Ouro em nanoescala reduz antracnose

Estudo aponta ação antifúngica das nanopartículas do metal e avanço resposta imune da planta

01.04.2026 | 03:08 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: Matheus Bertelli
Foto: Matheus Bertelli

Nanopartículas de ouro avançaram no controle da antracnose em pimenta e ampliaram mecanismos de defesa da planta, segundo estudo com Colletotrichum gloeosporioides. A dose de 75 mg/L inibiu em 61% o crescimento micelial do fungo e reduziu a germinação de esporos para 25%.

O tratamento também elevou a permeabilidade de membrana do patógeno. Nos testes com frutos destacados, a incidência da doença caiu para 21%. Nos frutos fixados à planta, o índice recuou para 17%.

Além do efeito direto sobre o fungo, as nanopartículas de ouro favoreceram a fisiologia da cultura. O estudo registrou aumento nos teores de fenóis totais, clorofila, aminoácidos livres e glicina betaína.

Os autores também observaram ganho na absorção e na translocação de nutrientes. Houve elevação nas concentrações de fósforo, nitrogênio, zinco e potássio em raízes, folhas e frutos. O resultado pode ter ligação com modulação da fisiologia radicular.

Na resposta molecular, as nanopartículas de ouro ativaram genes ligados à defesa e fatores de transcrição. Esse movimento ampliou a resiliência da planta durante a infecção.

O trabalho destaca uma dupla função para as Au-NPs. A tecnologia reúne ação antifúngica e reforço em crescimento, nutrição e imunidade. Segundo os autores, o desempenho posiciona o material como alternativa superior e mais sustentável frente às abordagens tradicionais com nanopartículas de prata no manejo de doenças.

Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70768

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