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O plantio do trigo safrinha no Cerrado do Brasil Central entrou na janela recomendada no início de março. A safra 2026 pede atenção ao clima, ao manejo do solo e da lavoura, além da escolha da cultivar, segundo orientações da Embrapa. Na região, o cereal entra logo após a colheita da soja, sem irrigação, com uso da umidade do fim da estação chuvosa.
Mesmo com previsão de redução de área de trigo no país, produtores do Cerrado mantêm otimismo. Em 2025, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal somaram cerca de 290 mil hectares, com mais de 80% da área em sistema de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano varia de 80 mil a 90 mil hectares. A tendência na região aponta manutenção ou leve aumento da área.
A Embrapa destaca vantagens agronômicas e econômicas. O trigo amplia a rotação de culturas, ajuda na quebra do ciclo de pragas e doenças, cobre áreas que ficariam em pousio e ainda contribui para o manejo de plantas daninhas resistentes ao glifosato. No Cerrado, a colheita ocorre entre junho e julho, em período seco, o que favorece a qualidade dos grãos. Os rendimentos têm variado de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuva dentro da média.
A recomendação vale para áreas com altitude igual ou superior a 800 metros. Antes do plantio, o produtor precisa checar o zoneamento climático, analisar o solo e corrigir acidez e alumínio em profundidade. O sistema plantio direto também ajuda a conservar água e reduzir efeitos dos veranicos.
A semeadura deve avançar do começo até o fim de março, conforme o regime de chuvas. No início da janela, a orientação recai sobre cultivares mais tolerantes a doenças, como brusone e manchas foliares. Após 15 de março, ganham espaço materiais mais tolerantes à seca. Entre as opções da Embrapa, a BRS Savana entra para plantio na primeira quinzena de março, com potencial de 80 sacas por hectare. A BRS 404 se ajusta melhor ao fim da janela, após 20 de março, e pode alcançar 60 sacas por hectare no Planalto Central.
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