Congresso SAE Brasil 2026 debate desafios do Agro 4.0
A 33ª edição discutirá formação de talentos e terá espaço para estudantes e jovens profissionais
O plantio de milho da safra 2026/27 alcançou 60% da área prevista no Rio Grande do Sul. A semeadura praticamente terminou no Noroeste. Geadas provocaram danos em lavouras implantadas mais cedo e em áreas baixas do relevo. Algumas lavouras precisarão de replantio. Granizo também causou perdas pontuais. A Emater/RS projeta 896.401 hectares cultivados, produtividade média de 7.711 quilogramas por hectare e produção próxima de 6,91 milhões de toneladas.
O acompanhamento fitossanitário concentra atenção sobre pragas de início de ciclo. Os produtores realizaram aplicações preventivas de inseticidas. O levantamento aponta redução da infestação de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). Na região de Santa Rosa, a população caiu em relação às semanas anteriores. A Emater/RS considera possível relação com a geada registrada no início do período. O monitoramento continua devido ao risco de transmissão de enfezamentos. Também ocorreram aplicações contra percevejo-barriga-verde e lagarta-rosca (Agrotis ipsilon).
Na região administrativa de Ijuí, a semeadura passou de 90%. A geada causou danos nas bordas das folhas, principalmente nas partes mais baixas. Um número reduzido de lavouras apresenta necessidade de replantio. O granizo provocou lesões foliares e tombamento da parte aérea. Os produtores avaliam a recuperação das plantas. Em Santa Rosa, a geada de 7 de setembro também provocou queima foliar e perdas expressivas em alguns pontos. A maior parte das áreas atingidas apresentou recuperação vegetativa após a elevação das temperaturas e com a manutenção da umidade do solo.
O trigo avança para as fases reprodutivas. No estado, 44% das lavouras passam pelo enchimento de grãos e 5% chegaram à maturação. Outros 39% permanecem em espigamento e floração e 12% em desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS projeta 814.220 hectares e produtividade média de 2.701 quilogramas por hectare.
O quadro fitossanitário do trigo registra oídio, manchas foliares, ferrugens e giberela. As lavouras em floração demandam maior atenção, principalmente sob condições meteorológicas favoráveis às doenças. Em Frederico Westphalen, a incidência de giberela levou ao aumento das aplicações de fungicidas. Em Santa Rosa, o oídio apresenta a maior incidência. Manchas foliares, ferrugem e giberela também aparecem nas áreas mais avançadas. Na região de Soledade, os períodos de tempo firme permitiram aplicações de fungicidas, principalmente para giberela, além de oídio, manchas foliares e ferrugens.
Geada e granizo também provocaram danos pontuais no trigo. Em Ijuí, o granizo causou lesões em espiguetas, espigas e folhas. Três Passos, Ibirubá e Santa Bárbara do Sul registraram maior intensidade. Na Campanha, o excesso de chuva comprometeu o potencial produtivo em Lavras do Sul. O município acumulou mais de 700 milímetros desde o início de junho. A estimativa local aponta perdas próximas de 10% até o momento.
A aveia-branca também avançou no ciclo. Do total cultivado, 49% passa pelo enchimento de grãos, 27% pela floração, 11% pela maturação, 11% pelo desenvolvimento vegetativo e 2% já foi colhido. A estimativa indica 387.697 hectares e produtividade média estadual de 2.322 quilogramas por hectare.
As condições fitossanitárias da aveia-branca variam entre as regiões. O documento registra doenças foliares, principalmente ferrugens. Em Maçambará, na região de Bagé, a severidade das doenças foliares alcançou níveis elevados. O informativo aponta possível impacto sobre a produtividade. A maioria das lavouras recebeu investimento médio ou baixo e apresentou número de aplicações de fungicidas abaixo do recomendado. Em Soledade, algumas lavouras apresentam boa sanidade. Outras registram alta incidência de ferrugens. Geada e granizo também causaram danos localizados.
A canola concentra 88% das lavouras em floração e enchimento de grãos. Outros 9% chegaram à maturação e 1% já foi colhido. A área estadual alcança 353.397 hectares. A produtividade média projetada chega a 1.619 quilogramas por hectare.
O estado fitossanitário da canola apresenta condição geral satisfatória, segundo a Emater/RS. O monitoramento registra traça-das-crucíferas e mofo-branco. Em Santa Rosa, a traça-das-crucíferas ocorre em diferentes áreas. Em Soledade, o acompanhamento também se concentra nessas duas ocorrências. As geadas podem comprometer parcialmente o enchimento das síliquas e reduzir o peso de mil grãos em áreas atingidas durante a formação e o enchimento. As perdas ainda não receberam quantificação definitiva.
A carinata apresenta 62% das lavouras em enchimento de grãos, 32% em floração, 3% em desenvolvimento vegetativo e 3% em maturação. A ocorrência de pragas permanece baixa. O levantamento não registra infestações de maior expressão no período. Entre os problemas fitossanitários, aparecem esclerotinia e bacterioses em áreas com lesões provocadas por granizo. Na região de Frederico Westphalen, a produtividade esperada fica próxima de 1.100 quilogramas por hectare.
Na cevada, cerca de 50% da área permanece em desenvolvimento vegetativo, 30% entrou em floração e 20% alcançou o enchimento de grãos. Algumas lavouras iniciaram a maturação. A área estadual estimada soma 20.320 hectares. A produtividade média projetada alcança 3.020 quilogramas por hectare.
O manejo fitossanitário da cevada exige acompanhamento de ferrugens, giberela e oídio. Os períodos chuvosos favorecem a evolução das doenças, principalmente durante estádios suscetíveis. Em Erechim, os produtores realizaram tratamentos fitossanitários. Em Soledade, prosseguiram as aplicações de fungicidas.
No arroz, a região administrativa de Bagé registra intenção de plantio de 361.027 hectares. A semeadura concentra-se na Fronteira Oeste. Maçambará plantou 15% dos 16.900 hectares previstos. As baixas temperaturas podem atrasar o estabelecimento das lavouras. O tempo seco, por outro lado, favoreceu as operações no campo.
O feijão da primeira safra alcançou 40% da área projetada na região de Ijuí, estimada em 883 hectares. O frio reduziu a velocidade de desenvolvimento das plantas. Em Pelotas, prosseguiu a implantação das primeiras lavouras em locais protegidos e com menor risco de geada. No Baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura entrou na fase final.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura