Inmet: previsão do tempo para terça (18) e quarta-feira (19)
Temperaturas de 40ºC e baixa umidade dominam áreas das cinco regiões do país; instabilidades ocorrerão no RS
A colheita do milho de segunda safra avançou no Paraná e se aproxima da conclusão. As chuvas registradas na última semana interromperam ou limitaram os trabalhos em parte do Estado, enquanto a redução da umidade permitiu a retomada das atividades em algumas regiões. As informações constam no boletim de Condições de Tempo e Cultivo, referente ao período de 11 a 17 de agosto de 2026, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Segundo o Deral, os problemas relacionados à qualidade dos grãos persistem no campo. A elevada umidade favoreceu a ocorrência de grãos avariados e de germinação nas espigas. Em áreas de maior declividade, o excesso de umidade também dificultou o acesso e a operação das máquinas.
As produtividades apresentam comportamento variável. Enquanto algumas lavouras registram resultados dentro das estimativas, outras apresentam redução de rendimento e qualidade.
Para a safra de verão, os produtores já iniciaram o preparo do solo e a dessecação das plantas de cobertura. A semeadura está prevista para o fim de agosto e o início de setembro. A expectativa é de leve redução da área plantada, influenciada também pela elevação dos custos dos fertilizantes, especialmente da ureia.
O trigo apresenta desenvolvimento predominantemente favorável, com lavouras distribuídas entre as fases reprodutiva, de frutificação e de maturação. Em algumas áreas, a colheita já começou.
Em diversas regiões, os produtores intensificam o manejo fitossanitário, com aplicações preventivas e tratamentos com fungicidas. Foram observadas ocorrências de doenças, com destaque para o oídio e a giberela, cuja incidência pode aumentar em condições de elevada umidade.
Nas áreas semeadas mais cedo, a colheita deve começar nas próximas semanas. As perspectivas de produção e qualidade permanecem positivas em parte do Estado.
As lavouras de cevada seguem predominantemente sob manejo fitossanitário, com aplicações de defensivos. Em locais afetados pelo excesso de chuva, foram observados amarelecimento das folhas, especialmente em bordaduras e baixadas. O problema é agravado por condições de drenagem deficiente e compactação do solo, que podem favorecer a ocorrência de doenças e comprometer a produtividade.
As lavouras de aveia branca e preta avançam gradualmente para a maturação em algumas regiões. Em parte do Estado, o excesso de precipitação e o encharcamento do solo prejudicam o desenvolvimento das plantas e limitam as atividades de campo.
Os produtores de arroz irrigado pré-germinado dão continuidade ao preparo do solo e à implantação das lavouras em áreas de várzea.
A colheita do café está em fase final em diversas regiões e avança com a melhora das condições climáticas. A previsão de um período mais seco deve favorecer a continuidade dos trabalhos e a secagem dos grãos em terreiro. A produção colhida segue para comercialização.
A cana-de-açúcar segue com tratos culturais e avanço da colheita em diversas regiões, favorecidos pela redução das precipitações. Em algumas áreas, o plantio se aproxima da conclusão. Também continuam os tratamentos com defensivos para o controle e a proteção das lavouras contra pragas e doenças.
A colheita da mandioca segue em ritmo normal e dentro do previsto, enquanto os produtores realizam o plantio das áreas destinadas à próxima safra. As condições de mercado permanecem desfavoráveis, com preços baixos da raiz. Em algumas regiões, observa-se redução da área cultivada, associada também ao elevado endividamento dos produtores e à dificuldade de acesso a novos financiamentos.
A colheita e a comercialização de frutas, como laranja, uva, morango e goiaba, seguem em andamento. Em algumas localidades, chuvas, ventos e granizo interromperam temporariamente os trabalhos, retomados após a melhora das condições climáticas.
As hortaliças também foram afetadas pelos eventos climáticos da última semana, que interromperam temporariamente a colheita em algumas regiões. Em locais com excesso de umidade, o encharcamento do solo mantém paralisadas as operações de colheita de culturas de final de ciclo que dependem do revolvimento do solo, como batata, inhame e mandioquinha-salsa.
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