Petrobras retoma projetos para produção de fertilizantes

Meta é ampliar participação nacional no mercado de nitrogenados e suprir 35% da demanda

15.05.2026 | 14:20 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Pedro Rafael Vilela

A Petrobras prevê atender cerca de 35% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados com a retomada de projetos de fabricação própria do insumo, considerado estratégico para o agronegócio brasileiro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (14/5), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen), em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

A unidade voltou a operar em janeiro de 2026, após permanecer aproximadamente seis anos hibernada. Com investimento de R$ 100 milhões, a planta possui capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.

Durante a visita, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia ampliará sua participação no mercado nacional com a retomada de outras unidades industriais. Além da Fafen Bahia, estão em processo de reativação a Fafen de Laranjeiras (SE) e a Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná. Já a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), segue em construção, com previsão de início das operações em 2029.

“Com a fábrica de Mato Grosso do Sul, com a fábrica do Paraná, com a fábrica de Sergipe e com a fábrica da Bahia, nós vamos produzir 35% dos fertilizantes nitrogenados que o Brasil precisa”, destacou Chambriard.

Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, são amplamente utilizados na produção agrícola. Atualmente, o Brasil importa entre 85% e 90% dos fertilizantes consumidos no país, cenário considerado uma das principais vulnerabilidades do setor agropecuário nacional.

Durante discurso, Lula defendeu a retomada da produção nacional de insumos estratégicos e criticou a dependência externa. Segundo ele, o fortalecimento da indústria nacional contribui para geração de empregos, desenvolvimento tecnológico e maior competitividade do país.

A retomada da Fafen Bahia também deve impactar a economia regional, com geração estimada de 900 empregos diretos e outros 2,7 mil indiretos.

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