BTP 076-20
Total Biotecnologia Industria e Comercio S/A - Curitiba/PR
Inseticida Microbiológico
Metarhizium anisopliae isolado IBCB 425* (Produto Microbiológico) (300 g/kg)
Informações
Número de Registro
33821
Marca Comercial
BTP 076-20
Formulação
WP - Pó Molhável
Ingrediente Ativo
Metarhizium anisopliae isolado IBCB 425* (Produto Microbiológico) (300 g/kg)
Titular de Registro
Total Biotecnologia Industria e Comercio S/A - Curitiba/PR
Classe
Inseticida Microbiológico
Modo de Ação
Classe Toxicológica
Categoria 5 Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Classe Ambiental
Produto Pouco Perigoso ao Meio Ambiente
Registrado para
Cultura
Nome Científico
Nome Comum
Todas as culturas
Deois flavopicta
Cigarrinha das pastagens
Todas as culturas
Mahanarva fimbriolata
Cigarrinha-da-raiz
Todas as culturas
Zulia entreriana
Cigarrinha-das-pastagens
Conteúdo da Bula
BTP 076-20
Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA sob nº 33821
COMPOSIÇÃO:
Metarhizium anisopliae, isolado IBCB 425 (2x109 conídios viáveis/g).......................300g/kg (30%)
Outros ingredientes..................................................................................................700g/kg (70%)
CONTEUDO: VIDE RÓTULO.
CLASSE: Inseticida microbiológico.
TIPO DE FORMULAÇÃO: Pó molhável (WP).
TITULAR DO REGISTRO:
TOTAL BIOTECNOLOGIA INDUSTRIA E COMERCIO S/A
Rua Emilio Romani, nº 1190, Bairro CIC, Curitiba/PR - CEP: 81460-020.
CNPJ: 07.483.401/0001-99, Registro do Estabelecimento na ADAPAR/PR nº 1007880.
FABRICANTE/FORMULADOR:
TOYOBO DO BRASIL PRODUTOS BIOLÓGICOS LTDA
Rua Padre Bento, nº 858, Distrito Industrial, Salto/SP - CEP: 13326-400.
CNPJ: 31.357.178/0001-57. Registro do Estabelecimento na CDA/SAA-SP n° 4128.
TOTAL BIOTECNOLOGIA INDUSTRIA E COMERCIO S/A
Rua Emilio Romani, nº 1190, Bairro CIC, Curitiba/PR - CEP: 81460-020.
CNPJ: 07.483.401/0001-99, Registro do Estabelecimento na ADAPAR/PR nº 1007880.
COMPANHIA NITRO QUÍMICA BRASILEIRA
Avenida Beppe Olivare, nº 125, Centro, Sertãozinho/SP. CEP: 14160-830
CNPJ: 61.150.348/00012-02, Registro do Estabelecimento na CDA/SAA-SP n° 4347.
Nº do lote ou partida:
Data de fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de vencimento:
TEMPERATURA IDEAL DE ARMAZENAMENTO: 20ºC
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E RECEITA E CONSERVE-OS
EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.
É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
Industria Brasileira
ORGANISMOS VIVOS DE USO RESTRITO AO CONTROLE DE PRAGAS.
PRODUTO DISPENSADO DE RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.
CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 - PRODUTO IMPROVÁVEL DE
CAUSAR DANO AGUDO
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL: IV – POUCO
PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE
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1. INSTRUÇÕES DE USO
BTP 076-20 é um inseticida microbiológico eficaz no controle dos alvos biológicos: Cigarrinha-
da-raiz (Mahanarva fimbriolata), Cigarrinha-das-pastagens (Zulia entreriana), Cigarrinha-dos-
capinzais (Deois flavopicta). O produto apresenta eficiência agronômica comprovada nas
culturas da cana-de-açúcar, pastagens, pastagem de capim braquiária, podendo ser utilizado em
qualquer outra cultura com ocorrência dos alvos biológicos.
1.1 CULTURAS, PRAGAS, DOSES, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
ALVO BIOLÓGICO DOSE p.c.* NÚMERO, ÉPOCA E
CULTURA
Nome comum / Nome científico (g/ha) INTERVALO DE APLICAÇÕES
Monitorar a presença de ninfas no
campo após as primeiras chuvas.
Iniciar a aplicação após a
Cigarrinha-da-raiz
500 detecção da praga (espumas com
(Mahanarva fimbriolata)
ninfas na base das touceiras).
Realizar duas aplicações por ciclo
Em todas as de cultura.
culturas com Monitorar a presença de ninfas no
ocorrência do campo após as primeiras chuvas.
alvo biológico Cigarrinha-das-pastagens Iniciar a aplicação após a
500
(Zulia entreriana) detecção da praga (espumas com
ninfas na base das touceiras).
Realizar duas aplicações por ano.
Cigarrinha-dos-capinzais Fazer a aplicação utilizando
8000
(Deois flavopicta) volume de calda de 300 L/ha
*p.c. = produto comercial.
1.2 MODO DE APLICAÇÃO:
BTP 076-20 deve ser aplicado na forma líquida, na presença da praga (espuma com ninfa na
base da touceira). A aplicação pode ser terrestre ou aérea, realizada em dias nublados ou à
noite, com umidade relativa acima de 70%. Evitar exposição da calda a raios ultravioletas.
Preparo da Calda:
Levar ao campo o que irá aplicar, abrir a embalagem e fazer uma pré calda, após colocar no
tanque pulverizador devidamente limpo e completar com água. Para aplicações terrestres utilizar
um volume de calda de 300 L/ha e aéreas um volume de calda de 40 L/ha. A calda deve
permanecer em agitação para homogeneidade do ingrediente ativo.
Aplicação terrestre: Efetuar a aplicação de forma a cobrir a área de uniformemente, evitando o
escorrimento excessivo da calda, após a aplicação. Para a aplicação deve-se utilizar pulverizador
de barra ou costal (manual ou motorizado). Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do
dia, preferencialmente no final da tarde. Evitar aplicação em condição de temperatura acima de
27ºC ou na presença de ventos fortes (velocidade acima de 10 km/hora), bem como com
umidade relativa do ar abaixo de 70%.
Aplicação aérea (cana-de-açúcar e pastagem): Aplicar por meio de aeronaves agrícolas,
seguindo a recomendação do fabricante. O volume de aplicação deve ser de 40 litros de calda
por hectare. Respeitar as condições de velocidade do vento inferior a 10 km/h; temperatura do
ar inferior à 27ºC e umidade relativa do ar maior que 60%, visando reduzir ao máximo as perdas
por deriva e evaporação.
A escolha dos equipamentos a serem utilizados para aplicação deste produto poderá sofrer
alterações a critério do Engenheiro Agrônomo, tomando-se o cuidado de evitar sempre a deriva
e perdas do produto causadas por evaporação.
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Limpar bem o tanque/bicos de pulverização para eliminar resíduos de inseticidas, herbicidas ou
fungicidas químicos, que possam danificar o ingrediente ativo biológico. A limpeza deve ser feita
com água limpa e sabão neutro, longe de rios e nascentes.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Não determinado em função da não necessidade de estipular o limite máximo de resíduo (LMR)
para este produto.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda (no mínimo
4 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos
de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
Uso exclusivo para culturas agrícolas. Não foi observado nenhum sintoma de fitotoxicidade na
cultura tratada com as doses recomendadas. Não se recomenda o uso deste produto
concomitantemente com produtos químicos.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM
UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide modo de aplicação.
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU
TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,
TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS
VAZIAS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DA RESISTÊNCIA:
A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um
problema econômico, resultando em falhas no controle da praga. O uso sucessivo de produtos
do mesmo mecanismo de ação pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações
resistentes.
Para manter a eficácia e longevidade do BTP 076-20 como uma ferramenta útil de manejo de
pragas agrícolas, adotar as seguintes práticas que podem prevenir, retardar ou reverter a
evolução da resistência:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto para o controle do mesmo alvo,
sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas
agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de
resistência quando disponíveis etc.;
• Respeitar as recomendações de dose, número máximo de aplicações permitidas e modo
de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Aplicações sucessivas de BTP 076-20 podem ser feitas desde que o intervalo das
aplicações não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do BTP 076-20 ou outros produtos
quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das
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pragas a serem controladas;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais
estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na
aplicação;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser
encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura e
Pecuária (www.agricultura.gov.br).
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
• Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas envolvendo todos os
princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como os controles: cultural,
biológico, microbiano, comportamental, químico, e uso de variedades resistentes,
sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação
distinto.
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
INDIVÍDUOS IMUNOSSUPRIMIDOS OU COM HISTÓRICO RECENTE DE
IMUNOSSUPRESSÃO NÃO DEVEM MANUSEAR NEM APLICAR ESTE PRODUTO.
PRODUTO POTENCIALMENTE IRRITANTE PARA OS OLHOS.
PRODUTO POTENCIALMENTE SENSIBILIZANTE.
PESSOAS COM IMPLANTE DE LENTE INTRAOCULAR OU USO DE LENTES DE CONTATO
NÃO DEVEM MANIPULAR OU APLICAR O PRODUTO.
PESSOAS QUE TENHAM SIDO SUBMETIDAS À CIRURGIAS OCULARES COMO
TRABECULECTOMIA, IRIDECTOMIA, IMPLANTE DE VÁLVULA DE AHMED OU
PROCEDIMENTOS SIMILARES NÃO DEVEM MANIPULAR OU APLICAR O PRODUTO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para uso exclusivamente agrícola.
- O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte
ordem: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do
punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental
impermeável; máscara descartável/máscara com filtro de carvão; óculos de segurança com
proteção lateral e luvas de nitrila.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com
vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e
válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e
pessoas.
- Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas
e áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional
habilitado.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
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- Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado,
longe do alcance de crianças e animais.
- Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com
relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira;
- Utilize equipamento de proteção individual EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com
mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das
botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara descartável/máscara com filtro de
carvão; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila;
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) recomendados.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO:
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Verifique a direção do vento e aplique de forma a não entrar em contato ou permitir que outras
pessoas também entrem em contato com a névoa do produto.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia,
respeitando as melhores condições climáticas para cada região.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que
estiver sendo aplicado o produto.
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com
mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das
botas; botas de borracha; máscara descartável/máscara com filtro de carvão; óculos de
segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
- Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela
aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
PRECAUÇÕES APÓS APLICAÇÃO DO PRODUTO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA”, e manter
os avisos até o final do período de reentrada.
- Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada
com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa entrem em áreas tratadas logo após a
aplicação.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda
vestidas para evitar contaminação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local
trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
- Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas
da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.
- Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de
aplicação.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão com
tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte
ordem: óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
- A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente
protegida.
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PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência levando a
embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite
a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite
que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis
etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15
minutos.
Inalação: Se o produto for inalado, leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deverá se proteger da contaminação usando luvas e avental impermeáveis.
RISCOS ASSOCIADOS AO USO DO PRODUTO BTP 076-20
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Nome científico Metarhizium anisopliae, isolado IBCB 425
Classe toxicológica Categoria 5: Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Vias de exposição Oral, dérmica, ocular e inalatória.
Toxicocinética Modo de ação desconhecido.
Mecanismo de Não é esperado, em mamíferos, efeito toxigênico causado pela exposição
toxicidade ao Metarhizium anisopliae, contudo há registro de infecção em pessoas
imunossuprimidas e quadros de ceratites. A infecção de Metarhizium
anisopliae ocorre normalmente via tegumento do inseto, onde o fungo
germina em 12 a 18 horas, dependendo da presença de nutrientes,
representados por glucose, quitina, nitrogênio etc. A infecção oral pode
ocorrer para alguns insetos, sem também possível a penetração via
sistema respiratório pelo espiráculo. A penetração tegumentar ocorre
devido à uma ação mecânica e química (enzimática), o que leva cerca de
12 horas. Decorridas 72 horas da inoculação o inseto apresenta-se
totalmente colonizado, sendo o tecido gorduroso bastante atacado,
seguido pelo tecido intestinal, tubos de Malpighi etc., advindo a morte em
função da falta de nutrientes e do acúmulo de substâncias tóxicas. Os
insetos atacados tornam-se duros e cobertos por uma camada de micélio
branco que posteriormente se transforma em conidióforos, que dão
origem as massas pulverulentas de conídios esverdeados. No final da
conidiogênese, o cadáver pode mostrar tons de verde que variam de claro
à escuro, acinzentados ou ainda esbranquiçados com pontos verdes. A
infecção oral pode acontecer para alguns insetos, como no caso de
Solenopsis spp., sendo também possível a penetração via sistema
respiratório pelo espiráculo. A penetração tegumentar ocorre devido a
uma atuação mecânica e química (enzimática), que leva cerca de 12
horas. Decorridas 72 horas da inoculação, o inseto apresenta-se
totalmente colonizado, advindo a morte por falta de nutrientes e acúmulo
de toxinas, conforme explicado anteriormente
Sintomas e sinais Até o presente momento não foram observados problemas em função da
clínicos aplicação deste patógeno nas unidades de proteção ou em campo.
Foram observadas reações alérgicas em pessoas que trabalham em
laboratórios, como febre e problemas pulmonares. Um pesquisador
apresentou sensibilidade alguns meses após realizar pesquisas com
esse fungo sem proteção (luvas ou máscara). Apesar destes problemas,
testes de segurança com exposição oral e intraocular não resultam em
efeitos adversos e não houve evidência de multiplicação em tecidos de
mamíferos.
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Diagnóstico Existem relatos em literatura médica de Metarhizium anisopliae como
causador de infecção oportunista em indivíduos imunossuprimidos. O
diagnóstico pode ser feito com a confirmação da exposição e com o
isolamento e identificação macroscópica ou molecular a partir da cultura
microbiana. Os estudos de patogenicidade desenvolvidos com o
microrganismo não demonstram capacidade patogênica.
Tratamento O tratamento é de suporte e a maioria das exposições casuais requer
apenas descontaminação. O tratamento para o caso de irritação ocular
deve ser sintomático e de suporte. O tratamento para o caso de infecção
fúngica deve ser feito com antimicoticos sistêmicos conforme definido em
protocolos específicos para infecção fúngica.
Exposição Oral
Não há antídoto específico para envenenamento por Metarhizium
anisopliae. O tratamento é sintomático e de suporte e inclui o
monitoramento para o desenvolvimento de possíveis reações de
hipersensibilidade.
Exposição Inalatória
A) Remova um intoxicado para um local arejado.
B) Monitore para alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade
respiratória, avalie para irritação do trato respiratório, bronquite ou
pneumonia.
Administre oxigênio e auxilie na ventilação, conforme o necessário.
Exposição Ocular
A) Irrigue com água corrente ou salina a 0,9% por pelo menos 10 minutos.
B) Um anestésico tópico pode ser necessário para alívio da dor ou no
caso de blefaroespasmos.
C) Assegure que não haja partículas remanescentes na conjuntiva.
D) Se os sintomas não forem solucionados após a descontaminação ou
se for detectada uma anormalidade significante durante o exame,
encaminhe para um oftalmologista.
Exposição Dérmica
1) Remova as roupas contaminadas e lave a pele com água e sabão.
Institua tratamento sintomático e medidas de suporte conforme
necessário.
Contraindicação O vômito é contraindicado em razão do risco potencial de aspiração.
Efeitos sinérgicos Não há informações.
ATENÇÃO Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o
diagnóstico e tratamento, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-
6001. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência
Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS).
As intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Doenças
e Agravos de Notificação Compulsória.
Notifique o caso no sistema de informação de agravos de notificação
(SINAN/MS). Notifique no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária
(Notivisa).
Telefone de Emergência da empresa: (41) 3099-7300.
Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:
Os mecanismos de ação, absorção e excreção não são conhecidos e não são esperados por se
tratar de produto composto por conídios fúngicos e arroz.
Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:
DL dermal aguda: >4.000 mg/kg de peso corpóreo.
Irritação dérmica: em coelhos albinos, não causou irritação e/ou lesão dérmica.
Irritação ocular: em coelhos albinos, mostrou-se extremamente irritante para os olhos causando
opacidade de córnea, irite, hiperemia e quemose em todos os animais, havendo reversão total
das reações oculares em até 14 dias. A irritação ocular verificada foi atribuída ao arroz presente
na formulação e não especificamente ao AMC.
Sensibilização cutânea: em cobaias, o AMC não foi considerado sensibilizante.
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Toxicidade/Patogenicidade Oral Aguda: neste teste, nenhuma evidência de patogenicidade e
toxicidade foram encontradas durante a necropsia dos animais tratados. Entretanto, foi realizado
o isolamento de UFC em fazes, órgãos e fluidos, o que demonstra capacidade de transposição
de barreira intestinal e outras barreiras biológicas. Embora os sinais clínicos e a necropsia não
tenham evidenciado potencial patogênico, a presença de colônias encontradas nas placas de
culturas semeadas com amostras de tecidos dos animais demonstra que os conídios do fungo
podem permanecer viáveis em tecidos de ratos, podendo sinalizar potencial de infectividade.
Toxicidade/Patogenicidade Pulmonar Aguda: neste teste, nenhuma evidência de
patogenicidade e toxicidade foram encontradas durante a necropsia dos animais tratados.
Entretanto, o fungo foi isolado de amostras de órgãos tais como fígado e baço de animais
tratados com o fungo. A presença de colônias encontradas nas placas semeadas com amostras
de tecidos dos animais demonstra que os conídios do fungo podem permanecer viáveis em
tecidos de ratos, podendo sinalizar potencial de infectividade.
Toxicidade/Patogenicidade Intravenosa Aguda: neste teste, foram observadas na necropsia
dos animais tratados, alterações macroscópicas no fígado, baço e estômago (congestão,
aumento de tamanho, aderência e micro abscessos moderados), esplenomegalia e aderência
do baço, intestinos (aderência ou com conteúdo sanguinolento) nos pulmões (congestão) e
fígado (congestão e áreas pálidas). Nenhum dos achados confirma a capacidade de toxicidade
ou patogenicidade, mas novamente a presença de colônias encontradas nas placas semeadas
com amostras de diversos tecidos dos animais tratados demonstra que os conídios do fungo
podem permanecer viáveis em tecidos de ratos, podendo sinalizar potencial de infectividade.
Existem diversos relatos em literatura médica de Metarhizium anisopliae (Metsch) como
causador de infecção oportunista em indivíduos imunossuprimidos. Sendo assim, orienta-se a
afastar pessoas com imunodeficiência ou imunossuprimidos da manipulação direta desses
produtos. Não são conhecidos efeitos cumulativos de toxicidade de produto em humanos.
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO
AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é:
- Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).
- Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).
- Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
- Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).
- Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos
d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos dos produtos ocasiona contaminação do
solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500
(quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento
público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas
agrupamento de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às
atividades aeroagrícolas.
2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO
E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas,
rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
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- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver as embalagens
rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa TOTAL BIOTECNOLOGIA
INDUSTRIA E COMERCIO S/A - Telefone de Emergência: (41) 3099-7300.
- Utilize Equipamentos de Proteção Individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de
borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros,
drenos ou corpos d’água. Siga a instrução abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material
com auxílio de pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O
produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso consulte o registrante,
através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado,
recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado.
Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
• Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou
animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa,
visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das
características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO 2 ou pó químico,
ficando a favor do vento para evitar intoxicação.
4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E
DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS
PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM FLEXÍVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em
local coberto, ventilado ao abrigo da chuva e com piso impermeável, no próprio local onde
guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio desta embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico
transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre,
o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo
usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal,
emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu
prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do
prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas e
medicamentos, rações animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico
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transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre,
o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em
local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são
guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no
local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas
PARA TODO OS TIPOS DE EMBALAGEM
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá
ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos
competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM
VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA
EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa
contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o
registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita por meio de incineração em fornos destinados para esse tipo
de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão
ambiental competente.
5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS.
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica,
que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os
agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou
outros materiais.
6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO
FEDERAL OU MUNICIPAL.
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.
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