receita agronômica do produto.
Pele: Lave com água e sabão em abundância e procure o médico, levando a embalagem,
rótulo, bula ou a receita agronômica do produto.
Inalação: Remova a vítima para local arejado e procure o médico, levando a embalagem,
rótulo, bula ou receita agronômica do produto.
INTOXICAÇÕES POR SULFATO DE COBRE
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo químico Inorgânico
Classe Toxicológica Não Classificado - Produto Não Classificado
Vias de exposição Oral, inalatória, ocular e dérmica
Toxicocinética Após a ingestão, aproximadamente 30% é absorvido pelo trato gastrointestinal.
No sangue, o cobre é inicialmente ligado à albumina e transportado através da
circulação porta-hepática para o fígado, onde é incorporado à ceruloplasmina
(uma alfa-globulina sintetizada nos microssomas hepáticos). O cobre está
presente no soro em duas formas: 93% está fortemente ligado à ceruloplasmina
e 7% está fracamente ligado à albumina. O complexo cobre-albumina
representa a porção toxicologicamente ativa do cobre sérico. O transporte
sistêmico de cobre a partir do fígado se dá principalmente ligado à
ceruloplasmina, que parece fornecer cobre aos tecidos. O cobre é distribuído a
todos os tecidos, permanecendo as maiores concentrações no fígado, coração,
cérebro, rins e músculos, muito em função de sua participação em reações
metabólicas de respiração celular. O cobre intracelular é predominantemente
ligado à metalotioneína. O cobre é encontrado extensivamente nos glóbulos
vermelhos como eritrocuprolina e outras proteínas. Entretanto, a cinética do
cobre após ingestão excessiva difere daquela observada após a ingestão
normal. A absorção gastrointestinal varia com o consumo de cobre e pode
chegar a 12% em pacientes com alto consumo de cobre. O sulfato de cobre é
um poderoso agente oxidante que, em contato com as mucosas, pode
ocasionar efeitos corrosivos ou queimaduras. Soluções concentradas são
ácidas (solução aquosa 0,2M tem pH 4) e, embora a ingestão de grandes
quantidades de sulfato de cobre ocasione um efeito irritante tão intensos a
ponto de provocar naturalmente vômito e expulsão da substância do organismo,
no caso de pessoas inconscientes em que o sulfato de cobre permanece retido
no estômago, pode ocasionar severos danos ao organismo. Na presença de
mucosa danificada após uma sobredosagem aguda, a absorção fracionada é
provavelmente maior. Na intoxicação aguda, a albumina, em vez da
ceruloplasmina, liga o excesso de cobre. O fígado é o principal local de
deposição de cobre após grande ingestão, com a maior parte do cobre ligado a
metalotioneína. O teor de cobre no fígado de um adulto normal varia entre 18 e
45 mg/g de peso seco. Quando a concentração de cobre hepático é superior a
50 mg/g de peso seco, ocorre necrose das células hepáticas com liberação de
grande quantidade de cobre no soro. Este cobre liberado é rapidamente
absorvido pelos eritrócitos e resulta em dano oxidativo e pode levar à hemólise
de eritrócitos. Isso pode explicar o episódio secundário tardio de hemólise que
ocorre em alguns pacientes com intoxicação por sulfato de cobre. O cobre não
sofre metabolização no organismo, também não se bioacumula exceto em
casos de desordens genéticas ou ingestão excessiva, onde o cobre se
acumulará no fígado. A excreção fecal e biliar é responsável por 80% do cobre
excretado. Aproximadamente quatro por cento do cobre é excretado na urina. A
meia-vida média do cobre em um indivíduo saudável é estimada em 26 dias.
Mecanismos de O cobre é amplamente distribuído nos tecidos biológicos, onde ocorre
toxicidade largamente na forma de complexos orgânicos, muitos dos quais são
metaloproteínas e atuam como enzimas. As enzimas de cobre são envolvidas
em uma variedade de reações metabólicas, como a utilização de oxigênio
durante a respiração celular e a utilização de energia. Elas também estão
envolvidas na síntese de compostos essenciais, como complexos proteicos de
conectividade de tecidos do esqueleto e vasos sanguíneos, e uma gama de
compostos neuroativos envolvidos na função nervo-tecidual. O cobre está
presente na maioria dos alimentos, incluído naturalmente na maioria das dietas
humanas em uma taxa entre 1 a 2 mg/pessoa/dia de cobre, algumas contendo
acima de 4 mg/pessoa/dia. Os níveis de cobre no sangue e nos tecidos são
geralmente estáveis; o corpo está apto a manter um balance entre a ingestão de
cobre da dieta e a excreção por intermédio de processos fisiológicos normais. O
sulfato de cobre é um poderoso agente oxidante que é corrosivo membranas
mucosas. As soluções concentradas são ácidas (uma solução aquosa de 0,2 M
tem pH 4). Dano celular e morte celular podem resultar de excesso de acúmulo
de cobre. Isto é provável quando a ligação cobremetalotioneína e o clearance
de cobre da célula são bloqueados. Metalotioneína é uma cisteína com baixo
peso molecular (6500 Da), uma proteína de ligação a metal que desempenha
um importante papel na desintoxicação por metais pesados, armazenamento de
íons metálicos e na regulação de metabolismo celular de Cu (II) (e Zn (II)). A
maior parte da toxicidade do cobre é suportada na ordem dos eritrócitos, do
fígado e depois dos rins. Hemólise intravascular aparece 12-24h após a
ingestão de grandes quantidades de sulfato de cobre. A anemia hemolítica é
causada por danos diretos na membrana eritrocitária ou indiretamente, como
resultado da inativação de enzimas (incluindo a glutationa redutase) que
protegem contra o estresse oxidativo. Além do mais, o cobre pode interagir com
espécies de oxigênio (por exemplo, ânions superóxido e peróxido de hidrogênio)
e catalisar a produção de compostos tóxicos reativos e radicais hidroxila. Os
íons de cobre podem oxidar o ferro do grupo heme usado para formar
metemoglobina. Este sangue perde sua capacidade de transporte de
oxigênio. Clinicamente, cianose e sangue marrom chocolate podem ser vistos.
Pacientes com cianose mostram que pelo menos 1/3 do sangue é
metemoglobina. A icterícia no envenenamento por sulfato de cobre tem origem
parcialmente hepática, além da hemólise. A lesão hepática tem sido atribuída à
disfunção mitocondrial do fígado devido ao estado oxidado. A natureza do dano
hepático é tanto a necrose celular quanto a obstrução. O fator obstrutivo é visto
predominantemente em oposição à hepatite tóxica. O nível de bilirrubina é
diretamente proporcional à gravidade da intoxicação. Níveis elevados de
enzimas hepáticas são vistos em todos, exceto casos leves de envenenamento.
Sintomas e sinais Gastrintestinal: Os sintomas imediatos após a ingestão de sulfato de
clínicos cobre são falta de apetite, desidratação, náuseas, vômitos, cólica e dor
abdominal. O vômito geralmente ocorre dentro de 15 minutos após a ingestão.
O vômito é caracteristicamente de coloração azul-esverdeado. Gastroenterite
hemorrágica associada a erosões da mucosa, gosto metálico, sensação de
queimação epigástrica e diarreia podem ocorrer. Em casos graves, podem ser
observados hematêmese e hematoquesia/melena. Pacientes com perdas
significativas de volume sanguíneo pela via gastrintestinal evoluíram também
para quadros de hipotensão secundária.
Cardiovasculares: Em casos de intoxicação grave, colapso cardiovascular,
hipotensão e taquicardia podem ocorrer precocemente ou podem ocorrer
tardiamente com outras complicações. Vômitos, diarreia e perda de sangue
gastrointestinal são os fatores geralmente responsáveis pela hipovolemia. A
metahemoglobinemia grave pode resultar em disritmia cardíaca e hipóxia, o que
poderia contribuir significativamente para o colapso cardiovascular. Outros
fatores implicados são o efeito direto do cobre nas células vasculares e
cardíacas e na sepse devido à invasão transmucosa.
Hematológico: A hemólise intravascular ocorre 12-24 horas após a ingestão. A
descoberta de metemoglobinemia significativa ocorre precocemente no curso
clínico do paciente e é rapidamente seguida por hemólise. A coagulopatia pode
ocorrer devido a lesão hepática ou efeito direto de íons cobre livres na cascata
de coagulação.
Hepática: A icterícia aparece após 24 a 48 horas em intoxicações mais graves,
que podem ser hemolíticas ou hepatocelulares. Pode estar associada à
hepatomegalia dolorosa.
Renal: Complicações renais são observadas geralmente após 48 horas.
Insuficiência renal aguda se desenvolveu em 20-40% dos pacientes com
intoxicação aguda por sulfato de cobre. As anormalidades urinárias detectadas
são oligúria, anúria, albuminúria, hemoglobinúria e hematúria.
Sistema nervoso central: A depressão do sistema nervoso central, que varia
de letargia a coma ou convulsão, é um provável epifenômeno relacionado ao
envolvimento de outros órgãos. Também são descritos sintomas inespecíficos
como dor de cabeça, tontura e fadiga.
Muscular: Rabdomiólise com creatina fosfoquinase (CPK)> 3000UI foi relatada.
Diagnóstico O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico
compatível. Para fins de diagnóstico, se a história clínica não estiver clara ou o
paciente estiver inconsciente apenas com suspeita de exposição, a estimativa
de cobre no soro e no sangue total em uma amostra coletada no início do curso
pode ser útil. As concentrações de cobre no soro normalmente variam de 10,5 a
23 μmol/L. A determinação da hemoglobina basal, a função hepática, a função
renal e os níveis de eletrólitos devem ser obtidos e monitorados. A hemoglobina
deve ser monitorizada conforme clinicamente indicado para orientar a
necessidade de transfusão sanguínea. A monitorização das funções renais e
eletrólitos é necessária para avaliar o estado do fluido e a extensão da
insuficiência renal e a toxicidade renal dos agentes quelantes, como a
penicilamina. Em pacientes com hepatite e manifestações hemorrágicas, os
parâmetros de coagulação devem ser monitorados. O nível de metemoglobina
deve ser monitorado em pacientes cianóticos para avaliar a necessidade de
azul de metileno. Níveis de transaminases séricas, juntamente com estimativas
de ureia no sangue, auxiliam no monitoramento das funções hepática e renal.
Exame de urina é necessário para evidência de hemoglobinúria e hematúria.
Tratamento Não há antídoto específico para o produto. O tratamento deve ser
instituído a critério médico visando a melhoria do estado clínico do paciente e ao
monitoramento de seus sinais vitais.
Exposição Oral:
A) Diminuição da absorção
Após a ingestão aguda de sulfato de cobre, na configuração pré-hospitalar, é
aconselhável a diluição imediata do conteúdo gástrico com água. A mesma
ação é extrapolada a partir de recomendações para o manejo de ingestões
corrosivas. Na ingestão corrosiva deve-se evitar emese e deve-se iniciar a
terapia dilucional precoce. A água pode ser usada inicialmente para desalojar as
partículas sólidas aderentes, bem como para diluir a ingestão cáustica. É
importante não ser excessivamente agressivo com a diluição, pois isso pode
causar náuseas, vômitos e possível aspiração. A emese deve ser evitada para
evitar a reexposição do esôfago ao agente corrosivo. Na intoxicação por sulfato
de cobre, o vômito pode ocorrer espontaneamente e, portanto, o paciente pode
necessitar de terapia antiemética. Na ingestão de produtos com características
ácida corrosiva, há risco de perfuração se proceder a lavagem gástrica;
entretanto em pacientes com ingestão intencional da substância ácida em um
período de 30 minutos, pode-se considerar a colocação cuidadosa de uma
estreita sonda nasogástrica de sucção capaz de remover o ácido restante no
intestino. A administração de carvão ativado deve ser considerada após uma
ingestão potencialmente perigosa. A dose usual é de 25 a 100g em adultos e
adolescentes e de 25 a 50 g em crianças de 1 a 12 anos (ou 0,5 a 1 g/Kg de
peso corporal). Administrar carvão vegetal como pasta aquosa; mais eficaz
quando administrado dentro de uma hora após a ingestão. Utilizar um mínimo
de
240 mL de água por 30 g de carvão vegetal.
B) Medidas de suporte
1) Gerenciamento de queimaduras corrosivas:
Se houver suspeita de dano esofágico ou gástrico corrosivo, a endoscopia
digestiva alta deve ser realizada, idealmente dentro de 12-24h, para avaliar a
gravidade da lesão. Procedimentos endoscópicos realizados durante o período
inicial após a ingestão corrosiva mostraram-se relativamente seguros sem
complicações. O sucralfato pode ajudar a aliviar os sintomas da lesão da
mucosa. O uso de corticoesteróides associados a antibióticoterapia deve ser
avaliado caso a caso em função da gravidade da lesão tecidual encontrada
após exame endoscópico.
2) Metemoglobinemia:
Pacientes com metemoglobinemia sintomática devem ser tratados com azul de
metileno. Isso geralmente ocorre em níveis de metemoglobina acima de 20 a
30%, mas pode ocorrer em níveis mais baixos de metemoglobina em pacientes
com anemia ou distúrbios pulmonares ou cardiovasculares subjacentes.
Administrar oxigênio enquanto se prepara para a terapia com azul de metileno.
O azul de metileno aumenta a conversão da metahemoglobina em
hemoglobina, aumentando a atividade da enzima metemoglobina redutase. A
dose inicial é de 1-2 mg/Kg/dose (0,1 a 0,2 mL/Kg de solução a 1%) por via
intravenosa durante 5 minutos. A dose pode ser repetida se a cianose não
desaparecer dentro de uma hora. Em altos níveis de metemoglobina (>70%), o
azul de metileno reduz a meia vida de uma média de 15 a 20 horas para 40 a 90
minutos. Assim, a melhoria da terapia com azul de metileno deve ser observada
dentro de uma hora após a administração. A falha do tratamento com azul de
metileno sugere uma dose inadequada de azul de metileno, descontaminação
inadequada, deficiência de G-6-PD, deficiência de metahemoglobina redutase
dependente de NADPH. Além disso, a ação do azul de metileno requer
eritrócitos intactos e, portanto, se a hemólise for grave, pode ser ineficaz na
intoxicação por sulfato de cobre. Grandes doses do próprio azul de metileno
podem causar metemoglobinemia ou hemólise e as mesmas necessidades
devem ser consideradas durante a administração deste agente. É
contraindicado em pacientes com deficiência de G-6-PD, nos quais pode causar
hemólise. A transfusão de sangue e/ou a transfusão de concentrado de
hemácias pode ser útil para falhas do azul de metileno ou para pacientes com
deficiência de G-6-PD ou NADPH metahemoglobina redutase. Oxigênio
hiperbárico pode ser benéfico se o azul de metileno não for efetivo. Oxigênio
hiperbárico aumenta o oxigênio dissolvido que
pode proteger o paciente enquanto o corpo reduz a metahemoglobina. Outra
alternativa ao azul de metileno é o agente redutor ácido ascórbico, que pode ser
administrado 100-500 mg duas vezes ao dia, por via oral ou intravenosa. Mas
esse agente provavelmente tem um efeito menor no aumento da redução da
metahemoglobina e a experiência clínica com o uso desse agente é limitada.
3) Hipotensão:
Episódio hipotensivo deve ser tratado com fluidos, dopamina e noradrenalina.
C) Terapia de quelação
Há pouca experiência clínica com o uso de quelantes para intoxicação aguda
por sulfato de cobre. Os dados sobre a eficácia são derivados de pacientes com
intoxicação crônica por cobre (doença de Wilson) e estudos experimentais com
animais. Utilizaram-se anti-Lewisite britânica (BAL), D-penicilamina, sulfonato de
2, 3-dimercapto-1-propano, Na+ (DMPS) e etilenodiaminotetracetato (EDTA).
Em pacientes gravemente intoxicados, a presença de insuficiência renal aguda
geralmente limita o potencial de antídotos.
D) Aumento da eliminação
A hemodiálise para remover o cobre é quase ineficaz, mas pode ser indicada
em pacientes com insuficiência renal secundária à intoxicação por cobre como
alternativa a pacientes refratários a terapias utilizadas. A diálise peritoneal com
albumina pobre em sal resultou na extração de mais cobre do que o dialisato
sem albumina. No entanto, a quantidade de cobre removida por diálise
peritoneal foi muito pequena. Não há evidências suficientes sobre qualquer
papel da hemoperfusão e hemodiafiltração para a eliminação do cobre.
Exposição Ocular: Lave os olhos expostos abundantemente com água ou
solução salina 0,9% à temperatura ambiente por cerca de 20 a 30 minutos.
Assegure que não fiquem partículas na conjuntiva. Evite que a água da lavagem
contamine o outro olho. Pode-se utilizar colírio anestésico no início da
descontaminação ocular. Realizar avaliação oftalmológica de urgência.
Exposição Dérmica: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta,
não negligenciando unhas e dobras da pele, com água abundante e sabão por
cerca de 20 a 30 minutos para remover resíduos de agrotóxicos da pele e
cabelo. O sulfato de cobre pode causar irritação na pele, evite exposição ao sol.
Podem ocorrer queimaduras. Procure logo um serviço médico de urgência para
avaliação e tratamento.
Contra-indicações A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e
pneumonite química. Pelas características irritativas do próprio ingrediente ativo
sulfato de cobre, a ingestão de grandes quantidades pode ocasionar vômito
involuntário; neste caso, deite a pessoa de lado e não dê nada para comer ou
beber.
Efeitos sinérgicos Nenhum efeito sinérgico é conhecido.
Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre diagnóstico
e tratamento, ligue para o Disque - Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o
ATENÇÃO caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT
– ANVISA/MS
As intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Doenças e
Agravos de Notificação Compulsória. Notifique ao sistema de informação de
agravos de notificação (SINAN / MS). Notifique ao Sistema de Notificações em
Vigilância Sanitária (Notivisa)
Telefones de emergência da empresa:
Centro de Informações Toxicológicas: (11) 5012-5311
Suatrans em caso de acidente ou derramamento: 0800 70 77022
Microsal Indústria e Comércio Ltda: 0800 555166
MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Ensaios em animais de laboratório mostraram que apenas uma pequena porcentagem do íon
cobre ingerido é absorvido e a maioria do cobre absorvido é excretado.
O produto é absorvido pelas mucosas e trato intestinal. A absorção do cobre é regulada no
organismo dos mamíferos, especialmente no corpo humano. Sendo o Hidróxido de Cobre
praticamente insolúvel, ocorrerá uma absorção muito pequena de íons. O composto será
diretamente excretado porque a sua insolubilidade o torna não biodisponível. A absorção de cobre
ocorre no trato gastrointestinal superior nos mamíferos e a excreção ocorre através das fezes - via
secreção biliar, e via urinária.
EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
EFEITOS AGUDOS:
• DL50 oral em Ratos: > 2000 mg/kg p.c.
• DL50 dérmica em Ratos: > 2000 mg/kg p.c.
• CL50 inalatória em Ratos: não determinada nas condições do teste.
• Corrosão/irritação cutânea em Coelhos: Não irritante para a pele de coelhos.
• corrosão/irritação ocular em Coelhos: Não irritante para os olhos de coelhos.
• Mutagenicidade:
• Potencial Genotóxico – Procariontes (AMES): O produto. além de não ser suspeito de
ser carcinogênico, é negativo no teste de mutagenicidade em Salmonella tiphimurium
cepa TA 102.
• Potencial Genotóxico – Eucariontes (Micronúcleo): O sulfato de cobre não induziu a
formação de micronúcleos na medula óssea de ratos em dois experimentos diferentes
(24 e 48 horas pós-administração). Sendo assim, o produto Sulfato de Cobre Microsal é
considerado não mutagênico.
EFEITOS CRÔNICOS:
Em estudos a longo prazo, não houve evidência conhecida de efeitos crônicos adversos a saúde
humana, causados pelo íon cobre. Estudos de carcinogenicidade de compostos a base de cobre
em ratos e camundongos não indicaram efeitos carcinogênicos
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO
MEIO AMBIENTE:
Este produto é:
Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).
Muito perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).
PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III).
Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).
• Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
• Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microorganismos de solo.
• Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
• Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
• Não utilize equipamento com vazamentos.
• Não aplique o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes.
• Aplique somente as doses recomendadas.
• Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos
d’água. Evite a contaminação da água.
• A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do
solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, aflora e a saúde das pessoas.
2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E
PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
• Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
• O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas,
rações ou outros materiais.
• A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
• O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
• Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO.
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
• Deve haver sempre recipientes disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o
recolhimento de produtos vazados.
• Em casos de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
3. INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
• Isole e sinalize a área contaminada.
• Contate as autoridades locais competentes e a empresa MICROSAL INDÚSTRIA E
COMÉRCIO LTDA.
• Telefone da empresa: 0800 555166.
• Utilize equipamento de proteção individual (EPI) (macacão de PVC, luvas e botas de
borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores).
• Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e
identificado devidamente. O produto derramado não deve ser mais utilizado. Neste caso,
consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo, para a sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse
material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa
registrante conforme indicado.
Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal,
contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as
medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo
hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou pó químico,
ficando a favor do vento, para evitar intoxicação.
4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E
DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA
UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM FLEXÍVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
• O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado
em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde
são guardadas as embalagens cheias.
• Use luvas no manuseio desta embalagem.
• Esta embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico
transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre,
que deve ser adquirido nos Canais de Distribuição.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
• No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia,
com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na
nota fiscal, emitida no ato da compra.
• Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu
prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do
prazo de validade.
• O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE
• Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
• As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico
transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre,
que deve ser adquirido nos Canais de Distribuição.
EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
• O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser
efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local
onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
• É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi
adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE
• As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
• A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente pode
ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos
competentes.
• É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM
VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
• EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA
DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.
• A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente
causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das
pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
• Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o
registrante pelo telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final.
• Trata-se de um produto atípico, inorgânico, encontrado na natureza (presente no solo, água,
plantas, animais, inclusive no ser humano) sem necessidade, portanto, de métodos de
desativação. Produtos à base de cobre podem ser reprocessados.
5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
• O transporte está sujeito às regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica,
bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais,
rações, medicamentos e outros materiais.
6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE ESTADUAL, DO DISTRITO
FEDERAL OU MUNICIPAL:
• De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.