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A estiagem persistente e as sucessivas ondas de calor têm imposto desafios às lavouras de feijão e milho segunda safra no Paraná. De acordo com o boletim semanal do Departamento de Economia Rural, ao menos 16 municípios já decretaram situação de emergência, com impactos diretos sobre o potencial produtivo.
Segundo o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho, a segunda safra de feijão, considerada a principal do estado, registrou redução significativa de área. Neste ciclo, o plantio foi estimado em 239 mil hectares, conforme a Previsão de Safra Subjetiva, volume 31% inferior ao da mesma safra em 2025.
Diante desse cenário, a produção deve recuar ao menos 20%, com possibilidade de perdas mais acentuadas. As condições das lavouras também pioraram nas últimas semanas: atualmente, 72% das áreas são classificadas como boas, ante 76% há duas semanas. Já as áreas em condição ruim subiram de 6% para 8%, enquanto as medianas passaram de 18% para 20%.
As regiões mais afetadas pela seca incluem os núcleos de Pato Branco, Laranjeiras do Sul e Francisco Beltrão, que concentram mais da metade da produção estadual no período. Apesar de chuvas recentes terem amenizado temporariamente o estresse hídrico, a produtividade média estimada em 30 sacas por hectare dificilmente será alcançada.
A irregularidade das chuvas também compromete o desempenho das lavouras de milho segunda safra 2025/26. De acordo com o analista do Deral, Edmar Wardensk Gervasio, houve nova piora nas condições na última semana.
A parcela de áreas em boas condições recuou de 91% para 85% dos 2,8 milhões de hectares cultivados no estado. Nos municípios que decretaram emergência — responsáveis por cerca de 208 mil hectares plantados em 2024 — a área deve permanecer semelhante neste ciclo, mas sob maior risco produtivo.
Apesar do cenário adverso, ainda é cedo para estimativas consolidadas de produção. Técnicos avaliam que uma eventual regularização das chuvas nas próximas semanas pode favorecer a recuperação parcial das lavouras.
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