Arrantool; Guzerá; Nelore
Rainbow Defensivos Agrícolas Ltda.- Porto Alegre /RS
Herbicida
24-d-triisopropanolamina (ácido ariloxialcanóico) (596.9 g/L) + Aminopiralide (ácido piridiniloxialcanóico) (76.9 g/L)
Informações
Número de Registro
19925
Marca Comercial
Arrantool; Guzerá; Nelore
Formulação
SL - Concentrado Solúvel
Ingrediente Ativo
24-d-triisopropanolamina (ácido ariloxialcanóico) (596.9 g/L) + Aminopiralide (ácido piridiniloxialcanóico) (76.9 g/L)
Titular de Registro
Rainbow Defensivos Agrícolas Ltda.- Porto Alegre /RS
Classe
Herbicida
Modo de Ação
Classe Toxicológica
Categoria 4 Produto Pouco Tóxico
Classe Ambiental
Produto Perigoso ao Meio Ambiente
Registrado para
Cultura
Nome Científico
Nome Comum
Pastagens
Baccharis trimera
carqueja; carqueja-amarga; tiririca-de-bebado
Pastagens
Croton glandulosus
gervão (3); gervão-branco (1); malva-vermelha
Pastagens
Eupatorium squalidum
cambará-roxo; casadinha; chilca (2)
Pastagens
Hyptis suaveolens
bamburral; betônica-brava (2); cheirosa (2)
Pastagens
Senna obtusifolia
fedegoso-branco; mata-pasto (5); mata-pasto-liso
Pastagens
Sida cordifolia
guanxuma (2); malva (1); malva-branca (1)
Pastagens
Sida glaziovii
guanxuma-branca; malva-guaxima; mata-pasto (3)
Pastagens
Sida rhombifolia
guanxuma (3); mata-pasto (4); relógio (1)
Pastagens
Sida santaremnensis
guanxuma (4); guanxumona; guaxima (1)
Pastagens
Synedrellopsis grisebachii
agrião-do-pasto; agriãozinho; poejinho
Pastagens
Vernonia polyanthes
assa-peixe (2); assa-peixe-branco; cambará-açú
Conteúdo da Bula
ARRANTOOL
GUZERÁ; NELORE
Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA sob no 19925
COMPOSIÇÃO:
4-amino-3,6-dichloropyridine-2-carboxylic acid (AMINOPIRALIDE, Sal Triisopropilamina) ......................................... 76,9 g/L (7,69% m/v)
Equivalente ácido de Aminopiralide .............................................................................................................................. 40,0 g/L (4,00% m/v)
2,4-dichlorophenoxyacetic acid (2,4-D, Sal Triisopropilamina) ................................................................................. 596,9 g/L (59,69% m/v)
Equivalente ácido de 2,4-D ....................................................................................................................................... 320,0 g/L (32,00% m/v)
Outros Ingredientes ................................................................................................................................................... 504,4 g/L (50,44% m/v)
GRUPO O HERBICIDA
GRUPO O HERBICIDA
CONTEÚDO: VIDE RÓTULO
CLASSE: Herbicida sistêmico de ação seletiva
GRUPO QUÍMICO: Ácido Piridinocarboxílico (2,4-D) e Ácido Ariloxialcanóico (Aminopiralide)
TIPO DE FORMULAÇÃO: Concentrado Solúvel (SL)
TITULAR DO REGISTRO (*):
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA
Av. Carlos Gomes, 258 - salas 1103, 1104, 1105 e 1106 - Boa Vista - Porto Alegre/RS
CEP: 90.480-000 - Fone: (51) 3072-9793 - CNPJ: 10.486.463/0001-69
Inscrição estadual: 096/3276190 - Nº do registro do estabelecimento no estado: 1928/09 - SEAPA/RS
(*) IMPORTADOR DO PRODUTO FORMULADO
FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO:
AMINOPIRALIDE TÉCNICO RAINBOW - Registro MAPA nº TC15023
SHANDONG WEIFANG RAINBOW CHEMICAL CO., LTD.
Binhai Economic Development Area, Weifang, Shandong – 262737 - China
2,4-D TÉCNICO RAINBOW - Registro MAPA nº 15912
SHANDONG WEIFANG RAINBOW CHEMICAL CO., LTD.
Binhai Economic Development Area, Weifang, Shandong - 262737 – China
AGROW ALLIED VENTURES PVT. LTD.
SP-3-7-B, Keshwana Ind. Area Kothputli, Dist. Jaipur (Rajasthan) – 303108 - Índia
FORMULADORES:
SHANDONG WEIFANG RAINBOW CHEMICAL CO., LTD.
Binhai Economic Development Area, Weifang, Shandong - 262737 – China
QINGDAO RAINBOW CHEMICAL CO., LTD.
Xinhe Eco-Chemical Science and Technology lndustry Base, Qingdao, Shandong, China 266717, China
NINGXIA RAINBOW CHEMICAL CO., LTD.
Taisha Industrial Park, Pingluo, Ningxia, China 753400, China
RAINBOW AGROSCIENSES S.A.
Cerrito 866, 1 º piso, C.A.B.A. C.P. 3.7 1010- Argentina
IMPORTADORES:
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Rodovia PR-090, 5.695, km 5 - armazém 1K - Parque Industrial Nenê Favoretto - CEP: 86200-000 - Ibiporã/PR
CNPJ: 10.486.463/0003-20. Nº do registro do estabelecimento no estado: 1000322 - ADAPAR/PR
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Avenida Constante Pavan, 4.633 - Betel - CEP: 13148-198 - Paulínia/SP
CNPJ: 10.486.463/0004-01. Nº do registro do estabelecimento no estado: 4402 - CDA/SP
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Área Rural Projetada, n° 150, Armz 1AK Anexo I - Area Rural de Cuiabá - CEP: 78.099-899 - Cuiabá/MT
CNPJ: 10.486.463/0005-92. Nº do registro do estabelecimento no estado: 29164 - INDEA/MT
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Av. Maria Elias Lisboa Santos, s/nº Quadra 07 Lote 05 salas 09 – Parque Industrial Aparecida Vice-presidente José de
Alencar – Aparecida de Goiânia/GO - CEP:74993-530
CNPJ: 10.486.463/0006-73. Nº do registro do estabelecimento no estado: 5139/2023 – AGRODEFESA/GO
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Rodovia BR-050, km 185 - sala 9 - Jardim Santa Clara - CEP: 38038-050 - Uberaba/MG
CNPJ: 10.486.463/0008-35. Nº do registro do estabelecimento no estado: 19.883 - IMA/MG
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Rua C, 290, Armz Y, Ondumar Maraba - CEP: 47.852-732 - Luis Eduardo Magalhães/BA
CNPJ: 10.486.463/0007-54. Nº do registro do estabelecimento no estado: 162425 ADAB/BA
RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Av. das Indústrias, 2020 - Armazém 8 - Ouro Preto - CEP: 99.500-000 - Carazinho/RS
CNPJ: 10.486.463/0010-50. Nº do registro do estabelecimento no estado: 101/25 SEAPA/RS
BRA DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA.
Rua São José, 550, Centro - CEP: 13400-330 - Piracicaba/SP
CNPJ: 07.057.944/0001-44. Nº de registro do estabelecimento no Estado: 879 - CDA/SP
AGROQUIMA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA
Avenida Castelo Branco, 6348, quadra 47 Lotes 01 a 05 e 12, Bairro Ipiranga, CEP: 74.453-383 - Goiânia/GO
CNPJ: 01.626.951/0001-33. Nº do registro do estabelecimento no estado: 0111/2018 – AGRODEFESA/GO
No do lote ou partida:
Data de fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de vencimento:
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA
AGRONÔMICA E CONSERVE-OS EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE
É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
Produto Importado
CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 4 – PRODUTO POUCO TÓXICO
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL:
CLASSE III – PRODUTO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA – MAPA
INSTRUÇÕES DE USO:
ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE é um herbicida sistêmico de ação seletiva formulado à base aminopiralide e 2,4-D,
usado para o controle de plantas daninhas na cultura da pastagem.
ALVO DOSE
VOLUME NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE
CULTURAS PRODUTO
DE CALDA APLICAÇÃO
NOME COMUM NOME CIENTÍFICO COMERCIAL
1,5 a 2,0 L/ha
Sida + adjuvante
Guanxuma
santaremnensis na proporção
de 0,3% v/v
2,0 L/ha +
Eupatorium adjuvante na
Casadinha Em pastagens, deve-se fazer uma aplicação
squalidum proporção de
0,3% v/v ao ano na época quente, quando as plantas
1,5 a 2,0 L/ha Terrestre: invasoras a serem controladas estiverem em
+ adjuvante 200 a 300 pleno processo de desenvolvimento
PASTAGEM Guanxuma Sida rhombifolia L/ha vegetativo.
na proporção
(Manutenção) de 0,3% v/v Quando houver indicação de faixa de doses,
2,0 L/ha + Aérea: utilizar a dose mais alta para plantas mais
Guanxuma- adjuvante na 50 L/ha desenvolvidas ou provenientes de sucessivas
Sida glaziovii roçadas (perenizadas).
branca proporção de
0,3% v/v Efetuar no máximo 1 aplicação por ano.
Assa-peixe- Vernonia 2,5 L/ha +
branco polyanthes adjuvante na
proporção de
Carqueja Baccharis trimera 0,3% v/v
Synedrellopsis
Agriãozinho
grisebachii 1,0 L/ha +
Cheirosa Hyptis suaveolens adjuvante na
proporção de
Fedegoso-branco Senna obtusifolia 0,3% v/v
Em pastagens, deve-se fazer uma aplicação
ao ano na época quente, quando as plantas
Guanxuma Sida rhombifolia 1,5 L/ha + Terrestre: invasoras a serem controladas estiverem em
adjuvante na 200 a 300 pleno processo de desenvolvimento
PASTAGEM
proporção de L/ha vegetativo.
(Reforma) Sida
Guanxuma 0,3% v/v Quando houver indicação de faixa de doses,
santaremnensis
Aérea: utilizar a dose mais alta para plantas mais
1,5 a 2,0 L/ha 50 L/ha desenvolvidas ou provenientes de sucessivas
Gervão-branco; + adjuvante roçadas (perenizadas).
Croton glandulosus Efetuar no máximo 1 aplicação por ano.
Canela-de-perdiz na proporção
de 0,3% v/v
2,0 a 2,5 L/ha
+ adjuvante
Malva-branca Sida cordifolia
na proporção
de 0,3% v/v
* Adjuvante na proporção de 0,3% v/v à calda herbicida (0,3 L em 99,7 L de calda)
MODO DE APLICAÇÃO:
ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE deve ser aplicado em volume de água suficiente para uma distribuição uniforme, e
pulverizado por meio de equipamento tratorizado ou aéreo. Agitar vigorosamente o produto antes da diluição, na
embalagem, e manter agitação constante da calda de aplicação depois da diluição, no tanque de pulverização.
Se houver necessidade de interromper a pulverização por algum tempo é aconselhável manter o agitador funcionando.
Se esta interrupção for mais longa, é necessário agitar novamente a calda antes de reutilizá-la.
Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda.
Preparo da calda:
Antes da aplicação de ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE o equipamento de pulverização deve estar limpo e bem
conservado, procedendo então a calibragem do equipamento para a correta pulverização do produto. O abastecimento
do tanque do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até a metade da sua capacidade com água, mantendo o
agitador ou retorno em funcionamento e então adicionar a quantidade recomendada de ARRANTOOL; GUZERÁ;
NELORE Proceder a homogeneização, adicionar adjuvante na proporção indicada e completar o volume do tanque com
água. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Prepare apenas a quantidade
necessária de calda para uma aplicação, pulverizando logo após a sua preparação. Caso aconteça algum imprevisto que
interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar
vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação.
Aplicação terrestre (Equipamento tratorizado):
Os parâmetros de aplicação através de equipamento tratorizado, como ângulo de barra, tipo e número de pontas,
pressão de trabalho, largura da faixa de aplicação, velocidade do pulverizador, entre outros, deverão seguir as
recomendações do modelo do pulverizador definido pelo fabricante e as recomendações do Engenheiro Agrônomo,
seguindo as boas práticas agrícolas.
De modo geral, a recomendação de tecnologia de aplicação do ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE é a pulverização do
produto através de equipamentos tratorizado com barra, equipado com pontas tipo leque com indução a ar, por exemplo
AIXR, AI, TTI, CVI, AVI, TVI, ULD, ULD MAX, MUG, STIA, ADIA, RDA no máximo a 0,5 metro acima do alvo, com a taxa
de aplicação de 200 a 300 L/ha de calda de pulverização por hectare, velocidade de 2 a 10 km por hora, com gotas da
classe grossa (G) ou superior.
Para aplicação com pulverizador de Barra Curta, utilizar pontas de pulverização sem barras, com pontas tipo leque, tais
como XP, XT e MVI, com a taxa de aplicação de 200 a 300 L/ha de calda de pulverização por hectare, velocidade de 2 a
10 km por hora, com gotas da classe grossa (G) ou superior.
As condições climáticas no momento da aplicação deverão ser adequadas para permitir a melhor interceptação das gotas
de pulverização pelas folhas das plantas daninhas alvo, com a menor evaporação possível das gotas do trajeto entre o
orifício da ponta de pulverização e o alvo biológico, com menor deslocamento horizontal possível (deriva) e evitando
condições de inversão térmica (deslocamento vertical). Visando este objetivo, recomenda-se pulverizações sob
temperatura inferior a 30ºC, umidade relativa do ar acima de 60%, velocidade média do vento entre 3 e 10 km/h, na
ausência de orvalho, na presença de luz solar, evitando chuvas de no mínimo 4 horas após a aplicação.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização
(independente dos equipamentos utilizados para a pulverização, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes
para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). O aplicador deve considerar todos estes
fatores quando da decisão de aplicar. Para se evitar a deriva objetiva-se aplicar com o maior tamanho de gota possível,
sem prejudicar a cobertura do alvo e, consequentemente, a eficiência do produto.
A definição dos equipamentos de pulverização terrestre e dos parâmetros mais adequados à tecnologia de aplicação
deverá ser feita com base nas condições específicas locais, sob a orientação de um engenheiro agrônomo.
Para aplicação tratorizada, o mesmo indivíduo não pode realizar as atividades de mistura, abastecimento e aplicação.
Aplicação aérea (Aeronave tripulada):
As aplicações aéreas deverão seguir os cuidados e procedimentos padrões de boas práticas definidos para essa
modalidade de aplicação, como estudo das áreas de entorno das aplicações, uso de DGPS, ajustes dos parâmetros
operacionais, como ângulo de deflexão dos bicos nas barras de pulverização, modelo e número de pontas, pressão de
trabalho, largura da faixa de deposição, velocidade e altura de voo, entre outros, sempre supervisionadas por um
Engenheiro Agrônomo.
Recomendamos utilizar empresas de aplicação aérea certificadas pela Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS -
www.cas-online.org.br). Independentemente do treinamento recomendado, é importante ressaltar que toda e qualquer
aplicação aérea é de responsabilidade do aplicador, que deve seguir as recomendações do rótulo e da bula do produto.
Taxa de aplicação: recomenda-se que seja utilizado volume de calda de, no mínimo, 50 L/ha, com gotas das classes
grossas (G) e extremamente grossas (EG), ou seja, gotas com DMV (diâmetro mediano volumétrico) acima de 300
micras, para que resulte em uma cobertura mínima o suficiente para a obtenção da eficácia do produto.
Parâmetros operacionais: O sistema de pulverização deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de
desgaste ou vazamentos. Pontas danificadas prejudicam a uniformidade da aplicação. É recomendado que a altura de
voo não ultrapasse 30 m, conforme características da aeronave, para minimizar o risco de deriva e proporcionar melhor
uniformidade de aplicação. Fechar a válvula de 3 vias (by-pass) antes de subir a aeronave ao final de cada passada. Não
deve haver vórtices de ponta de asas. Para isso, adeque a barra de pulverização e a disposição dos bicos para evitar a
ocorrência desse problema.
Seleção das pontas de pulverização: Use pontas jato plano de impacto com o menor ângulo do defletor, para gotas mais
grossas, ou de preferência de jato plano “simples”, com ângulo de abertura no leque menor ou igual a 40 graus e sempre
com o bico voltado para trás (zero graus de deflexão). Pontas de jato sólido voltadas para trás produzem as gotas mais
grossas e o menor potencial de deriva. Caso seja usado ponta de jato cônico, não usar core 45, e dar preferência pelo
uso de core 46, e discos de maior vazão, para minimizar o risco de deriva. É importante que as pontas sejam escolhidas
em função das características operacionais da aeronave, para que a classe do espectro de gotas fique dentro do
recomendado (gotas grossas e extremamente grossas).
Condições climáticas: As condições climáticas no momento da aplicação deverão ser adequadas para permitir a melhor
interceptação das gotas de pulverização pelo alvo (plantas daninhas), com a menor evaporação possível das gotas do
trajeto entre a ponta de pulverização e o alvo biológico, com menor deslocamento horizontal possível (deriva) e evitando
condições de inversão térmica (deslocamento vertical). Com esse objetivo recomenda-se pulverizações sob temperatura
inferior a 30ºC, umidade relativa do ar acima de 60%, velocidade média do vento entre 3 km/h e 10 km/h. Estes
parâmetros devem ser checados antes do início da aplicação e monitorados durante a aplicação. As aplicações também
dever ser realizadas na ausência de orvalho, na presença de luz solar, evitando chuvas de no mínimo 4 horas após a
aplicação.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização
(independente dos equipamentos utilizados para a pulverização, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes
para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). O aplicador deve considerar todos estes
fatores quando da decisão de aplicar. Para se evitar a deriva objetiva-se aplicar com o maior tamanho de gota possível,
sem prejudicar a cobertura do alvo e, consequentemente, a eficiência do produto.
A definição dos equipamentos de pulverização aérea e dos parâmetros mais adequados à tecnologia de aplicação deverá
ser feita com base nas condições específicas locais, sob a orientação de um engenheiro agrônomo.
Lavagem do equipamento de aplicação:
Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da
formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo que por poucas
horas, somente torna a limpeza mais difícil.
Esgote completamente o tanque e siga a legislação local, municipal, estadual e federal para o gerenciamento de
resíduos. A lavagem consiste em 3 principais etapas: (1) lavagem com água; (2) lavagem com agente de limpeza
comercial para tanques; (3) lavagem com água. Seguem as etapas em detalhes:
1) Primeira lavagem: Complete o tanque com pelo menos 50% da sua capacidade com água limpa. Recircule por
20 minutos. Pulverize o conteúdo do tanque em local adequado.
2) Segunda lavagem: Complete o tanque com pelo menos 50% da sua capacidade com água limpa e agente de
limpeza comercial na dosagem recomendada pelo fabricante. Recircule por 20 minutos. Passe água pelas
mangueiras, barra, pontas e filtros. Esgote completamente o tanque através das pontas. Remova todas as
pontas de pulverização, telas das pontas, incluindo o filtro em linha e faça a lavagem separadamente com
agente de limpeza. Reinstale no sistema de pulverização.
3) Terceira lavagem: Complete o tanque com pelo menos 50% da sua capacidade com água limpa. Recircule por
20 minutos. Drene a solução através do sistema, se possível passando pelas bombas, para esgotar
completamente o tanque.
Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as
medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou
de plantas úteis.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Cultura Intervalo de Segurança (dias)
Pastagem UNA (Uso não Alimentar)
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Modalidade de Emprego INTERVALO DE REENTRADA*
Cultura
(Aplicação) 2h de atividades 8h de atividades
Pastagem Pós-emergência 5 dias (1) 23 dias (1)
* A entrada na cultura no período anterior ao intervalo de reentrada somente deve ser realizada com a utilização pelos
trabalhadores de vestimenta simples de trabalho (calça e blusa de manga longa) e os equipamentos de proteção
individual (EPI) vestimenta hidrorrepelente e luvas. Os intervalos de reentrada podem ser diferentes nas bulas dos
produtos formulados caso a empresa registrante tenha apresentado dados para a realização da avaliação de risco da
exposição ocupacional de seu produto formulado.
(1) Mantido em 24 horas para as situações de aplicações individuais nas plantas que se quer eliminar.
MEDIDAS DE MITIGAÇÃO DE RISCO PARA OS RESIDENTES E TRANSEUNTES DE ÁREAS PRÓXIMAS DAS
CULTURAS COM APLICAÇÃO DO AGROTÓXICO 2,4-D:
É exigida a manutenção de bordadura de, no mínimo, 10 metros livres de aplicação tratorizada de produtos formulados
contendo 2,4-D, conforme resultados da avaliação de risco da exposição de residentes. A bordadura terá início no limite
externo da plantação em direção ao seu interior e será obrigatória sempre que houver povoações, cidades, vilas, bairros,
bem como moradias ou escolas isoladas, a menos de 500 metros do limite externo da plantação.
Não realizar aplicação aérea a menos de 500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros e mananciais de água para
abastecimento da população e a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de
animais.
LIMITAÇÕES DE USO:
• Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
• A eficiência do ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE pode ser reduzida se ocorrerem chuvas até o período de 4 horas
após a aplicação. Interromper a aplicação quando houver previsão de precipitações pluviométricas antes desse período.
• Respeitar uma área de bordadura (área não aplicada) mínima de 10 metros entre o local de aplicação e áreas vizinhas
com culturas sensíveis ao 2,4-D.
• ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE só deverá ser aplicado quando não houver perigo das espécies úteis a ele
sensíveis, tais como dicotiledôneas em geral, serem atingidas.
• São sensíveis a esse herbicida as culturas dicotiledôneas como algodão, tomate, batata, feijão, soja, café, eucalipto,
hortaliças, flores e outras espécies úteis sensíveis a herbicidas mimetizadores de auxina.
• Evitar que o produto atinja, diretamente ou por deriva, as espécies úteis suscetíveis ao herbicida.
• Caso ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE seja usado no controle de plantas infestantes em área total, o plantio de
espécies suscetíveis ao produto nessas áreas só deverá ser feito 2 anos após a última aplicação do produto.
• No caso de pastagens tratadas em área total, deve-se permitir que o capim se recupere, antes do pasto ser aberto ao
gado. Dessa forma, a partir do início da aplicação, o pasto deve ser vedado ao gado pelo tempo necessário à sua
recuperação; essa medida evita que os animais comam plantas tóxicas que possivelmente existam na pastagem e
possam vir a ser mais atrativas após a aplicação do produto.
• Não utilizar o equipamento que foi utilizado para aplicação de ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE, para aplicação de
outros produtos, em culturas suscetíveis.
• Não armazenar a calda de pulverização em quaisquer recipientes, ou mesmo, para aplicação no dia subsequente.
• Não utilizar esterco de curral de animais que tenham pastado em área tratada com o produto, por um período mínimo de
60 dias após o tratamento em área total, para adubar plantas ou culturas úteis sensíveis ao produto.
• Para aplicação tratorizada, o mesmo indivíduo não pode realizar as atividades de mistura, abastecimento e aplicação.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE,
RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS
IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA
ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE é um herbicida composto por Aminopiralide (Ácido piridinocarboxílico) e 2,4-D (Ácido
ariloxialcanóico), ambos mimetizadores das auxinas e auxina sintética - Grupo O. O uso sucessivo de herbicidas do
mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta
daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem
algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando
apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo
de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e/ou, informados à
Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à
Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária
(MAPA: www.agricultura.gov.br).
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS:
O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das plantas
daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de
métodos de controle: (1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde), (2) mecânico
ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico), (3) controle biológico e (4)
controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de danos ao meio ambiente.
MINISTÉRIO DA SAUDE – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas
- Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da
especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
- Não aplique perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação de animais.
Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure
rapidamente um serviço médico de emergência.
- Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de
crianças e de animais.
- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas,
avental, máscara, viseira, touca árabe e luvas.
- Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza,
conservação e descarte do EPI danificado.
PRECAUÇÕES DURANTE O MANUSEIO:
- Utilize equipamento de proteção individual (EPI): macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas
passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental
impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contravapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); viseira;
touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
recomendados.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO:
- Evite ao máximo possível o contato com a área tratada.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a
última aplicação e a colheita).
- Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que estiver sendo aplicado o
produto.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores
condições climáticas para cada região.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar em contato, ou permitir que outras pessoas também entrem
em contato com a névoa do produto.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas
passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro
combinado (filtro químico contravapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); viseira; touca árabe e luvas de nitrila.
- Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do
método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do
período de reentrada.
- Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do
término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante
a aplicação.
- Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas tratadas logo após a aplicação.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a
última aplicação e a colheita).
- Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar
contaminação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do
alcance de crianças e animais.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
- Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as
roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.
- Após cada aplicação do produto faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de aplicação.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão hidrorrepelente
com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe,
viseira, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.
PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo,
bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto.
Olhos: ATENÇÃO: O PRODUTO PROVOCA IRRITAÇÃO OCULAR GRAVE. Em caso de contato, lave com muita água
corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lentes de
contato, deve-se retirá-las.
Ingestão: se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra
naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Pele: em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis, tec.) contaminados e
lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos.
Inalação: se o produto for inalado (“respirado), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.
Nocivo se ingerido
Pode ser nocivo em contato
com a pele
ATENÇÃO Pode ser nocivo se inalado
Provoca irritação ocular
grave
INTOXICAÇÕES POR ARRANTOOL; GUZERÁ; NELORE
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Aminopiralide: Ácido piridiniloxialcanóico
GRUPO QUÍMICO
2,4-D: Ácido ariloxialcanóico
CLASSE TOXICOLÓGICA CATEGORIA 4 – PRODUTO POUCO TÓXICO
VIAS DE EXPOSIÇÃO Oral, inalatória, dérmica e mucosas
Aminopiralide: Em um estudo realizado com animais, aminopiralide radiomarcado foi
rapidamente absorvido, distribuído e excretado após a administração oral. Em 24
horas, cerca de 41-59% da dose administrada foi recuperada na urina e 33-43% foi
recuperada nas fezes. A distribuição nos tecidos e a bioacumulação de aminopiralide
foram mínimos. Os níveis mais elevados de radioatividade foram encontrados na pele
e carcaça. Aminopiralide foi excretado de forma inalterada. Da radioatividade total na
urina, o composto-parental representou cerca de 96%, e da radioatividade total nas
fezes, o composto-parental representou 100%, indicando uma ausência de
TOXICOCINÉTICA metabolismo. Absorção dérmica de aminopiralide ocorre com a exposição regular,
resultando em níveis detectáveis na urina.
2,4-D: A exposição oral possui uma maior taxa de absorção em humanos, com uma
menor taxa de absorção após exposição dérmica ou inalatória. Em seres humanos, o
nível plasmático atingiu o pico entre 4-24 horas após administração oral de 5 mg/kg.
Exposição dérmica é considerada a via mais provável de exposição durante o uso do
produto. A absorção de 2,4-D através da pele ocorre de forma mais lenta e é menos
completa, variando de acordo com a dose aplicada, forma química, tipo de
formulação do produto, a espécie e o local de aplicação. Em humanos expostos
ocupacionalmente, absorção dérmica foi reportada ocorrer rapidamente baseada na
detecção de 2,4-D na urina dentro de 4 horas, e embora a porcentagem absorvida
seja variável, é geralmente menor que 6%. A absorção de ésteres de 2,4-D é mais
lenta que a das formas ácidas ou sais, entretanto, as taxas de excreção são
similares. Em humanos, o 2,4-D tem um grande volume de distribuição, devido à sua
solubilidade em água, mas não bioacumula em nenhum tecido. Embora o 2,4-D seja
bem distribuído pelo organismo, seu alto grau de ligação às proteínas plasmáticas
(aproximadamente 97% da dose administrada) resulta em um baixo volume aparente
de distribuição. Estudos em humanos mostraram que o clearance plasmático de 2,4-
D administrado oralmente segue a cinética de primeira ordem com meia-vida de
excreção urinária de 10,2 a 28,4 horas. A farmacocinética seguindo absorção
dérmica é diferente do que a exposição oral. Níveis plasmáticos tendem a atingir um
platô e declinar mais rapidamente seguindo a exposição oral. Além disso, o clearance
plasmático de 2,4-D segue uma cinética bifásica iniciando 8 horas após a
administração da dose com meias-vidas para vários tecidos na taxa de 0,6 a 2,3
horas para a primeira fase e 25,7 a 29 horas para a segunda fase. A excreção
urinária cumulativa de 2,4-D aumenta mais lentamente seguindo a exposição dérmica
do que a exposição oral. Metabolismo de 2,4-D é mínimo em humanos, com
aproximadamente 82% da dose sendo excretada de forma inalterada na urina, e
aproximadamente 13% na forma de conjugados ácidos. A excreção do 2,4-D é
predominantemente pela via urinária, sendo secretada ativamente pelos rins. A taxa
de excreção urinária é inversamente proporcional à dose. Após administração oral de
5 mg de 2,4-D em humanos, 77% da dose foi excretada em 96 horas e 87 a 100% da
dose foi excretada na urina em 6 dias. A depuração renal de 2,4-D é impactada pela
saturação dose-dependente do transportador renal orgânico aniônico. Saturação do
clearance renal parece ocorrer na dose de 50-60 mg/kg. A excreção urinária é
aumentada em urina alcalina e prolongada em urina ácida. Outra importante via de
excreção em trabalhadores expostos ocupacionalmente é a perspiração.
Aminopiralide: Herbicidas piridínicos são considerados de baixa toxicidade. Há dados
limitados de intoxicação humana com aminopiralide. Dados de toxicidade aguda em
animais indicam que aminopiralide tem baixa toxicidade via oral, dérmica e inalatória.
Em um estudo de neurotoxicidade em ratos com aminopiralide, não houve efeitos
sobre a atividade motora ou outras observações neuropatológicas.
2,4-D: A toxicidade relativa das formas sais e éster de 2,4-D é bastante similar à
forma ácida, com raras exceções. 2,4-D é primariamente irritante à pele, olhos,
aparelho respiratório e gastrointestinal. A neurotoxicidade é o efeito predominante na
inalação aguda e na ingestão oral. Os mecanismos propostos de toxicidade mais
aceitos são os que dizem respeito aos efeitos associados à membrana plasmática, à
interferência nas rotas metabólicas celulares que envolvem a acetil coenzima A
(acetilCoA) e ao desacoplamento da fosforilação oxidativa (possivelmente como uma
consequência nas rotas metabólicas celulares que envolvem a acetilCoA ou
sugerindo o rompimento das membranas intracelulares pelo herbicida). Em geral, 2,4-
D tem pouco potencial para induzir efeitos adversos no sistema nervoso em doses
abaixo do limiar de saturação do clearance renal. Em estudos crônicos e subcrônicos
realizados em animais especificamente para investigar o impacto de 2,4-D no sistema
nervoso, foi relatado miotonia de músculos esqueléticos com a administração de altas
MECANISMOS DE doses de 2,4-D. O mecanismo que pode explicar em parte a miotonia é que ácidos
TOXICIDADE clorofenóis possuem estrutura correlacionada com ácidos acéticos e podem formar
análogos da acetilCoA in vitro. Esses análogos podem entrar na via sintética da
acetilcolina (ACh) com subsequente formação de ésteres colínicos (2,4-D-ACh) que
podem atuar como falsos mensageiros colinérgicos nas sinapses muscarínicas e
nicotínicas. Estudos em animais também indicam que 2,4-D pode causar ruptura da
junção neuromuscular. O 2,4-D possui uma possível, porém discutida, ação tóxica
sobre os nervos periféricos. Há menções na literatura de possíveis neuropatias
periféricas com paralisias completas, ou parciais de membros de animais intoxicados
com 2,4-D, mas essas ocorrências são mais atribuídas aos efeitos miotóxicos do
herbicida do que às prováveis ações neurotóxicas do mesmo. Os efeitos relatados
em estudos com animais não são considerados indicativos de um potencial do 2,4-D
para induzir polineuropatia periférica em seres humanos. Os ratos expostos a
elevadas doses de 2,4-D exibiram alterações nas concentrações de
neurotransmissores no cérebro, tais como serotonina e dopamina. Vários
investigadores relataram acumulação de 2,4-D no cérebro ou no fluido cerebrospinal,
após a administração de doses elevadas de 2,4-D. Em altas doses, o sistema de
transporte de ácidos orgânicos responsável pelo efluxo de 2,4-D e de metabólitos de
neurotransmissores endógenos do cérebro é inibido. Além disso, dano vascular tem
sido reportado em ratos expostos a altas doses de 2,4-D, o qual pode facilitar o maior
influxo de 2,4-D devido ao comprometimento da barreira hematoencefálica.
Saturação da ligação à proteína plasmática também pode contribuir para o aumento
das taxas de 2,4-D no cérebro.
Aminopiralide: Há dados limitados sobre sinais clínicos da exposição humana ao
aminopiralide. Em animais, é leve a moderado irritante dérmico. Não sensibilizante
dérmico. Severo irritante ocular.
2,4-D: A intoxicação por 2,4-D após exposição aguda pode ocasionar irritação
dérmica, exantema, irritação ocular (forma de sais e ácido), tosse, tontura e sensação
de queimação na nasofaringe e peito, após a exposição inalatória, sensação de
queimação na língua, na faringe e no esôfago, vômito, dor abdominal, dor no peito,
gastrite aguda, diarreia e ocasionalmente, hemorragia gastrintestinal após exposição
oral. Alguns sintomas sistêmicos como fadiga, astenia, anorexia, sudorese profusa,
SINTOMAS E SINAIS sensação de queimação na língua, faringe, tórax e abdômen, febre. A baixas doses,
CLÍNICOS podem ser observados vertigem, dor de cabeça, mal-estar, letargia, alteração da
marcha, dismetria, anestesia e parestesias; a doses elevadas: alteração na regulação
da temperatura corporal (hipotermia em ambientes frios e hipertermia em ambientes
quentes), espasmos musculares, fasciculações, fraqueza profunda, hiporreflexia,
polineurite, paralisia flácida, hipotonia ou hipertonia, relaxamento de esfíncteres,
nistagmo, midríase, convulsões com ou sem opistótono, podendo evoluir ao coma;
reações idiossincráticas: neuropatias periféricas com ou sem dor intensa. Convulsões
ocorrem muito raramente, mas a consciência retorna ao normal em 48-96 horas com
excreção urinária efetiva. Miotonia e fraqueza muscular podem persistir por meses
após a intoxicação aguda.
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de
DIAGNÓSTICO
quadro clínico compatível.
Antídoto: não há antídoto específico conhecido para as substâncias.
Tratamento geral: as medidas gerais devem estar orientadas à remoção da fonte de
exposição ao produto, descontaminação do paciente, proteção das vias aéreas,
tratamento sintomático e de suporte. Deve ser evitado o contato do produto com os
olhos, pele e roupas contaminadas.
Descontaminacão Gastrointestinal:
Em casos de ingestão de grandes quantidades do produto:
• Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessária, dependendo da
quantidade ingerida, tempo de ingestão e circunstância específica. Considere logo
após ingestão de uma grande quantidade do produto (geralmente dentro de 1 hora).
Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração em
posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal.
Controlar as convulsões anteriormente ao procedimento. Contraindicações: perda de
reflexos protetores das vias respiratórias ou alteração de consciência em pacientes
não intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado
potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração
gastrintestinal; e ingestão de quantidade não significativa do produto.
• Carvão ativado: liga-se à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a sua
absorção sistêmica, se administrado logo após a ingestão (1 h). Em geral não atua
TRATAMENTO com metais ou ácidos.
1. Dose: administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 mL de
água/30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos/adolescentes, 25 a 50
g em crianças de (1 a 12 anos) e 1 g/kg em crianças com menos de 1 ano;
2. O carvão ativado não deve ser administrado a pacientes que ingeriram
ácidos ou bases fortes. O benefício do carvão ativado também não é
comprovado em pacientes que ingeriram substâncias irritantes, onde ele pode
obscurecer os achados endoscópicos, nos casos em que o procedimento é
necessário.
• Não provocar vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente
não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.
ATENÇÃO: nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente.
Descontaminação Ocular:
Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina 0,9% à
temperatura ambiente por pelo menos 15 minutos. Assegure que não fiquem
partículas na conjuntiva. Evitar que a água da lavagem contamine o outro olho. Se a
irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser
encaminhado para auxílio médico.
Descontaminação Dérmica:
Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. O
paciente deve ser encaminhado para auxílio médico se a irritação ou dor persistirem.
Exposição Inalatória:
Descontaminação: Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a
alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a
irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie
na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com β2-agonistas via inalatória
e corticosteroides via oral ou parenteral. Sintomas moderados de rinite respondem a
anti-histamínicos orais.
Emergência, suporte e tratamento sintomático:
Manter as vias aéreas permeáveis: aspirar secreções, administrar oxigênio e realizar
intubação se necessário. Atenção especial para parada cardiorrespiratória,
hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se
necessário; uso de ventilação assistida pode ser requerido. Monitorar temperatura
corporal, oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG. Manter observação por, no
mínimo 24 horas, após o desaparecimento dos sintomas.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
• EVITAR aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto;
utilizar um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambú) para realizar o
procedimento.
• A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção
das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por luvas e avental
impermeável, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e
CONTRAINDICAÇÃO
desenvolvimento de pneumopatia química secundária.
EFEITOS DAS INTERAÇÕES
Não relatados.
QUÍMICAS
Para notificar os casos e obter informações especializadas sobre diagnóstico e
tratamento, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
(RENACIAT/ANVISA/MS).
As intoxicações por agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos
ATENÇÃO de Notificação Compulsória.
Notifique o caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS).
Notifique no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Telefone de Emergência da Empresa: 0800-701-0450
Endereço Eletrônico da Empresa: www.rainbowagro.com.br
Correio Eletrônico: rainbowbrasil@rainbowagro.com.br
MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Vide itens “Toxicocinética” e “Toxicodinâmica” no quadro de informações médicas.
EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
DL50 oral em ratos (fêmeas): > 300 - 2000 mg/kg p.c.
DL50 cutânea em ratos (fêmeas): >2000 mg/kg p.c.
CL50 inalatória em ratos (machos e fêmeas): Não determinada nas condições do teste.
Corrosão/Irritação cutânea em coelhos: Não irritante. Houve sinais de eritema e edema leves, que retornaram
ao normal em até 72 horas para todos os animais testados.
Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Irritante. O item de teste aplicado aos olhos de coelhos causou sinais
de irritação ocular como vermelhidão conjuntival e quemose em todos os animais tratados. Estes sinais
retornaram ao normal em até 14 dias em todos os animais.
Sensibilização cutânea em cobaias: Não sensibilizante.
Mutagenicidade: O produto não demonstrou potencial mutagênico no teste de mutação gênica reversa (teste
de Ames) nem no teste de micronúcleo em medula óssea de camundongos.
EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Aminopiralide: Estudo crônico realizado em ratos de laboratório durante 2 anos apresentou NOEL de 50
mg/kg/dia. A IDA foi determinada como 0,5 mg/kg p.c.
2,4-D: Estudo crônico realizado em animais de laboratório durante 2 anos, apresentou NOEL de 1 mg/kg/dia.
Em doses de 45 mg/kg/dia, os rins de animais testados neste estudo tiveram aumento de peso. O
ingrediente ativo 2,4-D também foi testado em camundongos por período de dezoito meses não
apresentando evidências de carcinogênese. O ingrediente ativo de 2,4-D não apresentou evidência de
teratogênese ou efeitos reprodutivos sobre a prole quando testado em animais, bem como não foi
considerado mutagênico tanto “in vivo” quanto “in vitro”. A Ingestão Diária Aceitável (IDA) do 2,4-D é 0,01
mg/kg/dia, baseado no NOEL de 1,0 mg/kg/dia encontrado no estudo dietário em cães e no fator de
segurança de 100.
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO
AMBIENTE:
- Este produto é:
( ) Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I)
( ) Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II)
(X) PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III)
( )Pouco perigoso ao meio ambiente (CLASSE IV)
- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo
atingir principalmente águas subterrâneas.
- Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d´água. Evite a
contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e
do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos)
metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e
cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos animais e vegetação suscetível
a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades
aeroagrícolas.
2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E
PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou
outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placas de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o
recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa RAINBOW DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA -
Telefone de Emergência: (51) 3237-6414 e SUATRANS - CECOE: 0800 117 2020
- Utilize equipamento de proteção individual (EPI) (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos
protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou
corpos d’água. Siga as instruções a seguir:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de
uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não
deve ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo, para a
sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse
material e coloque em recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa
registrante conforme indicado.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal,
contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as
medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo
hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores de ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, de CO2 ou PÓ QUÍMICO, ficando a
favor do vento, para evitar intoxicação.
4. PROCEDIMENTO DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO
DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM
DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem, o operador deve estar utilizando os mesmos EPIs – Equipamentos de
Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu
esvaziamento, adotando os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na
posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
- Faça essa operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
• Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão, seguir os
procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato d’água;
- Direcione o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem dever ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão, adotar os seguintes
procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre
a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Mantenha a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob
pressão, direcionando o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água da lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
- Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, essa embalagem deve ser armazenada com
a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
- O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local
coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as
embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
- No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa,
pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no
ato da compra.
- Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de
validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
- O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um
ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas.
EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
- O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local
coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as
embalagens cheias.
- Use luvas no manuseio dessa embalagem.
- Esta embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente,
separadamente das embalagens lavadas.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
- No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa,
pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no
ato da compra.
- Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de
validade, será facultada a devolução da embalagem em até seis meses após o término do prazo de validade.
- O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um
ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas.
EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
- O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local
coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as
embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
- É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local
indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações,
animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
- A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente pode ser realizada
pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O
FRACIONAMENTO E REEBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA
EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
- A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa
contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
- Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante pelo
telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final.
- A desativação do produto é feita pela incineração em fornos destinados para este tipo de operação,
equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.
5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS
- O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, bem como
determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações,
medicamentos e outros materiais.
6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU
MUNICIPAL:
- De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.