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A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) aprovou recentemente, junto à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), o projeto Café+SC, com o objetivo de gerar informações técnicas para a produção de café especial no estado, com foco na sustentabilidade ambiental, econômica e social. A iniciativa aposta no cultivo em sistema sombreado como alternativa de diversificação e geração de renda para a agricultura familiar.
A proposta integra pesquisa e extensão rural e inclui a análise de risco climático para o cultivo de café, além do estudo de aspectos ecofisiológicos de variedades de Coffea arabica em sistemas agroflorestais. O projeto é coordenado pela pesquisadora da Epagri/Ciram, Valeria Pohlmann, e conta com financiamento da Fapesc.
Na fase atual, equipes realizam a coleta de dados em propriedades rurais nas principais regiões produtoras catarinenses, como Litoral Sul, Grande Florianópolis, Litoral Norte, Vale do Itajaí e Vale do Rio Uruguai. São avaliados o desenvolvimento das plantas e a produtividade, com dados obtidos diretamente no campo.
As informações coletadas serão integradas a dados de clima e solo disponíveis em bases científicas e no banco da Epagri/Ciram, permitindo aprimorar a análise de risco climático da cultura. Segundo a pesquisadora, essa etapa é fundamental para validar as áreas mapeadas e aumentar a precisão das recomendações para o planejamento agrícola.
O projeto também conta com o apoio de extensionistas da Epagri, que atuam na articulação com os produtores e no acompanhamento das áreas de estudo, fortalecendo a conexão entre pesquisa e campo.
Uma segunda frente da pesquisa será conduzida no Centro de Treinamento da Epagri em Tubarão (Cetuba), onde serão comparados cultivos de café em sistema agroflorestal e a pleno sol. A partir de agosto, serão avaliadas cinco variedades: Arara, Siriema, Mundo Novo IAC 376-4, IPR Alvorada e IPR Pérola.
O experimento incluirá medições manuais e por sensoriamento remoto, além da instalação de sensores para monitoramento de radiação fotossinteticamente ativa, temperatura e umidade do ar e do solo. Os dados serão cruzados com variáveis meteorológicas e modelos matemáticos.
A expectativa é compreender como o sombreamento influencia o desempenho das variedades e sua adaptação às condições locais. Os resultados devem subsidiar a elaboração de mapas de aptidão para o cultivo de café sombreado em Santa Catarina, além de orientar protocolos técnicos de manejo e monitoramento.
O projeto Café+SC é executado por pesquisadores da Epagri/Ciram, incluindo Elisângela Benedet da Silva, Cristina Pandolfo, Fabio Martinho Zambonim, Gabriel Berenhauser Leite, Guilherme Ari Ferreira de Oliveira e Luiz Fernando de Novaes Vianna.
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