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Uma aplicação foliar com nanopartículas de óxido de manganês e quitosana reduziu os efeitos da salinidade em tomateiros. Sob estresse severo, o tratamento dobrou a massa fresca da parte aérea e elevou a massa fresca das raízes em 55,5% frente às plantas sem aplicação (DOI 10.1080/15226514.2026.2669640).
O estudo, liderado por Hamidreza Sharifan, da Universidade do Texas em El Paso, avaliou plantas expostas a zero, 40 e 80 milimoles por litro de cloreto de sódio. Os pesquisadores aplicaram 10 miligramas por litro de nanopartículas de óxido de manganês e 150 miligramas por litro de quitosana, isoladas ou em conjunto.
A combinação apresentou o melhor desempenho sob a maior concentração de sal. Os teores de clorofila a aumentaram 25,8%. A clorofila b subiu 29,4%. A clorofila total avançou 35,8%. Os carotenoides cresceram 91,1%.
O tratamento também reduziu marcadores de danos oxidativos, como malondialdeído e aldeídos. A atividade da guaiacol peroxidase aumentou até 300%. A polifenol oxidase registrou alta de 104%. Compostos fenólicos, flavonoides, proteínas solúveis e a atividade antioxidante também apresentaram ganhos.
A salinidade dificulta a absorção de água pelas raízes, reduz a fotossíntese e provoca desequilíbrios nutricionais. O problema afeta mais de 8,2 milhões de quilômetros quadrados no mundo e ameaça entre 20% e 30% das áreas irrigadas, sobretudo em regiões áridas e semiáridas.
Os resultados vieram de condições controladas em casa de vegetação. A equipe ainda precisa validar o desempenho em campo e avaliar efeitos de longo prazo sobre o solo e a segurança ambiental.
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