BF0824
Ballagro Agro Tecnologia Ltda. - Bom Jesus dos Perdões/SP
Fungicida microbiológico
Trichoderma harzianum isolado IBLF006* (Produto Microbiológico) (300 g/kg)

Informações

Número de Registro
10725
Marca Comercial
BF0824
Formulação
WP - Pó Molhável
Ingrediente Ativo
Trichoderma harzianum isolado IBLF006* (Produto Microbiológico) (300 g/kg)
Titular de Registro
Ballagro Agro Tecnologia Ltda. - Bom Jesus dos Perdões/SP
Classe
Fungicida microbiológico
Modo de Ação
Classe Toxicológica
Categoria 5 – Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Classe Ambiental
Produto Pouco Perigoso ao Meio Ambiente

Registrado para

Cultura
Nome Científico
Nome Comum
Todas as culturas
Rhizoctonia solani
Rizoctoniose; Tombamento
Todas as culturas
Sclerotinia sclerotiorum
Mofo branco

Conteúdo da Bula

                                    BF0824


     VERIFICAR AS RESTRIÇÕES DE USO CONSTANTES NA LISTA DE AGROTÓXICOS DO ESTADO DO
                                         PARANÁ

                 Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob no 8619

COMPOSIÇÃO:
Trichoderma harzianum, Isolado IBLF006(1 x 1010 UFC/g de PC)......................................... 300 g/kg (30% m/m)
Outros Ingredientes ................................................................................................................ 700 g/kg (70% m/m)

PESO LÍQUIDO: VIDE RÓTULO

CLASSE: Fungicida microbiológico

TIPO DE FORMULAÇÃO: Pó Molhável (WP)

TITULAR DO REGISTRO:
Ballagro Agro Tecnologia Ltda.
Endereço: Estrada Municipal Carlos Gebim, 2353 – Laranja Azeda, CEP : 12955-000
Bom Jesus dos Perdões – SP - C.N.P.J.: 06.789.993/0001-09
Tel. (11) 4217-1208
Número de registro do estabelecimento/Estado Cadastro: CDA/SP nº 828

FABRICANTE/FORMULADOR
Ballagro Agro Tecnologia Ltda.
Endereço: Estrada Municipal Carlos Gebim, 2353 – Laranja Azeda, CEP : 12955-000
Bom Jesus dos Perdões – SP - C.N.P.J.: 06.789.993/0001-09
Tel. (11) 4217-1208
Número de registro do estabelecimento/Estado Cadastro: CDA/SP nº 828

                                             No do lote ou partida:
                                              Data de fabricação:                VIDE EMBALAGEM
                                             Data de vencimento:

      PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS COM USO APROVADO PARA AGRICULTURA ORGÃNICA ESTÃO
                         DISPENSADOS DE RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.
       ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO E A BULA E CONSERVE-OS EM SEU PODER.
         É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.
                     É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
                  TEMPERATURA IDEAL DE ARMAZENAMENTO: MENOR QUE 20°C
                               PRAZO DE VALIDADE: 11 MESES

                                           Indústria Brasileira
     Fungicida Microbiológico – Contém conídios do fungo Trichoderma harzianum (Rifai, 1969), isolado
                                                IBLF006
                “ORGANISMOS VIVOS DE USO RESTRITO AO CONTROLE DE PRAGAS”
CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA CATEGORIA - 5 - PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO
 CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL IV – POUCO PERIGOSO AO MEIO
                                               AMBIENTE
1. INSTRUÇÕES DE USO:
  BF0824 é um fungicida microbiológico indicado para o controle do Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum)
  via aplicação foliar, Podridão-aquosa (Rhizoctonia solani) e Podridão-cinzenta-do-caule (Macrophomina
  phaseolina) via tratamento de sementes, Podridão-aquosa (Rhizoctonia solani) e Nematoide das lesões
  (Pratylenchus zeae) via sulco de plantio.

 1.1. CULTURAS, DOENÇAS E DOSES DE APLICAÇÃO
                                              Doses do produto comercial                Volume de Calda
    Culturas        Alvo(s) Biológico(s)
                                                      (kg p.c./ha)                           L/ha
                   Sclerotinia sclerotiorum
                                                       0,15 – 0,25                             500
                        (Mofo Branco)
                      Rhizoctonia solani         0,04 a 0,06 /100 kg de
  Em todas as                                                                                    -
                      (Podridão-aquosa)                 sementes
  culturas com
                  Macrophomina phaseolina        0,04 a 0,06 /100 Kg de
   ocorrência                                                                                    -
                 (Podridão-cinzenta-do-caule)           sementes
   dos alvos
   biológicos         Rhizoctonia  solani
                                                      0,075 – 0,15                             100
                      (Podridão-aquosa)
                      Pratylenchus zeae
                                                        0,2 – 0,5                              150
                   (Nematoide das lesões)

 1.2. NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

 Mofo branco (Sclerotinia sclerotirum): O produto deve ser aplicado uma única vez via foliar.

 Podridão-aquosa (Rhizoctonia solani): O produto deve ser aplicado uma única vez via tratamento de
 sementes ou via sulco de plantio.

 Podridão cinzenta-do-caule (Macrophomina phaseolina): O produto deve ser aplicado uma única vez
 via tratamento de sementes.

 Nematoide das lesões (Pratylenchus zeae) e Podridão-aquosa (Rhizoctonia solani): O produto deve
 ser aplicado uma única vez via sulco de plantio.

 1.4 MODO DE APLICAÇÃO

 Aplicação foliar: Para aplicação foliar deve-se utilizar pulverizador costal ou de barra calibrado a pressão
 constante utilizando um volume de calda que possibilite boa cobertura da parte aérea das plantas.

 Tratamento de sementes: Diluir a dose recomendada do produto na proporção de 600 mL de água /100
 kg de sementes. A mistura deve ser agitada até completa homogeneização.

 Aplicação no sulco de plantio: O produto deve ser aplicado uma única vez com a pulverização da calda
 no sulco de plantio, na ocasião da semeadura.

 Efetuar as aplicações de forma que possibilitem uma boa cobertura da parte aérea das plantas, sem
 causar escorrimento. Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no final da
 tarde. Evitar aplicação em condição de temperatura acima de 27ºC ou na presença de ventos fortes
 (velocidade acima de 10 Km/hora), bem como com umidade relativa do ar abaixo de 70%. A escolha dos
 equipamentos a serem utilizados para aplicação deste produto poderá sofrer alterações a critério do
 Engenheiro Agrônomo, tomando-se o cuidado de evitar sempre à deriva e perdas do produto por
 evaporação.

 1.4. INTERVALO DE SEGURANÇA:
 Intervalo de segurança não determinado devido à característica microbiológica do ingrediente ativo.

 1.5. INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
    Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24
    horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção
    individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

    1.6.    LIMITAÇÕES DE USO:
    Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente final da tarde. Não aplicar sob
    vento forte. Nessas condições a exposição dos conídios (esporos) do fungo à radiação UV do sol é menor,
    propiciando a manutenção da viabilidade do fungo. O produto não é fitotóxico quando aplicado nas doses
    recomendadas.

    Para beneficiar a atuação do produto BF0824, protegendo o inóculo dos fatores climáticos e melhorando
    as condições microclimáticas, recomendam-se as seguintes práticas:

-        Usar a calda no mesmo dia do seu preparo. Aplicar logo após a irrigação ou com solo úmido. Não
    aplicar em período de chuvas intensas;
-        Para melhorar as condições microclimáticas após a aplicação do microorganismo, pode-se realizar leve
    irrigação sobre a área;
-        Aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente ao final da tarde ou à noite, em dias nublados.
    Nessas condições, a exposição dos esporos do fungo à radiação UV do sol (o que inviabiliza o fungo) é
    menor.
-        Após a aplicação, evitar a limpeza mecânica ou química do piquete, pois essas práticas podem diminuir
    a quantidade de inóculo;
-        Conservar o produto em geladeira ou lugar fresco e arejado. Nunca deixar o produto exposto ao sol;
-        Lavar bem o pulverizador antes de usá-lo, ou usar um novo, sem resíduos de agroquímicos;


    1.7.   INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM
    UTILIZADOS:
    VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

    1.8.  INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
    VIDE MODO DE APLICAÇÃO.

    1.9.  DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM                                DA    EMBALAGEM         OU
    TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
    VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

    1.10. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,
    TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS;
    VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

    1.11. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE
    PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO EM DESUSO
    VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

    1.12. INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA
    Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o organismo
    alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a
    Inseticidas – IRAC – BR Recomendam-se as seguintes estratégias de manejo de resistência de
    inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos produtos:
    • Qualquer produto para controle de praga da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado
    em gerações consecutivas da mesma praga.
    • Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
    • Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais
    para o Manejo Integrado de Pragas (MIP).
    • Incluir outros métodos de controle (ex. Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de MIP,
    quando disponível e apropriado.
    • Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos
    devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF:
www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).


1.13. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS / MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, envolvendo todos os princípios e
medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e
parasitóides), controle microbiano, controle por comportamento, uso de variedades resistentes e controle
químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.
                   2.      DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

                        ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

PRODUTO POTENCIALMENTE IRRITANTE PARA OS OLHOS. PRODUTO POTENCIALMENTE
SENSIBILIZANTE. INDIVÍDUOS IMUNOSSUPRIMIDOS OU COM HISTÓRICO RECENTE DE
IMUNOSSUPRESSÃO NÃO DEVEM MANUSEAR NEM APLICAR ESTE PRODUTO. PESSOAS COM
IMPLANTE DE LENTE INTRAOCULAR OU USO DE LENTES DE CONTATO NÃO DEVEM
MANIPULAR OU APLICAR O PRODUTO. PESSOAS QUE TENHAM REALIZADO CIRURGIAS
OCULARES COMO TRABECULECTOMIA, IRIDECTOMIA, IMPLANTE DE VÁLVULA DE AHMED OU
PROCEDIMENTOS SIMILARES NÃO DEVEM MANIPULAR OU APLICAR O PRODUTO.

USE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

2.1 PRECAUÇÕES GERAIS:
-      Produto para uso exclusivamente agrícola.
-      Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-      Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPIs)
recomendados.
-      Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser vestidos na seguinte
ordem: macacão de algodão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima
do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, avental impermeável,
máscara, viseira facial e luvas de nitrila.
-      Não utilize equipamentos de proteção individual (EPIs) danificados.
-      Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-      Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-      Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

2.2 PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
-       Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-       Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
-       Utilize equipamentos de proteção individual – EPIs: macacão de algodão com tratamento
hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por
cima das botas, botas de borracha, avental impermeável, máscara, viseira facial e luvas de nitrila.
-       Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

2.3 PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO
-       Evite o contato com a área tratada.
-       Verifique a direção do vento e aplique de forma a não entrar na névoa do produto.
-       Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
-       Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
-       Utilize equipamentos de proteção individual – EPIs: macacão de algodão com tratamento
hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por
cima das botas, botas de borracha, avental impermeável, máscara, viseira facial e luvas de nitrila.

2.4 PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO
-        Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, em sua embalagem original em local
trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-        Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPIs), lave as luvas ainda vestidas para
evitar contaminação.
-        Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte
ordem: Viseira facial, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
-        Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-        Troque e lave suas roupas de proteção separado das roupas da família. Ao lavar as roupas, use
luvas e avental impermeável.
-        Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
-        Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-       Não reutilizar a embalagem vazia.
-       No descarte de embalagens utilize equipamentos de proteção individual – EPIs: macacão de
algodão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo,
bula e/ou folheto informativo do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa
de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a
água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão
neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis.
Antídoto: Não há antídoto específico.


                                   2.5 INTOXICAÇÕES POR BF0824

                                          INFORMAÇÕES MÉDICAS
NOME TÉCNICO                  Produto microbiológico – conídios do fungo Trichoderma harzianum, isolado
                              IBLF006, da coleção de fungos do Laboratório de Fitopatologia do Centro
                              Experimental Central do Instituto Biológico, Isolado depositado na Coleção
                              de Culturas – Micoteca URM do Centro de Ciências Biológicas da
                              Universidade Federal de Pernambuco, sob número URM 7663 *
Classe toxicológica           Categoria 5 – PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO
Vias de exposição             Oral, inalatória, dérmica e ocular
Mecanismo de                  Não foram observados sinais clínicos evidentes de toxicidade causado pela
toxicidade                    exposição ao Trichoderma harzianum. Este fungo é utilizado para controle
                              biológico na agricultura em todo o mundo. Existem relatos de casos clínicos
                              confirmados de infecção fúngica por fungos do gênero Trichoderma, como
                              patógeno oportunista tem sido relatado casos em pacientes
                              imunocomprometidos.
Sintomas e sinais             Irritação ocular: Em estudos com coelhos este produto causou hiperemia
clínicos                      nas avaliações de 1h, 24h, 48h e 72h e quimose nas avaliações de 1h e
                              24h ambos com reversão completa até o 7º dia.
                              Patogenicidade: Embora não haja evidência de reprodução de
                              microrganismos em tecidos, unidades formadoras de colônias persistiram
                              nos pulmões, ceco e órgãos de animais tratados com o fungo ativo pela via
                              pulmonar.
                              O produto não é irritante ou sensibilizante dérmico.
Diagnóstico                   O diagnóstico pode ser feito com o isolamento e identificação macroscópica
                              ou molecular a partir de cultura de tecidos. Os estudos de
                              toxicidade/patogenicidade desenvolvidos com o microorganismo não
                              demonstraram capacidade patogênica.
Tratamento                    Tratamento para o caso de irritação ocular deve ser sintomático. O
                              tratamento para o caso de infecção fúngica deve ser feito com antimicóticos
                              sistêmicos conforme definido em protocolos clínicos específicos para
                              infecção fúngica.
Contra-indicações             A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração.
ATENÇÃO                       Ligue para o Disque-Intoxicação : 0800-722-6001 para notificar o caso e
                              obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
                                   Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
                              RENACIAT – ANVISA/MS
                              Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
                              Telefone de Emergência da Empresa: (11) 4217-1208
*Instituto Biológico : Centro Experimental do Instituto Biológico, Rodovia Heitor Penteado, Campinas-SP,
CEP : 13094-430. Universidade Federal de Pernambuco: Micoteca URM do Centro de Ciências Biológicas,
Av. da Engenharia, s/n Cidade Universitária, Recife-PE, CEP : 50740-600.
    MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO:
    Os mecanismos de ação, absorção e excreção não são conhecidos em seres humanos.


    2.6 EFEITOS AGUDOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
    -DL50 dermal > 4000 mg/kg de peso corpóreo do animal exposto. Pouco tóxico.
    -Sensibilidade dérmica : O produto foi classificado como não sensibilizante dérmico em estudo
    realizados com cobaias.
    -Irritação dérmica: em testes realizados com coelhos a substância foi classificada como não irritante..
    -Irritação ocular: em coelhos albinos, este produto causou hiperemia nas avaliações de 1h, 24h, 48h e
    72h e quemose nas avaliações de 1h e 24h ambos com reversão completa até o 7º dia. Produto com
    potencial de irritação ocular.
    -Toxicidade /Patogenicidade Oral Aguda: o produto foi considerado como não tóxico, não patogênico e
    não infectante. A taxa de eliminação (clearence) estimada para este produto foi de até 7 dias após a
    administração do fungo. A quantificação de conídios realizada nas amostras de fezes colhidas dos grupos
    de 24 horas e 3 dias apresentou uma contagem máxima de 1,1 x 103 UFC/ml e 7,0 x 10 1 UFC/ml,
    respectivamente. A quantificação de AMC realizada nas amostras colhidas dos animais dos grupos de 7,
    14 e 21 dias resultou em contagem de unidades formadoras de colônia abaixo do limite de detecção dom
    método (< 1 x 101 UFC/ml). O fungo não foi recuperado em amostras de sangue, fígado, baço e pool de
    órgãos. Não foi observada recuperação de AMC nas amostras colhidas dos animais do grupo controle.
    -Toxicidade /Patogenicidade Pulmonar Aguda: o produto foi considerado como não tóxico, não
    patogênico e não infectante. A taxa de eliminação do fungo (clearence) estimada para este produto foi de
    até 14 dias após a administração do fungo. O fungo foi isolado de amostras coletadas em pulmão, (1,0 x
    101 UFC/ml) e de ceco (2,0 a 4,0 x 101 UFC/ml) de animais do grupo de 3 dias. Para o grupo de 14 e 21
    dias o resultado apresentou contagem abaixo do limite de detecção do método (< 1 x 10 1 UFC/ml).
    -Toxicidade /Patogenicidade Intraperitoneal Aguda: o produto foi considerado como não tóxico, não
    patogênico e não infectante.

    EFEITOS CRÔNICOS:
    Estudos não realizados de acordo com critérios da legislação vigente.



                          3.   DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

    3.1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO
    AMBIENTE:
    -   Este produto é:
           - Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).
           - Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).
    X      - Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
    X
    Xx     - POUCO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE IV).
    X
-   X Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
-      Não utilize equipamento com vazamento.
-      Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-      Aplique somente as doses recomendadas.
-      Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d´água.
    Evite a contaminação da água.
-      A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da
    água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

    3.2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E
    PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
-      Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
-      O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou
    outros materiais.
-      A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
-      O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
-      Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
-      Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
-      Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para
    o recolhimento de produtos vazados.
-      Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação
    Brasileira de Normas Técnicas - ABNT
-      Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

    3.3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
-      Isole e sinalize a área contaminada.
-      Contate as autoridades locais competentes e a Empresa BALLAGRO AGRO TECNOLOGIA LTDA. -
    Telefone de Emergência: (11) 4217-1208.
-      Utilize equipamentos de proteção individual - EPIs (macacão impermeável, luvas e botas de borracha,
    óculos protetor e máscara com filtros).

-      Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
    Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e
    identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o
    registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
    Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e
    coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme
    indicado acima.
    Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o
    órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem
    adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da
    quantidade do produto envolvido.
-      Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO 2, pó químico, etc., ficando a
    favor do vento para evitar intoxicação.

    3.4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E
    DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA
    UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

    3.4.1. EMBALAGEM FLEXÍVEL.

    ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
    ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
    O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local
    coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as
    embalagens cheias. Use luvas no manuseio desta embalagem. Esta embalagem vazia deve ser
    armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas –
    modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de
    Distribuição.

    DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
    No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia pelo usuário,
    ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da
    compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu
    prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de
    validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
    mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

    TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas –
modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de
Distribuição.

3.4.2. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local
coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as
embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia pelo usuário onde foi adquirido o produto ou no local
indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser
realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O
FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA
EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa
contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

3.4.3. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante
através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto
pode ser feita por incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras
de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.
Para a desativação dos conídios dos fungos, pode ser utilizado uma esterilização por calor úmido com
autoclave a 120 ºC, pressão de 1 atm, por 1 hora, sendo que o inerte, pode ser depositado em aterros
sanitários para lixo urbano.

3.4.4. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui
o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não
podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

4.     RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO
FEDERAL OU MUNICIPAL.
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

BF0824 Junho/2025.
                                

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