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O mercado internacional abriu a semana com pressão sobre o petróleo após novos sinais sobre o conflito no Irã. A queda do petróleo não gerou efeitos relevantes sobre as commodities agrícolas. Na soja, o óleo em Chicago recuou da faixa de 12 dólares por bushel, observada há cerca de um mês, para valores entre 11,10 dólares e 11,40 dólares.
Nos Estados Unidos, o plantio da soja alcançou 92 por cento da área prevista. A média histórica fica em 88 por cento. Illinois, maior produtor, registrou 93 por cento da área plantada, diante de média de 91 por cento. Iowa, segundo maior produtor, atingiu 97 por cento, ante média de 96 por cento. A germinação chegou a 79 por cento. A média fica em 71 por cento.
As lavouras norte-americanas de soja mantêm condição favorável. O relatório aponta 65 por cento das áreas em condição boa ou excelente. Na semana anterior, o índice marcava 66 por cento. No mesmo período do ano passado, chegava a 68 por cento. O patamar acima de 60 por cento indica uma safra com bom desenvolvimento.
No Brasil, a comercialização da safra de soja alcançou 65,5 por cento. No ano passado, o índice somava 68,5 por cento. A média fica em 69 por cento. Mesmo assim, o produtor ainda mantém 62,1 milhões de toneladas. O volume equivale, segundo a análise, à soma de uma safra do Paraguai e de uma safra da Argentina.
A safra nova também começou a ganhar ritmo. A comercialização chegou a 18 por cento. No ano passado, alcançava 23 por cento. A média fica em 25 por cento. O produtor passou a buscar insumos, como fertilizantes, defensivos e sementes, com atraso em várias regiões.
As exportações brasileiras de soja mantêm desempenho forte no início de junho. A Secex apontou 3,147 milhões de toneladas embarcadas em quatro dias úteis. No acumulado de janeiro até o início de junho, os embarques de soja em grão chegaram a 58,2 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, somavam 55,3 milhões de toneladas. O complexo soja acumulou 70,9 milhões de toneladas, ante 66,6 milhões no ano anterior. Em quatro dias úteis de junho, o complexo gerou 8,6 bilhões de reais em divisas.
No milho, o plantio nos Estados Unidos também avançou. A área semeada chegou a 97 por cento. A média fica em 96 por cento. Iowa, maior produtor, registrou 98 por cento da área plantada. As lavouras mantiveram 67 por cento em condição boa ou excelente. O índice repetiu o dado da semana anterior. No ano passado, o percentual chegava a 71 por cento.
No Brasil, a colheita de milho ganhou força no Mato Grosso. A área colhida alcançou cerca de 8 por cento. O estado já colheu 4 milhões de toneladas. Nos próximos dias, a colheita pode chegar a 1 milhão de toneladas por dia, com possibilidade de picos de 2 milhões de toneladas.
As exportações brasileiras de milho começaram junho em ritmo menor. O país embarcou 126,1 mil toneladas em quatro dias úteis. No acumulado de janeiro até o início de junho, os embarques chegaram a 7,6 milhões de toneladas.
No trigo, o mercado externo acompanha uma safra norte-americana com condição desfavorável. A colheita do trigo de inverno atingiu 11 por cento. A média fica em 6 por cento. O avanço mais rápido decorre da condição ruim das lavouras, prejudicadas pelo clima. Apenas 25 por cento da safra norte-americana aparece em condição boa ou excelente. Na semana anterior, o índice marcava 26 por cento. No ano passado, chegava a 54 por cento.
No Brasil, o plantio de trigo passou de 50 por cento da área nacional. O Paraná alcançou cerca de 70 por cento. O Rio Grande do Sul ficou entre 20 por cento e 25 por cento. São Paulo e Mato Grosso do Sul superaram 85 por cento a 90 por cento em várias áreas produtoras.
Os preços do trigo mantiveram pouca alteração. No mercado gaúcho, a tonelada ficou entre 1.320 reais e 1.330 reais. No Paraná, os negócios ficaram entre 1.360 reais e 1.380 reais por tonelada. No Rio Grande do Sul, a saca variou entre 69 reais e 70 reais. No Paraná, o interior apontou 70 reais por saca, enquanto o sul do estado registrou valores entre 76 reais e 80 reais.
No sorgo, o plantio norte-americano alcançou 53 por cento, ante média de 57 por cento. O Kansas, maior produtor, registrou 33 por cento, diante de média de 41 por cento. O Texas atingiu 88 por cento, mesmo patamar da média. A análise aponta queda de 10 por cento na área. A produção pode recuar de 11,1 milhões de toneladas para algo entre 9 milhões e 9,5 milhões de toneladas.
No arroz, o mercado manteve estabilidade frágil. Os pregões de Pepro da Conab ajudaram a exportação. As vendas externas, em base casca, passaram de 1 milhão de toneladas no acumulado de janeiro até o início de junho. Parte dos contratos de Pepro tende a seguir para exportação, com efeito sobre o fluxo e alívio no mercado interno.
Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, o arroz com 58 por cento de grãos inteiros ficou em 55 reais. O arroz com 56 por cento de inteiros ficou em 51 reais. O mercado ainda sofre com baixo capital de giro das indústrias e necessidade de venda por parte dos produtores. O dólar acima de 5,15 reais e os prêmios do Pepro ajudaram a exportação. O prêmio citado para a Fronteira Oeste chegou a 13,41 reais. Em Santa Catarina, ficou em 14,33 reais. No Sul do Rio Grande do Sul, ficou em 7,97 reais. Na Campanha gaúcha, chegou a 12 reais.
No feijão, a colheita ampliou a oferta e pressionou os preços. No Paraná, áreas atingidas por geadas entraram em colheita. O feijão nobre, acima da peneira nove, recuou após negócios próximos de 500 reais. As indicações passaram para 410 reais, 415 reais e 430 reais, com possibilidade de queda para 400 reais.
O feijão carioca comercial também registrou pressão. A faixa de 8 reais a 8,50 reais refletiu maior oferta. O carioca, antes negociado entre 450 reais e 460 reais, passou para valores entre 370 reais e 420 reais. No feijão preto, os negócios acima de 250 reais, 270 reais e 300 reais perderam força. As referências recuaram para 210 reais a 230 reais, com chegada da colheita em Prudentópolis e no sul do Paraná.
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