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As condições climáticas marcaram o andamento das atividades agrícolas no Paraná entre os dias 25 e 31 de agosto, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Enquanto as chuvas dificultaram operações e favoreceram a ocorrência de doenças em lavouras de trigo, a colheita do milho de 2ª safra avançou para a fase final em grande parte do estado.
No trigo, as lavouras apresentam estágios variados, desde floração e enchimento de grãos até maturação e início da colheita. Os períodos prolongados de chuva dificultaram a realização de tratamentos fitossanitários e favoreceram a ocorrência de manchas foliares, giberela e brusone.
Em algumas regiões, geadas, baixa luminosidade e doenças nas espigas reduziram as expectativas de produtividade. Por outro lado, há áreas com bom desenvolvimento e perspectivas favoráveis. A colheita já começou em diversas localidades e deve ganhar ritmo com a melhora das condições climáticas. As áreas liberadas também começam a ser preparadas para o cultivo das culturas de verão.
Entre os demais cereais de inverno, a cevada segue em fase de tratos culturais, com áreas mais precoces avançando para o período reprodutivo. A aveia-branca e a aveia-preta também já começaram a ser colhidas em algumas localidades, enquanto outras áreas permanecem em maturação.
A colheita do milho de 2ª safra avançou significativamente durante a semana e se aproxima do fim em grande parte do Paraná. As chuvas, porém, interromperam temporariamente as operações em algumas localidades e elevaram a umidade dos grãos que ainda permanecem no campo.
O clima também prejudicou a qualidade do produto em parte das áreas colhidas mais recentemente. Apesar disso, as produtividades ficaram dentro ou próximas das expectativas em diversas regiões.
Ao mesmo tempo, começou o plantio do milho de verão. As operações avançam em ritmo mais acelerado nas áreas com condições favoráveis, embora parte dos produtores ainda adote cautela diante das perspectivas climáticas e dos custos dos insumos.
Com o encerramento do vazio sanitário, os produtores intensificam a preparação para a semeadura da soja. Nas áreas onde a colheita do milho de 2ª safra já foi concluída, avançam o preparo do solo, o manejo da palhada e outras operações de implantação.
O início da semeadura, contudo, depende da ocorrência de condições adequadas de umidade no solo.
O plantio do feijão das águas também está em fase inicial e deve avançar nos próximos dias, acompanhando o calendário das culturas de verão. No tomate, o cultivo da safra normal, em estufas, já começou.
A colheita do café está em fase final em diversas regiões e já foi concluída em parte do estado. Em alguns municípios, a produção ficou dentro das expectativas. Após a retirada dos frutos, os cafezais recebem tratos culturais para as próximas safras, enquanto algumas lavouras já apresentam nova floração.
O Deral também destaca o desempenho de áreas irrigadas, que registraram produtividade superior à média.
Na cana-de-açúcar, a colheita avançou durante a semana, acompanhada por tratos culturais e replantio em áreas próximas às usinas sucroalcooleiras.
A mandioca segue com a colheita dentro do cronograma. Lavouras de ciclos mais avançados entram na fase de finalização, enquanto áreas de primeiro ciclo começam a ser colhidas. Em algumas regiões, as chuvas interromperam temporariamente as operações.
O preparo do solo e o plantio da batata de 1ª safra seguem avançando com mecanização e uso de áreas arrendadas. Já a batata de 2ª safra apresenta boas condições e está em fases de maturação e colheita.
No tabaco, o transplantio das mudas produzidas inicialmente em ambientes protegidos avançou para as áreas definitivas. Os produtores realizam o preparo e o enleiramento dos terrenos e aguardam condições adequadas de umidade.
Segundo o Deral, há antecipação do plantio em relação à safra anterior e leve expansão da área cultivada, com reflexos sobre os custos de arrendamento.
A colheita da laranja segue dentro do cronograma, mas a remuneração permanece como um ponto de atenção. Os baixos preços recebidos pelos produtores têm levado a uma comercialização abaixo do custo de produção em parte da região.
Nas pastagens, por outro lado, o cenário é favorável. A disponibilidade de massa verde permanece elevada em diversas regiões, contribuindo para a alimentação e o manejo dos rebanhos de corte, leite e animais de pequeno porte.
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