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Pesquisadores identificaram a polifilina H, extraída de Paris qiliangiana, como um novo composto antifúngico contra Sclerotinia sclerotiorum, agente causador do mofo-branco. A saponina esteroidal apresentou concentração efetiva mediana de 4,11 miligramas por litro e protegeu totalmente folhas tratadas com 200 miligramas por litro (DOI 10.1002/ps.71123).
O composto atua sobre a enzima esterol 14-alfa-desmetilase do citocromo P450, conhecida como CYP51. A inibição reduz a síntese de ergosterol e compromete a integridade da membrana celular do fungo.
Os pesquisadores confirmaram o mecanismo por análises transcriptômicas, imunofluorescência da CYP51, ensaios de atividade enzimática, microscopia eletrônica de varredura e modelagem molecular.
A polifilina H possui estrutura baseada em um glicosídeo de pennogenina. Esse esqueleto químico não aparece nos inibidores comerciais da CYP51. O modo de ligação à enzima também difere dos fungicidas inibidores da desmetilação, conhecidos como DMI, produzidos com estruturas de triazol ou imidazol.
Essa diferença amplia o interesse pelo composto como modelo para novos fungicidas destinados ao manejo de populações resistentes aos DMI.
Testes de toxicidade oral aguda em camundongos não registraram efeitos adversos observáveis após dose única de 500 miligramas por quilograma. Os resultados indicam potencial para o desenvolvimento de moléculas antifúngicas baseadas em produtos naturais.
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