Quadris
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. – São Paulo/SP
Fungicida
Azoxistrobina (estrobilurina) (250 g/L)

Informações

Número de Registro
7915
Marca Comercial
Quadris
Formulação
SC - Suspensão Concentrada
Ingrediente Ativo
Azoxistrobina (estrobilurina) (250 g/L)
Titular de Registro
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. – São Paulo/SP
Classe
Fungicida
Modo de Ação
Sistêmico
Classe Toxicológica
Categoria 5 – Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Classe Ambiental
Produto Muito Perigoso ao Meio Ambiente

Registrado para

Cultura
Nome Científico
Nome Comum
Citros
Phyllosticta citricarpa
Mancha-preta; Pinta-preta

Conteúdo da Bula

                                    QUADRIS
                                                                                                           Bula completa – 16.07.2025




                                                  QUADRIS®
           Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA sob nº 7915

COMPOSIÇÃO:
methyl (E) -2- {2-[6- (2-cyanophenoxy) pyrimidin-4-yloxy]phenyl} -3-methoxyacrylate
(AZOXISTROBINA)...................................................................................250 g/L (25,0% m/v)
Outros Ingredientes......................................................................................840 g/L (84,0% m/v)

             GRUPO                                           C3                                   FUNGICIDA

CONTEÚDO: VIDE RÓTULO
CLASSE: FUNGICIDA SISTÊMICO
GRUPO QUÍMICO: AZOXISTROBINA (ESTROBILURINA)
TIPO DE FORMULAÇÃO: SUSPENSÃO CONCENTRADA (SC)

TITULAR DO REGISTRO (*):
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rua Doutor Rubens Gomes Bueno, 691, 11º e 13º
andares, Torre Sigma, Bairro Várzea de Baixo, CEP: 04730-000, São Paulo/SP, Fone: (11)
5643-2322, CNPJ: 60.744.463/0001-90 – Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 001.
(*) IMPORTADOR DO PRODUTO FORMULADO

FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO:

AZOXYSTROBIN TÉCNICO – Registro MAPA nº 1598:
Syngenta Limited - Grangemouth Manufacturing Centre, Earls Road, Grangemouth,
Stirlingshire FK3 8XG, Reino Unido.
Saltigo GmbH - Chempark Leverkusen 51369 – Leverkusen, – Alemanha.

AZOXISTROBINA TÉCNICO AGRISOR – Registro MAPA n° 31319:
CAC Nantong Chemical Co., Ltd - (Fourth Huanghai Road) Yangkou Chemical Industrial Park,
Rudong County 226407 Nantong, Jiangsu - China.
Shandong Weifang Rainbow Chemical Co., Ltd - Binhai Economic Development Area 262737,
Weifang, Shandong – China.

AZOXYSTROBIN TÉCNICO BAILLY – Registro MAPA n° 1618:
Taizhou Bailly Chemical Co. Ltd - Nº 9 Zhonggang Road, Taixing Economic Development Zone
Taixing City 225404 Jiangsu China.

AZOXYSTROBIN TÉCNICO PROVENTIS – Registro MAPA n° 23416:
Shangyu Nutrichem Co. Ltd - Nº 9, Weijiu Road, Hangzhou Bay Shangyu Economic and
Technological Development 312369 Zhejiang – China.




                                                                                                                                  1
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                                                                                 Bula completa – 16.07.2025


FORMULADOR:

Syngenta Proteção de Cultivos Ltda - Rodovia Professor Zeferino Vaz, SP 332, s/nº, km
127,5, Bairro Santa Terezinha - CEP: 13148-915- Paulínia/SP - CNPJ: 60.744.463/0010-80 -
Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 453.
Syngenta Limited - Grangemouth Manufacturing Centre, Earls Road, Grangemouth,
Stirlingshire FK3 8XG, Reino Unido.
Iharabras S.A. Indústrias Químicas - Avenida Liberdade, 1701 - Bairro Cajuru do Sul - CEP:
18087-170 - Sorocaba/SP - CNPJ: 61.142.550/0001-30 - Cadastro SAA/CDA/SP sob nº 8.
Syngenta Crop Protection, LLC - 4111, Gibson Road - 68107 - Omaha- Nebraska – EUA.
Syngenta Production France S.A.S. - Route de la Gare, 30670 Aigues-Vives, França.
Adama Brasil S/A - Rua Pedro Antonio de Souza, 400 Pq. Rui Barbosa - Londrina / PR CEP:
86031-610 - CNPJ: 02.290.510/0001-76 – Cadastro no ADAPAR/PR sob nº 003263.
Adama Brasil S/A - Avenida Júlio de Castilho, 2085 - Taquari / RS CEP: 95860-000 - CNPJ:
02.290.510/0004-19 – Cadastro no SEAPA/RS sob nº 1047/99.
Chemark Zrt. - 06/75 hrsz. Berhida, Peremarton gyártelep, 8182, Hungria.
Ouro Fino Química S.A. - Avenida Filomena Cartafina, 22335, Q.14, L 5 - Distrito Industrial III -
CEP: 38044-750 – Uberaba/MG - CNPJ: 09.100.671/0001-07 - Cadastro no IMA/MG sob nº
8.764.
Sipcam Nichino Brasil S.A. - Rua Igarapava, 599 - Uberaba/ MG - CNPJ: 23.361.306/0001-79
– Cadastro no IMA/MG sob n°2.972.
Syngenta Production France S.A.S. - 55, Rue du Fond du Val, F-27600 Saint Pierre La
Garenne, França.
Syngenta S.A. - Carretera Via Mamonal km 6 - Cartagena-Colômbia.
Tagma Brasil Indústria e Comércio de Prods. Químicos Ltda - Av. Roberto Simonsen, 1459
- Paulínia/SP - CNPJ: 03.855.423/0001- 81 – Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 477.
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rua Bonifácio Rosso Ros, 260, Bairro: Cruz Alta, CEP:
13348-790, Indaiatuba/SP – CNPJ: 60.744.463/0096-50 - Cadastro da empresa no Estado (CDA)
nº 4476.

    “O nome do produto e o logo Syngenta são marcas de uma companhia do grupo Syngenta”.

                     No do Lote ou da Partida:
                     Data de Fabricação:               VIDE EMBALAGEM
                     Data de Vencimento:


ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA AGRONÔMICA E
                      CONSERVE-OS EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.
            É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.

                                     AGITE ANTES DE USAR

     Indústria Brasileira (Dispor este termo quando houver processo industrial no Brasil,
          conforme previsto no Art.4º do Decreto Nº 7.212, de 15 de junho de 2010)




                                                                                                     2
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                                                            Bula completa – 16.07.2025



 CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 - PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR
                              DANO AGUDO
   CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL: CLASSE II –
                PRODUTO MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE




Cor da faixa: Azul PMS Blue 293




                                                                                3
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                                                                                                  Bula completa – 16.07.2025




INSTRUÇÕES DE USO:

                       DOENÇAS                                                      VOLUME DE
                                                                     NÚMERO                                  ÉPOCA E
                                                DOSES (mL                             CALDA
                   Nome Comum                                                                             INTERVALO DE
   CULTURAS                                      p.c./ha)          DE APLICAÇÃO
                   (Nome Científico)                                                    (L/ha)              APLICAÇÃO

                                                                                                                 Iniciar as
                                                                                                         aplicações entre 4 a
                                                                                                          8 semanas após a
                                                                                                         queda das pétalas,
                                                                                                             reaplicando se
                                                                                                             necessário em
                                                                                                          intervalo de até 42
                                                                                                           dias, dependendo
                                                                                                             da evolução da
                                                                                                         doença e liberação
                                                                                                             de ascósporos.
                                                                                                         Realizar no máximo
                                                                                                            2 aplicações. Se
                                                                                                          forem necessárias
                                              300 a 600 mL de                                               mais aplicações,
                                                                                  Aplicação terrestre:
                                                    produto                                                   intercalar com
                                                                                       2.000 L/ha
                       Pinta-preta              comercial/ha                                                 fungicida(s) de
     CITROS      (Phyllosticta citricarpa)   (Utilizar adjuvante        2                                  outro(s) grupo(s)
                                                                                   Aplicação aérea:
                                                 específico,                                              químico(s). Utilizar
                                             recomendado pelo                        20 a 40 L/ha            as doses mais
                                                 fabricante)                                                    baixas sob
                                                                                                               condições de
                                                                                                          menor pressão da
                                                                                                         doença e utilização
                                                                                                              de variedades
                                                                                                            tolerantes. Já as
                                                                                                             maiores doses
                                                                                                                devem ser
                                                                                                              utilizadas sob
                                                                                                         condições de maior
                                                                                                         pressão da doença
                                                                                                               (clima muito
                                                                                                                favorável e
                                                                                                                variedades
                                                                                                               susceptíveis)




MODO DE APLICAÇÃO:


Aplicação terrestre:
Aplicação foliar: A pulverização deve ser realizada a fim de assegurar uma boa cobertura foliar das
culturas citadas na bula.
O equipamento de pulverização deverá ser adequado para a cultura, de acordo com a forma de
cultivo e a topografia do terreno, podendo ser costal manual ou motorizado; turbo atomizador ou
tratorizado com barra ou auto-propelido. Os tipos de bicos podem ser de jato cônico vazio ou jato
plano (leque), que proporcionem um tamanho de gota com DMV (diâmetro mediano volumétrico)
entre 150 a 400 μm (micrômetro) e uma densidade de gotas mínima de 20 gotas/cm2 . A velocidade
do trator deverá ser de acordo com a topografia do terreno. A pressão de trabalho deve estar de
acordo com as recomendações do fabricante do bico utilizado, variando entre 100 a 1.000 Kpa (=
15 a 150 PSI).
                                                                                                                        4
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                                                                                 Bula completa – 16.07.2025


O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada. Se utilizar
outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C, com umidade relativa acima de 50% e
ventos de 3 a 15 km/hora.

Aplicação aérea:

A pulverização deve ser realizada a fim de assegurar uma boa cobertura foliar das culturas citadas
na bula.
Utilizar barra com um volume de 20 a 40 litros de calda por ha e altura de voo de 2 a 3 metros. Usar
bicos apropriados para esse tipo de aplicação, como por exemplo, hidráulicos ou atomizadores que
gerem gotas médias.
É recomendado que os demais parâmetros operacionais, isto é, velocidade, largura de faixa,
etc., também sejam escolhidos visando à geração de gotas médias.
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para
proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.
Observar ventos em velocidade média de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 30°C, umidade
relativa superior a 50%, visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação. Não aplicar
em alturas menores do que 2 metros ou maiores do que 5 metros.
O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada. Se utilizar
outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
A critério do Engenheiro Agrônomo Responsável, as condições de aplicação podem ser
flexibilizadas.


Obs.: Dentre os fatores climáticos, a umidade relativa do ar é o mais limitante, portanto deverá ser
constantemente monitorada com termohigrômetro.
Quando utilizar aplicações por via aérea deverá obedecer às normas técnicas de operação previstas
nas portarias do Decreto Lei 76.865 do Ministério da Agricultura.


Aplicação via drones agrícolas: O produto QUADRIS pode ser aplicado através de drones agrícolas
em todas as culturas recomendadas, devendo estes ser adequados para cada tipo de cultura e alvo,
provido de pontas, com espaçamento, vazão, pressão de trabalho corretamente calibrados e que
proporcionem uma vazão adequada para se obter uma boa cobertura das plantas. O equipamento
de aplicação deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de desgaste e
vazamentos, seguindo todas as orientações e normativas do MAPA e ANAC.
A altura de voo deverá ser de acordo com o tipo de drone utilizado, procurando manter média de 2
metros acima do topo da planta, ou menor quando possível. A largura da faixa de deposição efetiva
varia principalmente com a altura de voo, porte da aeronave e diâmetro das gotas. Esta deve ser
determinada mediante testes de deposição com equipamentos que serão empregados na aplicação,
sendo recomendado o uso de gotas com diâmetro médio. Utilizar volume ou taxa de aplicação
mínima de 20 L/ha.
Quando utilizar aplicações via drones agrícolas obedecer às normas técnicas de operação previstas
na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) pelo regulamento brasileiro de aviação civil especial
(RBAC) nº 94 e pelas diretrizes e orientações do Ministério da Agricultura (MAPA).
Utilizar técnicas de redução de deriva, tais como:
                                                                                                     5
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                                                                                   Bula completa – 16.07.2025


- Adotar condições operacionais que possibilitem redução de deriva (menor velocidade e altura da
pulverização com média de 2 metros, adequadas ao equipamento em uso);
- Planejar a calda de aplicação para que esta não ofereça maior risco de deriva;
- Adequar a distância entre a aplicação e as áreas que precisam ser protegidas, de acordo com a
técnica utilizada e as condições climáticas vigentes;
- Respeitar as faixas de segurança, de acordo com a legislação vigente.

  Modo de preparo de calda:

 1. Agitar vigorosamente o produto antes da diluição, ainda na embalagem.
 2. O abastecimento do tanque do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até a metade da
    sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento e então adicionar
    a quantidade recomendada do fungicida e em seguida adicionar o adjuvante recomendado pelo
    fabricante, caso necessário. Após isso, proceder a homogeneização e completar o volume do
    tanque com água. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto.
 3. Preparar apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação, pulverizando logo após
    a sua preparação.
 4. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação
    de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar
    a operação.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

          Cultura               Dias
           Citros                7


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não permitir o ingresso dos trabalhadores à área tratada durante as primeiras 24 horas que seguem a
aplicação. Caso seja necessário o ingresso antes deste período, deve-se utilizar equipamento de proteção
individual padrão recomendados em rotulagem para a atividade de aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:

Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante
para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No
caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis
máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma
vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos.
Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.

Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de
Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. Nunca aplique este
produto em distâncias inferiores a 30 metros de corpos d’água em caso de aplicação terrestre, e 250
metros em caso de aplicação aérea. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a
conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto.
                                                                                                       6
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                                                                                Bula completa – 16.07.2025



Observar as Normas e Legislações complementares sobre segurança no trabalho.

Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
Quando utilizado de acordo com as recomendações da bula, QUADRIS não causa fitotoxicidade
para as culturas indicadas.

Outras restrições a serem observadas:
A azoxistrobina é extremamente fitotóxica para certas variedades de maçãs e por essa razão, não
pulverizar o produto quando a deriva da pulverização possa alcançar macieiras. Não use equipamentos
de pulverização que tenham sido usados previamente para aplicar QUADRIS, para pulverizar
macieiras. Mesmo resíduos do produto que tenham permanecido nos equipamentos podem causar
fitotoxicidade inaceitável para certas variedades de maçã.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM
UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM UTILIZADOS:
VIDE “MODO DE APLICAÇÃO”.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA
EQUIVALENTE:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,
TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

RECOMENDAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:

   O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo
   pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a
   esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.

   Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos
   fungicidas, seguem algumas recomendações:

    •   Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C3 para o controle
        do mesmo alvo, sempre que possível;
    •   Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas
        agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de
        resistência quando disponíveis, etc;
    •   Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
    •   Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais
        estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da
                                                                                                    7
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                                                                             Bula completa – 16.07.2025


         eficácia dos fungicidas;
    •    Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos
         patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de
         Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas
         (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA:
         www.agricultura.gov.br).

              GRUPO                            C3                        FUNGICIDA

O produto fungicida QUADRIS é composto por azoxistrobina, que apresenta mecanismo de ação no
complexo III: citocromo bc 1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo, pertencente ao grupo C3, segundo
classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS OU PRAGAS:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios
e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes,
rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, controle
biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

                   DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

        ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES DA BULA

PRECAUÇÕES GERAIS:
 • Produto para uso exclusivamente agrícola.
 • O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
 • Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto.
 • Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
 • Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
   recomendados.
 • Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas
   com a boca.
 • Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida
   útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
 • Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas
   e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional
   habilitado.
 • Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
   primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
 • Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado,
   longe do alcance de crianças e de animais.
 • Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte
   ordem: Macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas e calças compridas, botas de
   borracha, avental impermeável, equipamento de proteção respiratória com filtro mecânico classe
   P1 ou PFF1, viseira facial, touca árabe e luvas de proteção para produtos químicos.
 • Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação
   à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.


                                                                                                 8
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                                                                                Bula completa – 16.07.2025


PRECAUÇÕES DURANTE A PREPARAÇÃO DA CALDA:
 • Utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): Macacão com tratamento hidrorrepelente com
   mangas e calças compridas; botas de borracha; avental impermeável; equipamento de proteção
   respiratória com filtro mecânico classe P1 ou PFF1; viseira facial, touca árabe e luvas de proteção
   para produtos químicos.
 • Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção
   Individual (EPI) recomendados.
 • Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
   Além disso, recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico
   responsável pela preparação da calda, em função do método utilizado ou da adoção de medidas
   coletivas de segurança.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO:
 • Evite ao máximo possível o contato com a área tratada.
 • Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
   (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
 • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que
   estiver sendo aplicado o produto.
 • Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando
   as melhores condições climáticas para cada região.
 • Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar contato, ou permitir que outras
   pessoas também entrem em contato, com a névoa do produto.
 • Utilize equipamento de proteção individual (EPI): Macacão com tratamento hidrorrepelente com
   mangas e calças compridas, botas de borracha, equipamento de proteção respiratória com filtro
   mecânico classe P1 ou PFF1, viseira facial, touca árabe e luvas de proteção para produtos
   químicos.
   Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela
   aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO:
 • Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os
   avisos até o final do período de reentrada.
 • Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada
   com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção
   Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
 • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas tratadas
   logo após a aplicação.
 • Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
   (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
 • Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda
   vestidas para evitar contaminação.
 • Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local
   trancado, longe do alcance de crianças e animais.
 • Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
 • Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas
   da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.
 • Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação.
 • Não reutilizar a embalagem vazia.

                                                                                                    9
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                                                                                       Bula completa – 16.07.2025


     •   No descarte de embalagens utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): Macacão com
         tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de proteção para produtos químicos e
         botas de borracha.
     •   Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte
         ordem: Touca árabe, viseira facial, botas de borracha, macacão, luvas de proteção para produtos
         químicos e equipamento de proteção respiratória.
     •   A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente
         protegida.
         Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela
         aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.




                     ATENÇÃO                                    “Pode ser nocivo se inalado”.



  PRIMEIROS SOCORROS: Procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a
  embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto.

  Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso
  o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

  Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente, durante pelo menos 15 minutos. Evite que
  a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retirá-la.

  Pele: Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseiras, óculos, relógio, anéis etc.)
  contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos.

  Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

  A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por
  exemplo.

                                     INTOXICAÇÕES POR QUADRIS®
                                        INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico                AZOXISTROBINA (ESTROBILURINA)
Classe
                             Categoria 5: Produto improvável de causar dano agudo.
toxicológica
Vias de exposição
                             Oral, inalatória, ocular e dérmica. As exposições inalatória e dérmica são
                             consideradas as mais relevantes.
Toxicocinética               Azoxistrobina: Estudos em ratos e coelhos demonstraram que a
                             azoxistrobina é altamente absorvida pela via oral (≥ 86%) e de maneira
                             dose-dependente. Ela é amplamente distribuída pelo organismo, com as
                             maiores concentrações observadas no intestino delgado e grosso, fígado
                                                                                                           10
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                                                                            Bula completa – 16.07.2025


Toxicocinética      e rins. Sua meia-vida é de 96 horas em baixas doses (1 mg/kg) e de 192
                    horas em altas doses (100 mg/kg). A eliminação é relativamente rápida,
                    com mais de 86% excretado nas primeiras 48 horas após a
                    administração, sem evidência de bioacumulação (< 0,8%). Após
                    exposições únicas ou repetidas, é excretada principalmente pela bile na
                    forma de metabólitos (cerca de 70%) e, em menor proporção, pela urina
                    (≤ 17%) e pelas fezes na sua forma inalterada. As principais vias
                    metabólicas são a hidrólise do metoxiácido, seguida de conjugação com
                    ácido glucurônico ou glutationa do anel cianofenil. Pelo menos 18
                    metabólitos foram identificados na bile, sendo o metabólito V, um
                    conjugado glucuronido do ácido azoxistrobina, o mais abundante.
Toxicodinâmica      Azoxistrobina: Fungicida sistêmico inibidor da respiração mitocondrial
                    pelo bloqueio da transferência de elétrons no complexo citocromo-bc1 de
                    fungos (complexo III). Esta ação interfere na formação de ATP, energia
                    vital para o crescimento dos fungos. Este modo de ação é possivelmente
                    conservado para humanos, uma vez que seres eucariontes (e.g., fungos
                    e mamíferos) compartilham os mesmos complexos proteicos atuantes na
                    fosforilação oxidativa. No entanto, não há na literatura dados que
                    confirmem tais efeitos em humanos.
Sintomas e sinais   Azoxistrobina: Não há na literatura dados de intoxicação por
clínicos            Azoxistrobina em humanos.

                    As informações detalhadas abaixo foram obtidas de estudos agudos com
                    animais de experimentação tratados com a formulação à base de
                    azoxistrobina, QUADRIS®:

                    Exposição oral: Em estudo de toxicidade aguda oral realizado em ratos,
                    não foi observada mortalidade ou quaisquer sinais clínicos de toxicidade
                    sistêmica entre os animais expostos à dose de 2000 mg/kg p.c.

                    Exposição inalatória: Em estudo de toxicidade aguda inalatória
                    realizado em ratos, os animais foram expostos à concentração de 6,32
                    mg/L. Não foi observada mortalidade. Os sinais clínicos observados
                    durante e/ou imediatamente após a exposição foram piloereção, pelo
                    molhado, postura curvada, substância-teste depositada no focinho (sinais
                    relacionados à contenção), salivação, respiração acelerada e superficial,
                    hipoestesia auditiva, marcha anormal e incontinência urinária (sinais
                    comuns após exposição à altas concentrações de substância
                    particulada). O sinais clínicos observados tiveram grande melhora pelo
                    quarto dia após a exposição; em geral, apenas sinais inespecíficos como
                    piloereção e postura curvada foram observados até no máximo no dia 12.

                    Exposição cutânea: Em estudo de toxicidade aguda dérmica realizado
                    em ratos, não foi observada mortalidade ou quaisquer sinais clínicos de
                    toxicidade sistêmica entre os animais expostos à dose de 2000 mg/kg
                    p.c. Em estudo de irritação cutânea realizado em coelhos, dois de três
                    animais expostos apresentaram eritema, com reversão em 48 ou 72
                    horas. Adicionalmente, dois animais apresentaram edema, reversíveis
                    em 24 ou 48 horas. O produto foi considerado de praticamente não
                                                                                                11
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                                                                                Bula completa – 16.07.2025


Sintomas e sinais   irritante a irritante muito leve, porém não o suficiente para ser classificado
clínicos            como irritante para a pele pelo GHS. O produto não foi considerado
                    sensibilizante dérmico em cobaias pelo teste de Buehler.

                    Exposição ocular: Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos,
                    todos os animais apresentaram vermelhidão na conjuntiva na leitura de 1
                    hora, persistindo até a leitura de 48 horas em apenas um dos animais.
                    Secreção ocular também foi observada em dois de três animais na leitura
                    de 1 hora, persistindo até a leitura de 72 horas em apenas um dos
                    animais. Adicionalmente, apenas um animal apresentou quemose na
                    leitura de 1 hora. O produto foi considerado irritante leve para os olhos,
                    porém não o suficiente para ser classificado como irritante ocular pelo
                    GHS.

                    Exposição crônica: O ingrediente ativo foi considerado não-mutagênico,
                    não-teratogênico e não-carcinogênico para seres humanos. À luz dos
                    conhecimentos atuais, não é considerado desregulador endócrino e não
                    interfere com a reprodução. Vide item “efeitos crônicos” abaixo.
Diagnóstico         O diagnóstico deve ser estabelecido por meio de confirmação de
                    exposição ao produto e pela presença de sintomas clínicos compatíveis.
                    Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda,
                    trate o paciente imediatamente.
Tratamento          Tratamento geral: Tratamento sintomático e de suporte de acordo com
                    o quadro clínico para manutenção das funções vitais. Atenção especial
                    deve ser dada ao suporte respiratório.

                    Estabilização do paciente: Monitorar sinais vitais (pressão sanguínea,
                    frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura corporal).
                    Estabelecer via endovenosa. Atenção especial para parada
                    cardiorrespiratória, hipotensão e arritmias cardíacas. Avaliar estado de
                    consciência do paciente.

                    Medidas de descontaminação: Realizar a descontaminação para limitar
                    a absorção e os efeitos locais.
                    Exposição oral: Em casos de ingestão de grandes quantidades do
                    produto proceder com:
                    - Carvão ativado: Na dose usual de 25-100 g em adultos e 25-50g em
                    crianças de 1-12 anos, e 1g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água,
                    na proporção de 30g de carvão ativado para 240 mL de água. É mais
                    efetivo quando administrado dentro de uma hora após a ingestão.
                    - Lavagem gástrica: Considere logo após a ingestão de uma grande
                    quantidade do produto (geralmente dentro de 1 hora), porém na maioria
                    dos casos não é necessária. Atentar para nível de consciência e proteger
                    vias aéreas do risco de aspiração com a disposição correta do tubo
                    orogástrico (paciente em decúbito lateral esquerdo) ou por intubação
                    endotraqueal com cuff.
                    ATENÇÃO: Não provocar vômito. Na ingestão de altas doses do produto,
                    podem aparecer vômitos espontâneos, não devendo ser evitado. Deitar
                    o paciente de lado para evitar que aspire resíduos. Nunca dê algo por via
                                                                                                    12
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                                                                                 Bula completa – 16.07.2025


Tratamento               oral para uma pessoa inconsciente, vomitando, com dor abdominal
                         severa ou dificuldade de deglutição.
                         Exposição Inalatória: Remover o paciente para um local seguro e
                         arejado, fornecer adequada ventilação e oxigenação. Monitorar
                         atentamente a ocorrência de insuficiência respiratória. Se necessário,
                         administrar oxigênio e ventilação mecânica.
                         Exposição dérmica: Remover roupas e acessórios, proceder a
                         descontaminação cuidadosa da pele (incluindo pregas, cavidades e
                         orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão. Remover a vítima
                         para local ventilado. Se houver irritação ou dor o paciente deve ser
                         encaminhado para tratamento.
                         Exposição ocular: Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente
                         com solução salina a 0,9% ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando
                         contato com a pele e mucosas. Caso a irritação, dor, lacrimejamento ou
                         fotofobia persistirem, encaminhar o paciente para tratamento específico.

                         Antídoto: Não há antídoto específico.

                         Cuidados para os prestadores de primeiros socorros: EVITAR aplicar
                         respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar
                         um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambu) para
                         realizar o procedimento. A pessoa que presta atendimento ao intoxicado,
                         especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação,
                         deverá usar PROTEÇÃO, como luvas, avental impermeável, óculos e
                         máscaras, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Contraindicações         A indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de
                         aspiração e pneumonite química, porém, se ocorrer vômito espontâneo,
                         manter a cabeça abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral, se o
                         indivíduo estiver deitado, para evitar aspiração do conteúdo gástrico.
Efeitos das interações   Não há relatos de interações químicas entre azoxistrobina e possíveis
químicas                 medicamentos utilizados no tratamento após intoxicação por
                         azoxistrobina em humanos.
ATENÇÃO                      Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o
                          diagnóstico e tratamento, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722
                                                            6001
                           Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
                                                 (RENACIAT/ANVISA/MS)
                             As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as
                                     Doenças e Agravos de Notificação Compulsória.
                          Notifique o caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação
                                                       (SINAN/MS).
                          Notifique no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa)
                             Telefone de Emergência da empresa: 0800 704 4304 (24 horas)
                                Endereço Eletrônico da Empresa: www.syngenta.com.br
                           Correio Eletrônico da Empresa: faleconosco.casa@syngenta.com

  Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção para animais de laboratório:
  Vide quadro anterior, item “Toxicocinética” e “Toxicodinâmica”.
                                                                                                     13
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                                                                                       Bula completa – 16.07.2025



Efeitos agudos e crônicos para animais de laboratório:

Efeitos agudos:
DL50 oral em ratos: > 2.000 mg/kg p.c.
DL50 dérmica em ratos: > 2.000 mg/kg p.c.
CL50 inalatória em ratos: > 6,32 mg/L.
Corrosão/Irritação cutânea: Em estudo de irritação cutânea realizado em coelhos, dois de três animais
expostos apresentaram eritema, com reversão em 48 ou 72 horas. Adicionalmente, dois animais
apresentaram edema, reversíveis em 24 ou 48 horas. O produto foi considerado de praticamente não
irritante a irritante muito leve, porém não o suficiente para ser classificado como irritante para a pele pelo
GHS.
Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos, todos os
animais apresentaram vermelhidão na conjuntiva na leitura de 1 hora, persistindo até a leitura de 48
horas em apenas um dos animais. Secreção ocular também foi observada em dois de três animais na
leitura de 1 hora, persistindo até a leitura de 72 horas em apenas um dos animais. Adicionalmente,
apenas um animal apresentou quemose na leitura de 1 hora. O produto foi considerado irritante leve para
os olhos, porém não o suficiente para ser classificado como irritante ocular pelo GHS.
Sensibilização cutânea em cobaias (teste de Buehler): O produto não foi considerado sensibilizante
dérmico.
Sensibilização respiratória: O produto não deve ser considerado sensibilizante para as vias
respiratórias.
Mutagenicidade: Não foi observado efeito mutagênico em teste in vitro de mutação genética bacteriana
ou ensaio in vivo com células da medula óssea de camundongos.

Efeitos crônicos:
Azoxistrobina: Os camundongos machos e fêmeas tratados, respectivamente, com 272,4 e 363,3 mg/kg
p.c./dia de azoxistrobina (dieta) por 2 anos apresentaram redução de peso corpóreo e do consumo de
ração. Não houve alteração nos parâmetros hematológicos, apenas leve redução nos níveis de
hemoglobina em machos no maior nível de dose testado. Também foi observado aumento do peso do
fígado em ambos os sexos, sem alterações histopatológicas (NOAEL: 37,5 mg/kg p.c./dia). Em estudo
de 2 anos em ratos, foi observada redução do peso corpóreo e de enzimas hepáticas em ambos os sexos
na maior dose; em fêmeas, houve redução dos níveis de triglicerídeos e colesterol e, apenas em machos,
aumento da taxa de mortalidade e alterações não-neoplásicas macroscópicas e microscópicas no fígado
e ducto biliar (e.g., distensão, hiperplasia) (NOAEL 18,2 mg/kg p.c./dia). Não foram identificadas lesões
neoplásicas em ratos ou camundongos. Adicionalmente, a azoxistrobina não foi considerada genotóxica
pelos ensaios in vivo e in vitro. Em estudo da reprodução de duas gerações em ratos, a fertilidade e o
desempenho reprodutivo não foram afetados pelo tratamento. Foi determinada toxicidade parental na
maior dose pela redução de peso corpóreo; os machos ainda apresentaram lesões hepáticas e no ducto
biliar. Os efeitos na prole (redução de peso corpóreo) foram secundários à toxicidade parental e não
considerados efeitos no desenvolvimento (NOAEL parental e filhotes: 32,4 mg/kg p.c./dia; NOAEL
reprodução: 165,4 mg/kg p.c./dia). Nos estudos do desenvolvimento em ratos e coelhos, foi observada
toxicidade materna (redução do peso corpóreo e do consumo de ração, diarreia, incontinência urinária e
salivação) apenas nas maiores doses. A azoxistrobina não exerceu efeito teratogênico em ambas as
espécies. Os efeitos fetais foram mínimos e apenas nas doses indutoras de toxicidade materna (ratos:
NOEL materno e desenvolvimento25 e 100mg/kg p.c./dia, respectivamente; coelhos: NOAEL materno e
desenvolvimento 50 e 500 mg/kg p.c./dia, respectivamente). Diante dos achados, a azoxistrobina não é
considerada carcinogênica, teratogênica ou tóxica para a reprodução em humanos.


                                                                                                           14
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                                                                                  Bula completa – 16.07.2025



                       DADOS RELATIVOS Á PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIA QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO
MEIO AMBIENTE

Este produto é:

         -   Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).

    X    -   MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).

         -   PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III).

         -   Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).


•       ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
•       Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500
        (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento
        público de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas,
        agrupamentos de animais e vegetação suscetíveis a danos.
•       Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concorrentes às atividades
        aeroagrícolas.
•       Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
•       Não utilize equipamento com vazamentos.
•       Não aplique o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes.
•       Aplique somente as doses recomendadas.
•       Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água.
        Evite a contaminação da água.
•       A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo,
        da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.


2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO
CONTRA ACIDENTES:
• Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
• O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas,
    rações ou outros materiais.
• A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
• O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
• Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO.
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
• Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou
    para o recolhimento de produtos vazados.
• Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação
    Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
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                                                                                   Bula completa – 16.07.2025



  3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
   • Isole e sinalize a área contaminada.
   • Contate as autoridades locais competentes e a empresa SYNGENTA PROTEÇAO DE
       CULTIVOS LTDA.
   • Telefone da empresa: 0800 704 4304.
   • Utilize o equipamento de proteção individual (EPI) (macacão impermeável, luvas e botas de
       borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
   • Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros,
       drenos ou corpos d’água. Siga as instruções a seguir:
       Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio
       de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não
       deve ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo, para
       sua devolução e destinação final.
       Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse
       material e coloque em recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa
       registrante conforme indicado.
       Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal,
       contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as
       medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo
       hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
       Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou pó químico,
       ficando a favor do vento, para evitar intoxicação.


  4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E
  DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA
  UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:


EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem, o operador deve estar utilizando os mesmos EPIs –
Equipamentos de Proteção Individual – recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):

Esta embalagem deve ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu
esvaziamento, adotando os seguintes procedimentos:

  •    Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na
       posição vertical durante 30 segundos;
  •    Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
  •    Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
  •    Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
  •    Faça essa operação três vezes;
  •    Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.


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Lavagem sob pressão:

Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão, seguir os seguintes
procedimentos:

  •    Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
  •    Acione o mecanismo para liberar o jato d’água;
  •    Direcione o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
  •    A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
  •    Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão, adotar os seguintes
procedimentos:

  •    Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida
       sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
  •    Mantenha a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob
       pressão, direcionando o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30
       segundos;
  •    Toda a água da lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
  •    Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.


ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
  • Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, essa embalagem deve ser
    armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens
    não lavadas.
  • O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado
    em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde
    guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
  • No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com
     tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota
     fiscal, emitida no ato da compra.
  • Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu
     prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do
     prazo de validade.
  • O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
     mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
  • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
     medicamentos, rações, animais e pessoas.



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  EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

  ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

  ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

   •   O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado
       em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde
       são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
  • É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi
     adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE:
  • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
     medicamentos, rações, animais e pessoas.


DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
  • A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente pode ser
     realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos
     competentes.
  • É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA
     OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
  • EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA
     EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.
  • A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa
     contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

  PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
  • Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o
     registrante pelo telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final.
  • A desativação do produto é feita pela incineração em fornos destinados para este tipo de
     operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão
     ambiental competente.

5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
   • O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica,
      bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais,
      rações, medicamentos e outros materiais.

6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL
OU MUNICIPAL:
   • De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.




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