FMC pede registro do herbicida rimisoxafen no Brasil
Ingrediente ativo atua nos Grupos 12 e 32 e mira plantas daninhas resistentes em soja e milho
A semeadura da soja 2026/27 alcançou 3,87% da área prevista em Mato Grosso. O avanço somou 2,73 pontos percentuais na última semana. O ritmo permanece 2,10 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra 2025/26. No milho, o aumento da oferta dos principais exportadores amplia a concorrência para o produto brasileiro no mercado internacional. Os dados constam nos boletins semanais do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O atraso na soja ocorre em todas as regiões mato-grossenses. Segundo o Imea, produtores adotam maior cautela diante do risco associado à semeadura com baixa umidade no solo. As previsões indicam instabilidade e possibilidade de períodos sem chuva, em cenário associado ao El Niño. O Oeste apresentou o maior avanço. A região atingiu 7,56% da área prevista, favorecida pelos maiores volumes de precipitação registrados no período.
O ritmo estadual se aproxima do observado em 2023/24, safra também marcada pelo El Niño. O percentual atual ficou 0,32 ponto percentual abaixo do nível registrado naquele ciclo. Para a próxima semana, a previsão de baixos volumes de chuva pode limitar os trabalhos. O Imea aponta possibilidade de retomada mais consistente na semana posterior, condicionada ao retorno das precipitações.
O mercado físico da soja registrou valorização em Mato Grosso. O indicador Imea alcançou média de 139,49 reais por saca, alta semanal de 1,69%. O instituto atribui o movimento à demanda por esmagamento e à menor oferta disponível durante a entressafra. O óleo de soja avançou 1,14% na semana, para 6.357,64 reais por tonelada. A demanda do setor de biodiesel sustentou o produto.
Nos Estados Unidos, a colheita da soja chegou a 17% da área até 27 de setembro. No mesmo período de 2025, o índice alcançava 18%. Chuvas nas principais regiões produtoras limitaram os trabalhos. As condições das lavouras ainda indicavam potencial produtivo: 58% das áreas receberam classificação boa ou excelente. Além disso, 75% das lavouras estavam em queda das folhas, estágio associado ao avanço da maturação e à ampliação da área apta para colheita.
Para o milho brasileiro, o cenário externo ganhou maior peso na formação das condições de comercialização. A Companhia Nacional de Abastecimento projeta exportações brasileiras de 43,92 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume representa alta de 5,49% sobre a temporada anterior. Apesar da projeção, os embarques entre julho e agosto de 2026 somaram 6,59 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O resultado ficou 28,93% abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano anterior.
Entre julho e agosto, o prêmio médio em Santos caiu 9,66%. O Imea relaciona o recuo à menor sustentação da demanda externa. Ao mesmo tempo, a demanda doméstica ampliou a disputa pelo cereal no mercado brasileiro.
A concorrência internacional também cresceu. Os Estados Unidos projetam exportações de 87 milhões de toneladas, avanço de 21,03%. A oferta ampla e as vendas para mercados das Américas e da Ásia sustentam esse volume. A Argentina pode exportar 45 milhões de toneladas, alta de 30,43%. O país amplia a oferta e disputa mercados com o Brasil na África e na Ásia. A Ucrânia tem projeção de 22,40 milhões de toneladas, crescimento de 9,27%, com foco na Europa e no Mediterrâneo, apesar das restrições logísticas.
Nos Estados Unidos, a colheita de milho atingiu 18% dos 35,82 milhões de hectares estimados até 27 de setembro. O avanço semanal chegou a 5 pontos percentuais. O índice ficou 1 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra 2025/26. A maturação das lavouras e o clima seco favoreceram a redução da umidade dos grãos e os trabalhos de campo.
As condições das lavouras norte-americanas permaneceram estáveis na semana, com 57% das áreas classificadas como boas ou excelentes. O percentual ficou 9 pontos percentuais abaixo do registrado um ano antes. A produção dos Estados Unidos tem estimativa de 401,33 milhões de toneladas. O volume representa queda de 7,17% frente ao recorde de 2025/26, devido à menor área semeada e à perspectiva de produtividade inferior. Mesmo com a retração, a projeção corresponde à segunda maior produção da série histórica.
No mercado mato-grossense, o indicador Imea para o milho registrou média de 49,07 reais por saca, alta semanal de 1,14%. Na B3, o contrato corrente teve média de 76,01 reais por saca, avanço de 1,41%. Em Chicago, o milho registrou média semanal de 5,33 dólares por bushel, alta de 0,12%, movimento associado às preocupações com a oferta norte-americana.
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