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As lavouras de inverno seguem com bom estabelecimento e desenvolvimento no Paraná, favorecidas pela umidade do solo e pelas temperaturas típicas da estação. No entanto, a ocorrência de geadas em algumas regiões e o excesso de umidade elevam o risco de doenças e podem provocar perdas pontuais, principalmente no trigo. As informações constam no boletim de Condições de Tempo e Cultivo, referente ao período de 23 a 29 de junho, divulgado nesta terça-feira (30/6) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
A cevada apresenta bom desenvolvimento, com parte das áreas já em fases reprodutivas. Embora a umidade favoreça o crescimento das plantas, também aumenta o potencial de ocorrência de doenças, exigindo monitoramento constante e manejo fitossanitário.
No trigo, o plantio está próximo da conclusão em diversas regiões e as lavouras evoluem desde o estágio vegetativo até a floração. Segundo o Deral, o excesso de umidade e as geadas registradas em algumas localidades podem causar impactos em áreas mais sensíveis, além de favorecer doenças.
As lavouras de aveia branca e preta também apresentam bom desenvolvimento vegetativo, beneficiadas pela umidade do solo. Em algumas regiões, os cultivos já avançam para fases mais sensíveis, o que demanda atenção ao manejo sanitário.
Entre as culturas de verão, o milho segunda safra apresenta predominância de áreas em frutificação e maturação. A colheita avança lentamente devido à elevada umidade dos grãos e às chuvas, enquanto persistem preocupações com possíveis reflexos de geadas e da estiagem anterior sobre produtividade e qualidade, embora os danos sejam considerados limitados na maior parte das áreas.
A colheita do arroz irrigado foi concluída em diversas regiões, dando lugar ao preparo do solo para a próxima safra. Já no café, a colheita segue em ritmo irregular devido ao excesso de umidade e à baixa luminosidade, fatores que dificultam a secagem dos grãos e podem comprometer a qualidade, apesar de a produtividade permanecer dentro ou acima das expectativas em parte das áreas.
A colheita da cana-de-açúcar prossegue com interrupções causadas pelas chuvas, sendo retomada nos períodos de tempo firme. No feijão de segunda safra, a colheita está na fase final, mas excesso de umidade e geadas reduziram a produtividade e a qualidade em algumas regiões.
Nas hortaliças, o excesso de umidade e as geadas provocaram danos expressivos, especialmente em folhosas e leguminosas, além de atrasar novos plantios. Já a batata de segunda safra apresenta desempenho variável entre as regiões, com áreas afetadas por estiagem, geadas e chuvas, enquanto outras mantêm boa sanidade e potencial produtivo.
A colheita da mandioca ocorre de forma intermitente, condicionada pelas chuvas, e segue acompanhada do preparo de áreas para novos plantios, embora haja expectativa de redução da área cultivada em razão das condições de mercado.
As pastagens permanecem em boas condições, sustentadas pela umidade do solo, apesar da redução gradual da oferta de forragem típica do inverno.
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