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Pesquisadores identificaram uma via de sinalização por pequenos peptídeos capaz de proteger o desenvolvimento do pólen sob frio. O mecanismo envolve os peptídeos SlRGF9 e SlRGF10 em tomateiro. A ativação moderada dessa via recuperou de 33,9% a 52,2% das perdas de produtividade causadas por frio em ensaios de campo com tomate.
A pesquisa aponta os peptídeos da família RGF–GLV–CLEL como sinais induzidos pelo frio durante o desenvolvimento do pólen. Em condições normais, plantas com perda de função de SlRGF9 e SlRGF10 não apresentaram defeitos. Após estresse por frio, elas registraram aborto de pólen.
A via depende da percepção dos peptídeos por complexos receptores na superfície celular. As quinases SlRGFR6 e proteínas SlSERK reconhecem os SlRGFs induzidos pelo frio. Esse complexo ativa canais iônicos dependentes de nucleotídeos cíclicos. O processo promove influxo de cálcio.
O sinal de cálcio atua no tapete da antera. Ele regula a morte celular programada dessa camada. Com isso, o tapete se degrada no momento adequado e sustenta o desenvolvimento dos micrósporos. O frio atrasa esse processo e favorece o aborto de pólen.
Segundo os pesquisadores, o gene RGF codifica um peptídeo de 13 aminoácidos. Ele permanece silencioso em temperaturas normais. Sob frio repentino, ativa-se nas células do tapete da antera durante o estágio de tétrade. Essa resposta localizada reduz gasto energético fora de períodos de estresse.
A via também aparece conservada em dicotiledôneas e monocotiledôneas. Em arroz, a elevação da expressão de homólogos de RGF aumentou a resiliência do pólen ao frio e recuperou 18,3% da perda de produtividade de grãos.
Os pesquisadores agora expandem a estratégia para soja e milho.
Outras informações em doi.org/10.1038/s41586-026-10603-7
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