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Pesquisadores identificaram efeitos do pyriculol na defesa do arroz contra Magnaporthe oryzae, fungo causador da brusone. O estudo indica ausência de correlação entre níveis do metabólito e severidade da doença. A aplicação externa de pyriculol ou de seu isômero pyriculariol reduziu a expansão de lesões em 30 por cento.
A brusone afeta lavouras de arroz em mais de 85 países. A doença também atinge outros cereais. O avanço ocorre de forma rápida. Em poucos dias, áreas extensas de folhas mortas podem surgir e a produção de grãos cai.
O trabalho avaliou linhagens transgênicas do fungo com alterações na biossíntese de pyriculol. Os ensaios de patogenicidade envolveram diferentes genótipos de arroz. Os resultados não apontaram o pyriculol como fator de virulência de Magnaporthe oryzae.
Segundo o estudo, o pyriculol imita parte da ação do ácido salicílico, composto associado à defesa vegetal. O metabólito suprimiu genes iniciais da biossíntese de jasmonato, como OsAOS1, OsAOS2 e OsAOC. Também afetou transcritos JAZ responsivos a ferimentos.
A molécula preservou a expressão de OsJAR1. Esse efeito permitiu a conversão sistêmica de jasmonato de metila em JA-Ile. Com isso, o pyriculol modulou a interação entre ácido salicílico e jasmonato. O processo favoreceu a preparação da defesa associada ao ácido salicílico e manteve a sinalização sistêmica por jasmonato.
As análises histológicas indicaram morte celular induzida por pyriculol no tecido do hospedeiro. Essa resposta restringiu o avanço de hifas do fungo. O efeito atuou em conjunto com a biossíntese de fitoalexinas acionada pelo patógeno.
Outras informações em doi.org/10.1093/jxb/erag061
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