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A safra 2025/26 de soja em Mato Grosso atingiu produção recorde de 51,56 milhões de toneladas. O volume cresceu 1,30% frente ao ciclo anterior. A expansão da área sustentou o resultado, mesmo com leve recuo na produtividade. Os dados são do Imea.
A área plantada somou 13,01 milhões de hectares. O incremento alcançou 1,71% ante 2024/25. O avanço desacelerou diante de margens mais estreitas e juros elevados. O crédito limitado reduziu investimentos. A produtividade consolidou em 66,03 sacas por hectare. O indicador subiu ante a estimativa anterior. O número ficou abaixo do ciclo passado. Ainda assim, marcou a segunda maior da série histórica.
O clima trouxe impactos distintos. A estiagem atingiu o início da semeadura. Chuvas intensas afetaram a colheita no Norte. O enchimento de grãos ocorreu sob condições favoráveis. Esse cenário sustentou o rendimento em grande parte das regiões. Oeste e Norte apresentaram destaque.
A colheita alcançou 99,99% da área. Restaram áreas pontuais no Sudeste e Centro-Sul. O avanço semanal ficou em 0,25 ponto percentual.
No Valor Bruto de Produção, a soja manteve liderança. A cultura respondeu por 44,51% do total estadual. O montante chegou a R$ 92,74 bilhões. O valor recuou 1,26% frente a 2025. A queda reflete desvalorização do preço médio. O VBP total da agropecuária alcançou R$ 208,32 bilhões. O resultado ficou 2,18% abaixo da estimativa anterior.
Para o milho, o Imea projetou aumento da demanda em Mato Grosso. O consumo total atingiu 52,72 milhões de toneladas na safra 2024/25. O volume cresceu 9,38%. A demanda interna impulsionou o resultado. O uso para etanol ganhou destaque. As exportações também avançaram.
Para 2025/26, a demanda totalizou 53,51 milhões de toneladas. O crescimento ficou em 1,50%. O consumo interno somou 20,11 milhões de toneladas. A participação no total alcançou 37,58%. O ganho acumulado chegou a 17,08 pontos percentuais em cinco safras. O avanço reforça o papel do etanol de milho.
As exportações recuaram 0,38% no ciclo 2025/26. O cenário externo influenciou o resultado. A China reduziu compras. Egito, Irã e Vietnã ampliaram participação.
No mercado, o preço do milho na B3 subiu 0,46%. A média ficou em R$ 72,38 por saca. Na CME, a cotação caiu 1,87%. A expectativa de oferta elevada nos Estados Unidos pressionou os preços. O dólar Ptax recuou na semana.
Para o algodão, o Imea consolidou a produção de pluma da safra 2024/25 em Mato Grosso. O volume alcançou 3,00 milhões de toneladas. O resultado cresceu 15,11% frente ao ciclo anterior.
O rendimento de pluma ficou em 40,98%. O índice subiu 0,28 ponto percentual. Condições climáticas favoráveis favoreceram o desempenho. O ciclo registrou recorde produtivo.
Para 2025/26, a projeção de pluma ficou em 2,55 milhões de toneladas. O volume recuou 0,35% frente à estimativa anterior. A área manteve 1,42 milhão de hectares. A produtividade projetada atingiu 290,88 arrobas por hectare. O rendimento médio ajustado ficou em 41,05%.
No mercado, o preço da pluma Cepea subiu 5,24% na semana. A cotação atingiu R$ 392,74 por libra-peso. O caroço avançou 1,29%. O poliéster recuou 0,07%.
No cenário internacional, o USDA indicou aumento da área de algodão nos Estados Unidos para 2026/27. A estimativa chegou a 3,90 milhões de hectares. O crescimento alcançou 4,00%. O Texas liderou a expansão. O relatório apontou risco ligado à área colhida. O abandono atingiu 15,96% na safra anterior. O clima segue como fator decisivo para o ciclo.
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