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O trigo começou a entrar na fase de floração no Rio Grande do Sul, enquanto a maior parte das lavouras segue em desenvolvimento vegetativo. O cenário é considerado favorável, embora o excesso de chuvas das últimas semanas tenha dificultado operações no campo e provocado danos localizados em algumas regiões, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta semana.
A elevada umidade do solo limitou o tráfego de máquinas, atrasou aplicações de nitrogênio em cobertura e de defensivos e restringiu a conclusão da semeadura em algumas áreas. Ainda assim, segundo a assistência técnica, não houve atrasos expressivos nas operações.
As lavouras mais adiantadas, que representam cerca de 3% da área cultivada, iniciaram as fases reprodutivas favorecidas pelo aumento da radiação solar no fim do período. Os demais 97% permanecem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento. Na região de Santa Rosa, aproximadamente 6% das áreas já estão em floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou acamamento das plantas, mas a expectativa é de recuperação da maior parte do potencial produtivo.
A canola também apresenta evolução considerada satisfatória, com lavouras distribuídas entre desenvolvimento vegetativo, floração, formação de síliquas, enchimento de grãos e início de maturação nas áreas mais precoces.
As chuvas frequentes e a baixa luminosidade reduziram temporariamente o crescimento das plantas e mantêm a preocupação com possíveis impactos do excesso de umidade sobre a fecundação das flores. No entanto, os efeitos seguem localizados e de baixa representatividade em nível estadual.
A Emater estima uma área cultivada de 353.397 hectares e produtividade média de 1.619 kg por hectare.
Os principais danos foram registrados na região de Santa Maria. Em Tupanciretã, ventos fortes causaram acamamento em parte das lavouras. Já em Capão do Cipó, o granizo atingiu mais de mil hectares, com perdas inferiores a 10% do potencial produtivo. Em Quevedos, cerca de 300 hectares sofreram perdas totais após uma tempestade de granizo.
A carinata segue com desenvolvimento fenológico satisfatório, embora as chuvas tenham dificultado a conclusão da semeadura e as operações de manejo. Também foram registrados casos isolados de acamamento causados por ventos fortes, ainda sem estimativa de impacto na produtividade.
Na aveia-branca, as lavouras apresentam bom desenvolvimento na maior parte do Estado. O excesso de umidade provocou acamamento e danos pontuais, principalmente em áreas em floração, mas o potencial produtivo foi preservado onde os volumes de chuva foram menores.
A cevada mantém bom desenvolvimento vegetativo. Apesar da atenção redobrada para doenças foliares em razão da elevada umidade, não há registros de impactos significativos sobre o potencial produtivo.
Entre as hortaliças, a cebola apresenta expectativa de redução da área cultivada na região de Pelotas, principal polo produtor do Estado. O transplante das mudas avança em São José do Norte e Rio Grande, enquanto o sistema de plantio direto ganha espaço entre os produtores.
Nas pastagens, o excesso de chuvas reduziu temporariamente a oferta de forragem e dificultou o manejo em diversas regiões. Em contrapartida, a melhora das condições climáticas na segunda metade do período favoreceu a retomada do desenvolvimento das forrageiras em parte do Estado, permitindo a realização de adubações de cobertura e estimulando a rebrota das áreas de campo nativo.
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