Inmet: previsão do tempo entre os dias 23 a 30 de março
Volumes de chuva mais elevados atingem Norte, Centro-Oeste e Matopiba; Sul terá frente fria
As tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram a pressionar os mercados agrícolas na última semana, refletindo em queda nas cotações internacionais da soja e influenciando outros segmentos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a oleaginosa registrou recuo médio de 3,15% em Chicago, diante das incertezas sobre a continuidade da demanda chinesa.
Apesar da reação positiva dos prêmios nos portos e da leve valorização do dólar, o movimento externo prevaleceu e puxou os preços no mercado brasileiro para baixo
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No açúcar, o cenário segue pressionado ao longo de 2026, com influência do superávit global e da competitividade das exportações brasileiras. A tendência no curto prazo é de estabilidade com viés de queda, condicionada ao câmbio e à demanda enfraquecida.
O mercado de algodão mantém ritmo lento de negociações, refletindo custos elevados e dificuldades de financiamento, enquanto o arroz apresenta maior estabilidade, com preços pouco variáveis e equilíbrio entre oferta e demanda.
No café, os preços seguem sustentados por estoques baixos e pela entressafra, mas a perspectiva de safra recorde em 2026 limita avanços mais consistentes. A tendência é de oscilações moderadas no curto prazo.
Entre os demais produtos, o etanol tende à estabilidade com leve queda, acompanhando o início da safra; o feijão mantém negociações moderadas; e o milho segue com baixo volume de negócios, influenciado por incertezas climáticas e logísticas.
Na contramão, a mandioca registra valorização, sustentada pela demanda industrial aquecida e oferta restrita.
Já o trigo continua com mercado travado no Brasil, pressionado pela fraca demanda interna e pela ampla oferta global, especialmente diante da concorrência de países como Rússia e Argentina.
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