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Oscilações de temperatura durante a fase de ovo de Tuta absoluta (Phthorimaea absoluta) reduziram a sobrevivência larval, a fecundidade das fêmeas e o crescimento populacional da praga.
O experimento avaliou 707 ovos sob seis regimes térmicos, com médias de 22 e 25 graus Celsius e diferentes amplitudes diárias. Após a eclosão, as larvas permaneceram sob a temperatura média constante de cada tratamento. O método permitiu medir efeitos da exposição inicial nas fases seguintes.
Com média de 22 graus Celsius, a amplitude de 12 graus Celsius reduziu a taxa líquida de reprodução de 16,17 para 2,68 descendentes por indivíduo, em comparação ao regime constante. Sob média de 25 graus Celsius, a amplitude de 10 graus Celsius reduziu o indicador de 25,41 para 11,39, queda de 55,2%.
A fecundidade também diminuiu. A 22 graus Celsius, caiu de 84,68 para 54,75 ovos por fêmea entre os tratamentos constante e de maior amplitude. A 25 graus Celsius, recuou de 129,43 para 72,13 ovos. A longevidade das fêmeas caiu nos dois cenários. A dos machos não apresentou diferença significativa.
O desenvolvimento dos ovos variou conforme a temperatura média. A 22 graus Celsius, a maior oscilação acelerou o desenvolvimento sem reduzir significativamente a sobrevivência dos ovos. A 25 graus Celsius, a oscilação moderada proporcionou o desenvolvimento mais rápido.
Os resultados apontam limitações de modelos de previsão baseados apenas na temperatura média. Os pesquisadores propõem incorporar a amplitude térmica diária e as condições da fase de ovo às estimativas de risco da praga. A resposta observada em laboratório ainda exige validação em campo (doi 10.3390/insects17101034).
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