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Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia desenvolveram um método capaz de detectar células vivas de Pseudomonas syringae, bactéria associada a doenças em diversas culturas, hortaliças e plantas ornamentais lenhosas. O ensaio, chamado ELCA, apresentou limite de detecção de 100 unidades formadoras de colônia por mililitro e diferenciou células vivas de populações mortas e de cepas não alvo.
O ELCA dispensa anticorpos. O método explora a interação entre a chaperona ShcA e o efetor HopA1, proteínas ligadas ao sistema de secreção tipo III. Células vivas produzem HopA1. A ligação entre as proteínas aciona uma reação colorimétrica. A solução passa de incolor para amarela na presença do alvo.
A proposta busca contornar uma limitação de testes baseados em DNA ou epítopos. Esses componentes podem permanecer após a morte bacteriana e gerar resultados positivos sem indicar inóculo viável. Nos experimentos, o sinal de células vivas da cepa DC3000 superou o de células inativadas por radiação ultravioleta em parte das concentrações avaliadas.
O estudo apresenta o ELCA como prova de conceito. Os pesquisadores apontam a necessidade de reduzir sinais de fundo e otimizar concentrações de reagentes. A abordagem também pode servir de base para testes contra outros patógenos com sistemas semelhantes de chaperona e efetor (doi 10.1016/j.mimet.2026.107681).
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