Crédito rural movimenta R$ 433 bi na agricultura empresarial
Entre julho de 2025 e maio de 2026, CPR cresce 8% e passa a responder por 42,8% do total concedido
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (11/6), destaca que o plantio da cevada já atingiu 44% da área estimada. O resultado ocorre pelo clima favorável e à umidade ideal do solo.
O avanço consolida a projeção de uma área recorde de 126 mil hectares para 2026, extensão 21% superior aos 104 mil hectares colhidos em 2025. Com isso, a estimativa de produção segue acima de 550 mil toneladas, segundo os dados apontaram em maio. Porém, ainda há um desafio para os próximos meses por causa do fenômeno El Niño. O risco de uma alta incidência de chuvas na primavera pode afetar a qualidade dos grãos na colheita.
O Paraná é o principal produtor do país. O Rio Grande do Sul é o segundo principal, mas com cerca de 100,4 mil toneladas. O Brasil deve produzir 678,7 mil toneladas, de acordo com estimativas do IBGE, um aumento de 7,2% em relação ao volume produzido em 2025.
"O plantio de cevada evoluiu bem nessa semana em função de que nós tivemos um tempo mais seco, diferente de maio, quando tivemos muitas chuvas. O lado positivo é que essas chuvas de maio também foram importantes para o plantio, visto que elas disponibilizaram umidade no solo para que os trabalhos acontecessem de forma plena", afirma Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral.
Para as culturas de grãos, a segunda safra de milho 2025/26 avança e fortalece a expectativa de uma boa produção. De acordo com o último levantamento do Deral, a estimativa para a safra é de 17,5 milhões de toneladas. A colheita ainda ocorre de forma isolada e pontual, tendo iniciado recentemente na região Oeste, principal produtora em volume do estado. Até o momento, foram colhidos cerca de 14 mil hectares, representando menos de 1% da área total cultivada.
“Dos 2,9 milhões de hectares plantados, 24% já se encontram na fase final de desenvolvimento e apresentam risco praticamente nulo de geadas, enquanto os 76% restantes ainda demandam atenção às variações térmicas”, explica o analista do Deral, Edmar Gervasio.
O brócolis reafirma sua sensibilidade às condições de clima e mercado. O polo produtor da região de Curitiba, que responde por 75,6% das colheitas paranaenses, registrou um aumento sazonal da oferta, promovendo um recuo expressivo nos preços praticados no atacado neste início de junho. Dados do boletim mostram que, na segunda semana do mês, o preço mais comum praticado no entreposto de Curitiba fixou-se em R$ 8,33/kg, valor 28,6% abaixo do registrado no mesmo período do mês anterior.
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