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Produtores rurais australianos demonstraram interesse em biopesticidas baseados em interferência de RNA (RNAi), mas condicionaram a adoção à comprovação de eficácia, segurança ambiental, aprovação regulatória e viabilidade econômica. O estudo também identificou baixa familiaridade com a tecnologia e destacou a importância de fontes confiáveis e processos transparentes de validação.
A pesquisa ouviu 17 produtores, representantes de entidades setoriais e consultores ligados à viticultura, grãos, frutas, algodão e hortaliças. Os participantes atuavam em quatro estados australianos. O trabalho teve caráter qualitativo e avaliou percepções iniciais, sem prever taxas futuras de adoção (doi 10.1002/ps.71239).
Os biopesticidas de RNAi usam RNA de dupla fita para silenciar genes essenciais em organismos-alvo. A tecnologia difere da modificação genética e pode integrar programas de manejo integrado de pragas. A especificidade ao alvo apareceu como principal benefício percebido. Os entrevistados também citaram potencial para manejo da resistência, biodegradabilidade e integração aos sistemas produtivos.
As principais preocupações envolveram desempenho no campo, efeitos sobre organismos não alvo e saúde humana, custo de aplicação, compatibilidade com práticas atuais e exigências regulatórias. Parte dos entrevistados confundiu RNAi com organismos geneticamente modificados ou vacinas de RNA mensageiro.
Os participantes valorizaram ensaios de campo independentes, dados técnicos, recomendações de uso e comunicação presencial. Também atribuíram confiança a agrônomos independentes, universidades, órgãos públicos, entidades setoriais, fabricantes e revendas. Segundo os pesquisadores, a adoção dependerá de validação transparente, preço competitivo e comunicação baseada em evidências.
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