PR Safra 2026/27: chuvas dificultam o plantio da soja
Excesso de umidade limita operações no campo, atrasa a semeadura da soja e compromete a classificação comercial de culturas
O enriquecimento de quebra-ventos com plantas floríferas aumentou a abundância e a riqueza de grupos de artrópodes predadores em pomares de citros na região central da Flórida, nos Estados Unidos. Entretanto, os resultados variaram conforme a região. A pesquisa também identificou, na região central, associação entre a abundância de vespas e menores populações do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri).
Pesquisadores avaliaram pomares nas regiões norte e central da Flórida entre 2021 e 2022. O experimento comparou quebra-ventos enriquecidos com plantas floríferas e áreas sem enriquecimento. Na região central, o produtor removeu o pomar tratamento ao fim de 2021. Por isso, o segundo ano foi conduzido em outro pomar, com replantio. As avaliações utilizaram observações visuais, amostragem por sucção e armadilhas adesivas amarelas.
Na região central, os plantios aumentaram a abundância de aranhas, formigas e percevejos do gênero Orius nos dois métodos de coleta. Moscas da família Dolichopodidae e vespas aumentaram apenas na amostragem por sucção.
Nas observações visuais, os plantios mistos de Gaillardia pulchella, Lonicera sempervirens e um arbusto registraram mais predadores que o controle. O arbusto original, Cephalanthus occidentalis, morreu na seca de 2021 e foi substituído por Callicarpa americana no segundo ano. No primeiro ano, G. pulchella isolada teve desempenho equivalente ao da mistura.
No norte da Flórida, as diferenças entre tratamentos apareceram apenas no segundo ano, nas observações visuais das parcelas. A comparação entre pomares não mostrou aumento de abundância nem de riqueza de predadores. Os percevejos Orius foram, inclusive, menos comuns no pomar enriquecido. Os pesquisadores sugerem que o estabelecimento lento das plantas pode explicar a resposta tardia, já que L. sempervirens e Echinacea purpurea se estabeleceram mal.
A pesquisa registrou 660 visitas de predadores às flores. Os sirfídeos representaram 62% das observações no norte. Na região central, as formigas responderam por 66%. A espécie G. pulchella apresentou atração consistente de predadores nas duas regiões.
A análise de 727 observações na região central identificou associação negativa entre a abundância de vespas e a população de D. citri. Cada unidade adicional na densidade de vespas correspondeu a uma redução estimada de 2,7% na abundância esperada do psilídeo. O resultado não comprova relação causal.
Na região central, o pomar com quebra-vento enriquecido apresentou contagens superiores do psilídeo em comparação ao pomar controle. Dentro desse pomar, porém, as próprias faixas floridas registraram menos psilídeos que as linhas de citros. Os pesquisadores destacam a necessidade de avaliar a atividade predatória antes de associar maior abundância de inimigos naturais ao controle efetivo da praga (doi 10.3390/insects17101036).
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