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O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado (Seab), divulgou nesta quinta-feira (2/7) o Informativo Conjuntural, destacando o comportamento do mercado do café na última semana. De acordo com os dados, os preços seguem pressionados pelo avanço da colheita, movimento que já começa a se refletir no valor pago pelo consumidor.
Segundo o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho, a média recebida pelo cafeicultor na última semana foi de R$ 1.341,59 por saca de 60 kg de café beneficiado. O valor representa uma queda de 35% em relação à média registrada em junho de 2025.
“O principal vetor dessa queda é a colheita de uma safra volumosa no Brasil, liderada por Minas Gerais, e com uma contribuição paranaense de cerca de 710 mil das 66,7 milhões de sacas que deverão ser colhidas no país neste ano. Como junho e julho marcam o pico da atividade no campo, a entrada dessa safra histórica continua exercendo forte pressão sobre o mercado”, afirma.
No varejo paranaense, o pacote de 500 g de café torrado e moído custou, em média, R$ 25,55 em junho — queda de 6% em relação a maio (R$ 27,13) e de 18% na comparação com junho de 2025 (R$ 31,14). Esse recuo de mais de R$ 5,00 reflete a comercialização dos grãos colhidos desde abril a preços mais baixos.
“Como o café colhido hoje leva cerca de um mês para chegar às prateleiras, a tendência é que a retração dos preços nos supermercados se mantenha no curto prazo”, conclui o coordenador.
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