Pyrox
Globachem Proteção de Cultivos do Brasil Ltda. - Campinas/SP
Herbicida
flumioxazina (ciclohexenodicarboximida) (100 g/L) + imazetapir (imidazolinona) (212 g/L)
Informações
Número de Registro
27025
Marca Comercial
Pyrox
Formulação
SC - Suspensão Concentrada
Ingrediente Ativo
flumioxazina (ciclohexenodicarboximida) (100 g/L) + imazetapir (imidazolinona) (212 g/L)
Titular de Registro
Globachem Proteção de Cultivos do Brasil Ltda. - Campinas/SP
Classe
Herbicida
Modo de Ação
Classe Toxicológica
Categoria 5 Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Classe Ambiental
Produto Perigoso ao Meio Ambiente
Registrado para
Cultura
Nome Científico
Nome Comum
Soja
Brachiaria plantaginea
capim-marmelada (1); capim-papuã; capim-são-paulo
Soja
Cenchrus echinatus
Soja
Conyza bonariensis
arranha-gato (1); buva; rabo-de-foguete (1)
Soja
Digitaria insularis
capim amargoso; capim açu; capim flexa
Soja
Euphorbia heterophylla
amendoim-bravo; café-do-diabo; flor-de-poetas
Soja
Raphanus raphanistrum
nabiça (1); nabo (1); nabo-bravo
Soja
Richardia brasiliensis
poaia; poaia-branca; poaia-do-campo (2)
Soja
Spermacoce latifolia
erva-de-lagarto (2); erva-quente (2); perpetua-do-mato (2)
Soja
Tridax procumbens
erva-de-touro
Conteúdo da Bula
PYROX
Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA sob o nº 27025
COMPOSIÇÃO
Sal de (RS)‐5‐ethyl‐2‐(4‐isopropyl‐4‐methyl‐5‐oxo‐2‐imidazolin‐2‐yl) nicotinica ............. 212 g/L (21,2 % m/v)
Equivalente ácido de IMAZETAPIR ......................................................................... 200 g/L (20,0% m/v)
[N‐(7‐fluoro‐3,4‐dihydro‐3‐oxo‐4‐prop‐2‐ynyl‐2H‐1,4‐benzoxazin‐6‐yl)cyclohex‐1‐ene‐1, 2‐dicarboxamide]
FLUMIOXAZINA.................................................................................................100 g/L (10,0 % m/v)
Outros Ingredientes...........................................................................................783 g/L (78,3 % m/v)
GRUPO B HERBICIDA
GRUPO E HERBICIDA
CONTEÚDO: VIDE RÓTULO
CLASSE: Herbicida seletivo de ação sistêmica.
GRUPO QUÍMICO: Imidazolinona e Ciclohexenodicarboximida
TIPO DE FORMULAÇÃO: Suspenção Concentrada (SC)
TITULAR DO REGISTRO (*)
Globachem Proteção De Cultivos Do Brasil Ltda.
Rua Doutor Emílio Ribas, 174 - sala 12, Cambuí
CEP 13.025-140 – Campinas/SP - Tel.: (19) 3254-6033
CNPJ 43.741.357/0001-33 – Cadastro na SAA/CDA/ SP sob no 4326
(*) IMPORTADOR DO PRODUTO FORMULADO
FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO
• FLUMIOXAZIN TÉCNICO LIER - REGISTRO N° TC01522
Lier Chemical Co. Ltd.
Economic and Technical Development Zone 521000 Mianyang, Sichuan - China.
• FMX TÉCNICO - REGISTRO Nº TC16522
Max (Rudong) Chemicals Co., Ltd.
Yangkou Chemical Industrial Park 226407 Rudong, Jiangsu, China
• IMAZETHAPYR TÉCNICO IMAZET - REGISTRO N° 37918
Jiangsu Flag Chemical Industry Co., Ltd.
Nº 309 Changfenghe Road, Nanjing Chemical Industrial Park, 210047, Nanjing, China
• IMAZETAPIR TÉCNICO PROVENTIS - REGISTRO N° 43318
Yancheng South Chemical Co, Ltd.
Chenjiagang Chemicals District of Xiangshui, Yangshui, Yancheng City, 224631, Jiangsu Province, China
FORMULADOR
• GLOBACHEM NV
Montenakenweg 535 - 3800 Sint-Truiden, Bélgica
• QINGDAO AUDIS BIO-TECH CO., LTD.
Changyang Industrial Zone, Laixi City, Qingdao, China
• ZHEJIANG ZHONGSHAN CHEMICAL INDUSTRY GROUP CO. LTD.
Zhongshan, Xiaopu, Changxing, Província de Zhejiang, 313116, China
MANIPULADOR
• TAGMA BRASIL INDUSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS LTDA.
Av. Roberto Simonsen, 1459, Recanto dos Pássaros, Paulínia / SP
CNPJ 03.855.423/0001-81 - Registro no Estado: CDA/SP nº 477
No do lote ou da partida:
Data de fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de vencimento:
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA AGRONÔMICA E CONSERVE ‐
OS EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA ‐ SE.
É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
Corrosivo ao ferro e aço galvanizado
AGITE ANTES DE USAR
CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 ‐ PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL: CLASSE III – PRODUTO PERIGOSO
AO MEIO AMBIENTE
Cor da faixa: Azul PMS Blue 293C
INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO
PYROX é um herbicida com modo de ação sistêmico dos grupos químicos Imidazolinona
Ciclohexenodicarboximida, indicado para o controle de doenças na cultura da soja.
Plantas Infestantes Doses Número
Época Volume de
Nome Comum Produto máximo de
Cultura calda (L/ha)
(Nome científico) Comercial (L/ha) aplicações
Capim‐marmelada
0,3 ‐ 0,6
(Brachiaria plantaginea)
Buva
(Conyza bonariensis) 0,5 ‐ 0,6
Capim‐amargoso
(Digitaria insularis) 0,3 ‐ 0,6
Capim‐carrapicho
(Cenchrus echinatus) 0,4 ‐ 0,6
Manejo na
Erva‐de‐touro
Dessecação**Pré‐plantio 0,3 ‐ 0,6
(Tridax procumbens)
de Soja Erva‐quente
(Spermacoce latifolia) 0,4 ‐ 0,6
Leiteira Tratorizado:
(Euphorbia heterophylla) 0,4 ‐ 0,6
100 – 200
Nabo
(Raphanus raphanistrum) 0,3 ‐ 0,6
Poaia‐branca Costal:
(Richardia brasiliensis) 0,4 ‐ 0,6 1
100 ‐ 200
Buva
(Conyza bonariensis) 0,4 ‐ 0,6
Caruru Aéreo:
(Amaranthus palmeri) 0,6
15 – 40
Caruru‐roxo
(Amaranthus hybridus) 0,4 ‐ 0,6
Erva‐quente
Pré‐emergência de Soja 0,3 ‐ 0,6
(Spermacoce latifolia)
Erva‐de‐touro
0,3 ‐ 0,6
(Tridax procumbens)
Leiteira
(Euphorbia heterophylla) 0,4 ‐ 0,6
Nabo
(Raphanus raphanistrum) 0,4 ‐ 0,6
Poaia‐branca
0,3 ‐ 0,6
(Richardia brasiliensis)
INÍCIO E ÉPOCA DE APLICAÇÃO:
Aplicar em plantio convencional ou direto, em pré‐emergência ou pós‐emergência das ervas daninhas,
antecedendo a semeadura das culturas de soja.
Para manejo em dessecação antes do plantio e complementação no controle de infestações de plantas daninhas,
recomenda‐se herbicidas a base de glifosato ou outros herbicidas registrados conforme dose e recomendações do
fabricante. Utilizar a maior dose em condições de solos argilosos que apresentam maiores infestações e
diferentes banco de sementes de plantas daninhas.
**Na aplicação em dessecação recomenda‐se o uso de 0,5 L/ha de óleo mineral.
Cada litro (L) do PYROX contém 212,0 g/L de Imazetapir na forma de sal de amônio que corresponde a 200,0
g/L do equivalente ácido de Imazetapir + 100,0 g/L de Flumioxazina.
Abaixo estão demonstradas suas respectivas doses/ha em função da recomendação de dose/ha do produto
comercial:
Ingrediente ativo (Kg/ha) Equivalente ácido (Kg/ha)
Produto Comercial (L/ha)
Imazetapir Flumioxazina Imazetapir
0,3 0,064 0,30 0,060
0,4 0,085 0,40 0,080
0,5 0,106 0,50 0,100
0,6 0,127 0,60 0,120
MODO DE APLICAÇÃO
Pulverização em pré‐semeadura das culturas de soja.
PYROX pode ser aplicado por via terrestre, através de pulverizadores manuais e tratorizados e por via aérea
conforme recomendações para cada cultura. O volume de calda deve ser adequado ao tipo do equipamento
aplicador, poderá ser alterado considerando as suas especificações técnicas, pode variar em função da área
efetivamente tratada, do porte e da densidade das plantas daninhas. Utilize sempre tecnologias de aplicação
que ofereçam boa cobertura das plantas e baixo potencial de deriva.
Verifique a regulamentação local do órgão de agricultura, saúde e meio ambiente, quanto a especificações
locais de aquisição e aplicação do produto, em complemento às instruções de uso constantes na bula e rótulo.
Consulte sempre o Engenheiro Agrônomo responsável e siga as boas práticas para aplicação e as
recomendações do fabricante do equipamento.
Preparo da Calda:
Ao preparar a calda, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para esse fim no item
“Dados Relativos à Proteção à Saúde Humana”. Antes de preparar a calda, verifique se o equipamento de
aplicação está limpo, bem conservado, regulado e em condições adequadas para realizar a pulverização sem
causar riscos à cultura, ao aplicador e ao meio ambiente.
Para pulverizadores costais manuais ou costais motorizados que não dispõe de agitador
Utilize um pulverizador com capacidade de 20 litros. A fim de evitar peso exagerado e facilitar o trabalho, é
recomendado que se trabalhe com apenas 10 litros em cada abastecimento no pulverizador costal.
Adicione 100 mL de PYROX (dose de 1%) ou 150 mL (dose de 1,5%) ou 200 mL (dose de 2%) para cada 10
litros de água, limitando‐se a dose máxima de 200 L/ha.
Para pulverizadores tratorizados de barra ou autopropelidos
Para melhor preparação da calda, deve‐se abastecer o pulverizador com água limpa em até 3/4 de sua
capacidade. Ligar o agitador e adicionar o produto PYROX de acordo com a dose recomendada para a cultura.
Manter o agitador ligado, completar o volume de água do pulverizador e aplicar imediatamente na cultura.
EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:
Antes de qualquer aplicação, verifique se o equipamento está limpo, bem conservado, regulado e calibrado e
em condições adequadas para realizar a pulverização sem causar riscos à cultura, ao aplicador e ao meio
ambiente.
Aplicação Terrestre
Equipamento costal:
A aplicação deve ser dirigida sobre a folhagem das plantas daninhas até o ponto de escorrimento nas
folhas, observando que esteja ocorrendo uma boa cobertura sobre as plantas daninhas ou no
tronco/caule até o ponto de escorrimento, imediatamente após o corte. Utilizar bicos de jato, que
proporcionem classe de gotas que evitem deriva, usar gotas médias a grossas. Em geral, é
recomendado utilizar estrutura de proteção (protetor tipo chapéu de napoleão), de modo a evitar a
possibilidade do jato atingir a cultura.
Equipamento tratorizado:
Pulverizadores de barra ou autopropelidos:
Classe de gotas: Utilizar gotas grossa a muito grossa. Independente do equipamento utilizado, o
tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto, aplique com
o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência do produto. Verifique as
orientações quanto ao Gerenciamento de Deriva e consulte sempre um Engenheiro Agrônomo e as
orientações do equipamento de aplicação.
Ponta de pulverização: Aplicar somente com pontas de pulverização tipo leque que produzam
gotas grossas a extremamente grossas, para a redução de deriva, tal como pontas com INDUÇÃO DE
AR. Cabe ao Engenheiro Agrônomo responsável pela recomendação ou responsável técnico pela
aplicação indicar a ponta de pulverização mais adequada, observando sempre a classe de gotas
indicadas (gotas grossas a extremamente grossas), no intuito de evitar o efeito de deriva na
aplicação, devendo sempre seguir parâmetros técnicos para a cultura, equipamento e condições
meteorológicas.
Ajuste da barra: A altura da barra e o espaçamento entre pontas de pulverização deve permitir uma
boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta alvo, conforme recomendação do
fabricante, não ultrapassando 50 cm, tanto de espaçamento entre as pontas de pulverização, quanto
para altura da barra de pulverização em relação ao alvo. Todas as pontas de pulverização da barra
deverão ser mantidas à mesma altura em relação ao topo das plantas ou do alvo de deposição. Regule
a altura da barra para a menor possível, a fim de obter uma cobertura uniforme e reduzir a exposição
das gotas à evaporação e ao vento.
Faixa de deposição: utilize distância entre pontas de pulverização na barra de aplicação de forma a
permitir maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou sobreposição.
Faixa de segurança: durante a aplicação, resguarde uma faixa de segurança adequada e segura
para as culturas sensíveis. Consulte o Engenheiro Agrônomo responsável pela aplicação.
Volume de calda: 100 – 200 L/há
Pressão: 30 – 70 psi ou lbf/pol2
Aplicação aérea
Realize a aplicação aérea com técnicas de redução de deriva (TRD) e utilização do conceito de boas
práticas agrícolas, evitando sempre excessos de pressão e altura na aplicação. Siga as disposições
constantes na legislação municipal, estadual e federal concernentes às atividades aeroagrícolas e
sempre consulte o Engenheiro Agrônomo responsável.
Utilizar somente aeronave devidamente regulamentada para tal finalidade e provida de barras
apropriadas. Regular o equipamento visando assegurar distribuição uniforme da calda, boa cobertura
do alvo desejado. Evitar a falha ou sobreposições entre as faixas de aplicação.
Classe de gotas: Utilize gotas grossas a extremamente grossas. Independente do equipamento
utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto,
aplique com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência do produto.
Verifique as orientações quanto ao Gerenciamento de Deriva e consulte sempre um Engenheiro
Agrônomo e as orientações do equipamento de aplicação.
Ponta de pulverização: Utilizar preferencialmente, bicos de jato cônico vazio ou bicos de jato sólido
com discos de orifício compatíveis com o tamanho de gota a ser produzida e tipo de aeronave
utilizada, sempre utilizar a condição de ângulo de 0° (na direção do fluxo de ar). Use a ponta
apropriada para o tipo de aplicação desejada e, principalmente, que proporcione baixo risco de
deriva. O operador deve ajustar os fatores operacionais para obter uma gota grossa a muito grossa e
entender que a velocidade de voo e a pressão de trabalho são fatores primários no controle do
tamanho de gota.
Ajuste de barra: ajuste a barra de forma a obter distribuição uniforme do produto, de acordo com
o desempenho dos elementos geradores de gotas. Use o menor número de bicos com a maior vazão
possível, e que proporcione uma cobertura uniforme. O comprimento da barra não deve exceder ¾ da
asa ou do comprimento do rotor ‐ Barras maiores aumentam o potencial de deriva.
Altura do vôo: de 3 a 4 metros em relação do topo das plantas ou do alvo de deposição, garantindo
sempre a devida segurança ao voo e a eficiência da aplicação.
Faixa de deposição: A faixa de deposição efetiva é uma característica específica para cada tipo ou
modelo do avião e representa um fator de grande influência nos resultados da aplicação. Observe
uma largura das faixas de deposição efetiva de acordo com a aeronave, de modo a proporcionar uma
boa cobertura.
Faixa de segurança: durante a aplicação, resguarde uma faixa de segurança adequada e segura
para a culturas sensíveis. Consulte o Engenheiro Agrônomo responsável pela aplicação.
Volume de calda: 15 ‐ 40L/ha ou conforme recomendação do tipo de aeronave utilizada.
As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo
responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação e a especificação do
equipamento e tecnologia de aplicação
Condições Climáticas/Meteorológicas:
Deve‐se observar as condições meteorológicas ideais para aplicação, tais como indicado abaixo. Os
valores apresentados devem ser sempre as médias durante os tiros de aplicação, e não valores
instantâneos:
• Temperatura ambiente abaixo de 30°C.
• Umidade relativa do ar acima de 50%.
• Velocidade média do vento entre 3 e 10km/hora.
Temperatura e Umidade:
Quando aplicando em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas
maiores para reduzir o efeito da evaporação.
Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações
técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob
orientação do Engenheiro Agrônomo.
Cuidados durante a aplicação:
Independentemente do tipo de equipamento utilizado na pulverização, o sistema de agitação da calda
deverá ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Fechar a saída da calda do
pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento aplicador, de forma a evitar a
sobreposição da aplicação.
Gerenciamento de deriva:
Não permita que o produto atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de
água, criações e áreas de preservação ambiental. O potencial de deriva é determinado pela interação
de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e condições meteorológicas (velocidade
do vento, umidade e temperatura). Independentemente do equipamento utilizado, o tamanho das
gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva, assim, aplicar com o maior tamanho de
gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência. O aplicador deve considerar todos estes fatores
quando da decisão de aplicar.
Ventos:
O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento, inferior a 3 km/h (devido ao potencial de
inversão) ou maior que 10 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo o diâmetro de gotas e os tipos
de equipamento determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. Não aplicar se
houver rajadas de ventos ou em condições sem vento.
Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar
familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.
Importância do diâmetro de gota:
A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar
uma boa cobertura e controle. A presença de culturas sensíveis nas proximidades, condições
meteorológicas e grau de infestação das plantas infestantes podem afetar o gerenciamento da deriva
e cobertura da planta. Aplicando gotas de diâmetro maior reduz‐se o potencial de deriva, mas não a
previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições meteorológicas
desfavoráveis. Leia as instruções sobre condições de Vento, Temperatura e Umidade, e Inversão
Térmica.
Controlando o diâmetro de gotas – Técnicas Gerais:
Volume de calda de pulverização: Use pontas de pulverização de vazão maior para aplicar o
volume de calda mais alto possível, considerando suas necessidades práticas. Pontas de pulverização
com vazão maior produzem gotas maiores.
Pressão: Use a menor pressão indicada para a ponta de pulverização. Pressões maiores reduzem o
diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura. Quando maiores volumes forem
necessários, use pontas de pulverização de vazão maior ao invés de aumentar a pressão. Na maioria
das pontas de pulverização, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Aplicar somente
com pontas de pulverização que produzam gotas grossas a extremamente grossas, para a redução de
deriva, tal como pontas com INDUÇÃO DE AR.
Inversão térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas
diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que
permanece perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela
elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco
ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr do sol e frequentemente continuam até a
manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não
houver neblina as inversões térmicas podem
ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma
nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica;
enquanto, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um
bom movimento vertical do ar.
Lavagem do equipamento de aplicação:
Imediatamente após a aplicação do produto, proceda a limpeza de todo equipamento utilizado. Adote
todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize os equipamentos de proteção
individual recomendados para este fim no item “Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana”. Não
limpe equipamentos próximo à nascente, fontes de água ou plantas úteis. Descarte os resíduos da
limpeza de acordo com a legislação Municipal, Estadual e Federal vigente na região da aplicação.
INTERVALO DE SEGURANÇA
SOJA. ...................................................... ND*
* Não determinado devido a modalidade de emprego
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas
após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual
(EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
• Uso exclusivamente agrícola.
• Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
• Utilizar o produto somente para as culturas e recomendações indicadas, respeitando o intervalo de
segurança de cada cultura.
• Não utilizar o produto em desacordo às especificações do rótulo e bula.
• Nas aplicações de pré‐emergência o solo deve estar bem preparado, livre de torrões e úmido.
• Não aplicar através de sistema de irrigação.
• Fitotoxicidade: Desde que seguidas as recomendações de uso, não é esperado fitotoxicidade nas culturas
registradas.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
Vide item “DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA”.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide item “MODO DE APLICAÇÃO”.
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA
EQUIVALENTE:
Vide item “DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE”.
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE,
RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
Vide item “DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE”.
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS
IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Vide item “DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE”.
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA À HERBICIDAS:
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir
para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de
eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência,
seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos B e E para o controle do mesmo alvo,
quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais
para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou,
informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação
Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC‐BR: www.hrac‐br.org), Ministério
da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO B HERBICIDA
GRUPO E HERBICIDA
O produto PYROX é composto por IMAZETAPIR e FLUMIOXAZINA, que apresentam mecanismo de ação dos
inibidores da ALS e inibidores da Protox, pertencentes aos Grupos B e E, respectivamente, segundo
classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS:
O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das
plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A
integração de métodos de controle: (1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de
cobertura verde), (2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e
cultivo mecânico), (3) controle biológico e (4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa
interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a
boca.
• Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora
da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
• Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas
de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros
e procure rapidamente o serviço médico de emergência.
• Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do
alcance de crianças e animais.
• Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem:
macacão ou calça com tratamento hidrorrepelente; blusa com tratamento hidrorrepelente; botas de
borracha, avental impermeável; respirador; viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral;
touca árabe e luvas de proteção contra produtos químicos.
• Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma
de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA
• Utilize equipamento de proteção individual (EPI): botas de borracha, avental impermeável, respirador,
viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de proteção contra produtos
químicos.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
• Ao abrir a embalagem, faça‐o de modo a evitar respingos.
• Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pelo
manuseio/preparação da calda, em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de
segurança.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de
tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que estiver
sendo aplicado o produto.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as
melhores condições climáticas para cada região.
• Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar contato, ou permitir que outras pessoas
também entrem em contato, com a névoa do produto.
• Utilize equipamento de proteção individual (EPI): botas de borracha, avental impermeável; respirador;
viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de proteção contra produtos
químicos.
• Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pelo
manuseio/preparação da calda, em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de
segurança.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
• Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até
o final do período de reentrada.
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada permaneça em áreas tratadas logo
após a aplicação.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de
tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para
evitar contaminação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado,
longe do alcance de crianças e animais.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
• Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família.
• Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.
• Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação.
• Não reutilizar a embalagem vazia.
• No descarte de embalagens, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): botas de borracha, avental
impermeável; respirador; viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas
de proteção contra produtos químicos.
• Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca
árabe; viseira/óculos; avental impermeável; blusa com tratamento hidrorrepelente; botas de borracha; calça
com tratamento hidrorrepelente; luvas de proteção contra produtos químicos e respirador.
• A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.
Em ambientes onde haja relação de trabalho, é vedado aos trabalhadores levarem EPI para casa.
• Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em
função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
Pode ser nocivo se ingerido
Pode ser nocivo se inalado
Provoca irritação ocular grave
Provoco irritação à pele
PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a
embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o
vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: PROVOCA IRRITAÇÃO OCULAR GRAVE. Em caso de contato, lave com muita água corrente durante
pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato,
deve-se retirá-la.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa e acessórios (cinta, pulseira, óculos, relógio, anéis, etc)
contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por
exemplo.
- INTOXICAÇÕES POR PYROX -
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Imazetapir: Imidazolinona
Grupo químico
Flumioxazina: Ciclohexenodicarboximida
Classe toxicológica Categoria 5: Produto improvável de causar dano agudo
Vias de exposição Oral, inalatória, ocular e dérmica.
Imazetapir: Em ratos, praticamente 100% do imazetapir administrado,
marcado radioativamente, foi recuperado nas excreções dentro de 96 horas
Toxicocinética
(89‐95% na urina e 6‐11% nas fezes). Mais de 95% da dose oral foi excretada
nas primeiras 31 horas. O principal resíduo na urina e fezes foi o composto
original. Aproximadamente 2% da dose oral foi metabolizada e excretada na
forma de CL 288511 (1‐hidro) detil, derivado de imazetapir. Uma elevada
percentagem do material administrado foi excretada na urina como o composto
não modificado (> 97%) e apenas uma quantidade muito pequena como o
metabólito CL 288511. No grupo de dose alta, o composto original não
modificado foi o componente principal nas fezes em ambos os sexos,
particularmente em 12 horas ou menos. CL 288511 foi o principal metabólito.
Um metabólito desconhecido também foi encontrado em quantidades
significativas. No grupo de dose baixa, seis componentes foram encontrados
nas fezes: composto original, CL 288511, o metabólito desconhecido
mencionado anteriormente e outros três compostos desconhecidos.
Flumioxazina: Em estudos com ratos, a absorção foi >90% (1 mg/kg) e de
50% (100 mg/kg). Cerca de 97% do produto foi excretado nas fezes e na urina,
dentro de 1 dia após sua administração. Teve ampla distribuição, mas sem
potencial de bioacumulação. Na maior dose testada (100 mg/kg de peso vivo)
houve um aumento da Flumioxazina inalterada nas fezes, o que sugere que
esta dose está acima da capacidade de absorção do produto pelo trato
gastrointestinal. Foi extensamente metabolizado, principalmente por clivagem
da ligação imida e hidroxilação do anel ciclohexano. Altos níveis de resíduos
foram encontrados nas hemácias e sete metabólitos foram encontrados na
urina e nas fezes. A absorção através da pele é baixa.
Imazetapir: O mecanismo exato de toxicidade não é conhecido. E classificado
como herbicida de imidazolinona. O modo de ação ocorre através da inibição da
aceto‐hidroxiácido sintase, uma enzima envolvida na biossíntese dos
aminoácidos leucina, isoleucina e valina.
Toxicodinâmica Flumioxazina: Não são conhecidos os mecanismos de toxicidade em
humanos. Estudos mecanísticos sugerem uma associação entre a inibição da
enzima protoporlirinogénio oxidase e consequentemente comprometimento da
síntese de heme em ratos. Relevância humana dos efeitos no desenvolvimento
em ratos não pode ser desconsiderada.
Imazetapir: Leve elevação das transaminases, creatinina sérica e alterações
clínicas como a acidose metabólica têm sido relatadas. A exposição oral pode
levar a dano da membrana mucosa e vômito severo, hipotensão, disfunção
pulmonar, irritação da mucosa oral e gastrointestinal, disfunção transiente
Sintomas e sinais
hepática e renal; vômito copioso logo após a ingestão é comum. Sintomas graves
clínicos
incluíram alteração da consciência e dificuldade respiratória necessitando de
intubação. A exposição inalatória gera dano pulmonar.
Flumioxazina: Não há relatos de sintomas de intoxicação aguda em humanos,
sendo recomendada a suspensão da manipulação ou aplicação do produto, se
surgirem quaisquer sintomas. Em camundongos, ratos e cães efeitos críticos
incluíram anemia em ratos e efeitos tóxicos hepáticos em todas as espécies,
sendo o rato a espécie mais sensível. Em animais, após exposição dérmica, foi
observada leve irritação; o composto não é sensibilizante dérmico. Exposição
ocular provoca leve irritação. As informações abaixo detalhadas foram obtidas
através de estudos agudos com animais de experimentação, tratados com a
formulação à base de Imazetapir e Flumioxazina:
Exposição oral: Em estudo de toxicidade aguda oral em ratos, os animais foram
expostos à dose de 2000 mg/kg de p.c. da substância de teste. Não foi observada
mortalidade ou sinais clínicos indicativos de toxicidade sistêmica.
Exposição inalatória: Em estudo de toxicidade inalatória em ratos, os animais
foram expostos à concentração de 1,03 mg/L da substância de teste. Não foi
verificada mortalidade. Um único animal apresentou cifose como efeito agudo
apenas nas primeiras 24 horas do estudo.
Exposição cutânea: Em estudo de toxicidade aguda dermal em ratos, os animais
foram expostos à dose de 2000 mg/kg de p.c. da substância de teste. Não foi
observada mortalidade ou sinais clínicos indicativos de toxicidade sistêmica. Em
estudo de irritação cutânea realizado em coelhos, nenhum animal apresentou
sinais de irritação na pele. O produto não foi considerado irritante para a pele
de coelhos. O produto não foi considerado sensibilizante dérmico em cobaias
pelo Método de Buehler.
Exposição ocular: Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos, os
animais apresentaram efeitos conjuntivais que consistiram em: hiperemia (3/3
animais; score = 0,66) e quemose (3/3 animais; score = 0,33) totalmente
revertidos na avaliação de 72 horas. O produto não foi considerado irritante
ocular para coelhos.
Exposição crônica: Vide item “efeitos crônicos”, abaixo.
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência
Diagnóstico
de quadro clínico compatível.
Antídoto: não há antídoto específico.
Exposição Oral
A) Êmese: A indução de vômito empregando‐se ipeca não é recomendada, pois
há muito pouca informação acerca do efeito da overdose em humanos.
B) Carvão ativado: Administre uma suspensão de carvão ativado em água (240
ml de água / 30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos/adolescentes,
25 a 50 g em crianças (1 a 12 anos) e 1 g/kg em infantes com menos de 1 ano.
C) Lavagem Gástrica: Considere após ingestão recente (geralmente até 1 hora)
de uma quantidade que represente risco à vida.
Contraindicações: Perda de reflexos protetores das vias respiratórias, nível
diminuído de consciência, após a ingestão de compostos corrosivos ou
hidrocarbonetos (alto potencial de aspiração); pacientes com risco de
hemorragia
ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidades pouco tóxicas.
D) Caso as pessoas expostas a agrotóxicos do grupo das triazinonas exibirem
sintomas de toxicose severa, deve ser considerada a absorção concomitante de
outras toxinas.
Tratamento Exposição Inalatória
Remova o paciente para um local arejado. Monitore quanto a alterações
respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a
irritação no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e
auxilie na ventilação, conforme necessário. Trate o broncoespasmo com
agonista beta 2 via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição Ocular
Descontaminação: Lave os olhos expostos com quantidade copiosa de água
corrente por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor, inchaço,
lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado
para tratamento específico.
Exposição Dérmica:
Descontaminação: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com
água e sabão. Se a irritação ou dor persistir, o paciente deve ser encaminhado
para tratamento específico.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
Evitar aplicar respiração boca‐boca em caso de ingestão de produto, usar
equipamento de reanimação manual. Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para
evitar contato cutâneo, ocular e inalatória com o produto.
A indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de aspiração
Contraindicações
e de pneumonite química.
Efeitos das interações
Não são conhecidos efeitos de interações químicas com outras substâncias.
químicas
Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e
tratamento ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
(RENACIAT/ANVISA/MS)
As intoxicações por agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Doenças e
ATENÇÃO Agravos de Notificação Compulsória.
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS).
Notifique o Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Telefone de Emergência da empresa: (19) 3254-6033
MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Vide quadro acima, itens “Toxicocinética” e “Toxicodinâmica”.
Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:
Efeitos agudos:
• DL50 oral em ratos: > 2000 mg/kg p.c.
• DL50 cutânea em ratos: > 2000 mg/kg p.c.
• CL50 inalatória em ratos: Não determinada nas condições de teste.
• Corrosão/Irritação cutânea em coelhos: Em estudo de irritação cutânea realizado em coelhos, nenhum
animal apresentou sinais de irritação na pele. O produto não foi considerado irritante para a pele de
coelhos.
• Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos, os animais
apresentaram efeitos conjuntivais que consistiram em: hiperemia (3/3 animais; score = 0,66) e quemose
• (3/3 animais; score = 0,33) totalmente revertidos na avaliação de 72 horas. O produto não foi considerado
• irritante ocular para coelhos.
• Sensibilização cutânea em cobaias (Método de Buehler): O produto não foi considerado sensibilizante
dérmico em cobaias.
• Mutagenicidade: Não foi observado efeito mutagênico em teste in vitro de mutação genética bacteriana ou
ensaio in vivo com células da medula óssea de camundongos.
EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Imazetapir: Estudos conduzidos in vitro e in vivo sugerem que o Imazetapir não apresenta potencial
genotóxico. Não foram encontradas evidências de efeitos teratogênicos em estudos de toxicidade para o
desenvolvimento em ratos e coelhos, tampouco efeitos sobre os parâmetros reprodutivos em estudo de
toxicidade reprodutiva em ratos. A análise dos estudos subcrônicos e crônicos em três diferentes espécies de
animais demonstraram apenas alterações hematológicas, consideradas relacionadas ao tratamento. Para
todos os efeitos, doses seguras de exposição ao Imazetapir foram estabelecidas.
Flumioxazina: Em estudos de até 2 anos de duração, realizados com ratos, foram observadas anemia e
insuficiência renal.
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO
AMBIENTE:
Este produto é:
( ) Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).
( ) Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).
( X ) Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
( ) Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).
• Este produto é ALTAMENTE MÓVEL apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir
principalmente águas subterrâneas.
• Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para algas.
• Evite a contaminação ambiental – Preserve a natureza.
• Não utilize equipamento com vazamento.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
• Aplique somente as doses recomendadas.
• Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a
contaminação da água.
• A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do
ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
• Não execute a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos)
metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e
cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação
suscetível a danos.
• Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades
aeroagrícolas.
2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO
CONTRA ACIDENTES:
• Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada;
• O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros
materiais;
• A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível;
• O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável;
• Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO;
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças;
• Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o
recolhimento de produtos vazados;
• Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira
de Normas Técnicas – ABNT;
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
• Isole e sinalize a área contaminada;
• Contate as autoridades locais competentes e a Empresa Globachem Proteção De Cultivos Do Brasil Ltda.
- telefone de Emergência: (19) 3254-6033
Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos
protetores e máscara com filtros).
• Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou
corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e
coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser
utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante, através do telefone indicado no rótulo para sua
devolução e destinação final;
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e
coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme
indicado acima;
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão
ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas
dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do
produto envolvido.
• Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou pó químico, ficando a favor do
vento para evitar intoxicação.
4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE
EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de
Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu
esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
• Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição
vertical durante 30 segundos;
• Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
• Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
• Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
• Faça esta operação três vezes;
• Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
• Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
• Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
• Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
• A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
• Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
• Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca
do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
• Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão,
direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
• Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
• Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a
tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto,
ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens
cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo
usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da
compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade,
será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano
após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas.
EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto,
ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens
cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado
na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas.
PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGENS
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela
Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O
FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM
VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.
A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa
contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
5. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tomar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do
telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação,
equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgãos ambientais competentes.
6. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o
acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem
ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL E
MUNICIPAL
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.