FMC pede registro do herbicida rimisoxafen no Brasil
Ingrediente ativo atua nos Grupos 12 e 32 e mira plantas daninhas resistentes em soja e milho
A decisão da China de manter a soja fora da lista de produtos beneficiados pela retirada de tarifas adicionais com os Estados Unidos pressionou as cotações em Chicago. As negociações entre os dois países envolveram cerca de 60 bilhões de dólares em comércio, divididos entre os dois lados. A relação incluiu trigo, sorgo, milho, óleo de soja e carnes, mas não contemplou a soja.
A ausência da oleaginosa manteve incertezas no mercado internacional. A China ainda dispõe de prazo até janeiro para avançar nas negociações. Nesse ambiente, os contratos de soja recuaram em Chicago. A posição novembro perdeu o patamar de 13 dólares. O contrato julho de 2027, antes negociado acima de 13,60 dólares, passou a operar perto de 13,30 dólares.
A colheita norte-americana chegou a 17% da área. O mercado esperava avanço acima de 20%. Chuvas nos últimos dias reduziram o ritmo dos trabalhos. A média histórica também alcança 17%. A condição das lavouras permaneceu em 58% entre boa e excelente. No ano anterior, o índice alcançava 62%.
No Brasil, o plantio da soja avança com Paraná e Rondônia nas primeiras posições, seguidos por Mato Grosso. O Paraná alcança cerca de 20% da área. Rondônia varia entre 15% e 20%. Mato Grosso aproxima-se de 8%. Mato Grosso do Sul registra perto de 5%. Goiás soma entre 1% e 2%.
A estimativa apresentada aponta cerca de 5,5% da área brasileira semeada, equivalente a 2,7 milhões de hectares. O Paraná conta com boa umidade no solo. As chuvas abriram janelas para avanço rápido das operações.
A comercialização da safra de soja alcança 81,6%. No mesmo período do ano anterior, o índice somava 83,6%. A média chega a 83,7%. O ritmo das vendas perdeu força nos últimos dias. O dólar sustentou as cotações internas mesmo diante da queda em Chicago. Nos portos, os valores ficaram entre 162 e 166 reais, conforme o mês de entrega.
Os produtores ainda mantêm cerca de 33,2 milhões de toneladas da safra nas mãos. No ano anterior, o volume atingia 28,1 milhões de toneladas. Na safra nova, 38,9% da produção prevista já possui negociação. O índice anterior alcançava 39,3%, enquanto a média soma 40%.
O volume negociado da nova safra chega a 72 milhões de toneladas, acima das 70,9 milhões de toneladas do ano anterior. Operações de barter, trocas e vendas antecipadas contribuíram para esse resultado.
As exportações do complexo soja seguem em ritmo elevado. Dados da Secex apontam 6,5297 milhões de toneladas de soja embarcadas nos primeiros 18 dias úteis de setembro. No setembro anterior, o total mensal chegou a 7,3411 milhões de toneladas.
No milho dos Estados Unidos, a colheita atingiu 18% da área. O índice coincide com a média histórica, mas ficou abaixo da expectativa de 20%. As chuvas também limitaram os trabalhos. A condição das lavouras permaneceu em 57% entre boa e excelente. No ano anterior, o índice chegava a 66%.
No Brasil, a colheita da segunda safra de milho aproxima-se do fim. A produção citada alcança cerca de 112 milhões de toneladas. O plantio da safra de verão avançou para aproximadamente 75%. Na semana anterior, o índice alcançava 70%. A média citada soma 65%.
As exportações de milho perderam ritmo diante da maior presença da soja nos portos e do atraso na colheita da segunda safra. Nos primeiros 18 dias úteis de setembro, os embarques chegaram a 4,5977 milhões de toneladas. Setembro do ano anterior registrou 7,5631 milhões de toneladas. No acumulado anual, o milho soma 19,1 milhões de toneladas, ante 21,9 milhões.
O dólar perto de 5,23 reais favoreceu indicações nos portos. Compradores trabalharam entre 76 e 78 reais por saca para posições de outubro a dezembro.
No trigo, os contratos internacionais para dezembro operaram pouco abaixo de 7 dólares. A produção mundial citada permanece abaixo do consumo. Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno alcançou 27%. No ano anterior, o índice atingia 32%. A média supera 34%. A germinação chegou a 8%, abaixo da média de 11%.
No Brasil, as exportações de trigo somam 1,0869 milhão de toneladas no acumulado do ano, contra 1,5285 milhão no período anterior. As importações também recuaram. O acumulado anual chega a 4,3131 milhões de toneladas, ante 5,144 milhões.
No mercado interno, lotes de trigo no Rio Grande do Sul ficaram entre 1.440 e 1.450 reais. No Paraná, os valores variaram entre 1.520 e 1.535 reais. Nos balcões, o trigo gaúcho ficou entre 75 e 78 reais por saca. O paranaense variou entre 79 e 82 reais por saca. Chuvas e granizo trouxeram perdas para produtores em algumas áreas.
O sorgo norte-americano apresentou nova piora na condição das lavouras. A colheita alcançou 29%, ante média de 31%. Apenas 26% das áreas receberam avaliação boa ou excelente. Na semana anterior, o índice alcançava 27%. No ano anterior, chegava a 64%.
A projeção apresentada indica produção norte-americana abaixo de 7 milhões de toneladas. O consumo doméstico aproxima-se de 6 milhões de toneladas. Esse quadro limita o volume disponível para exportação.
No Brasil, faltam cerca de 3% da área de sorgo para colher. A produção aproxima-se de 7,5 milhões de toneladas. A expectativa citada aponta exportações de 1,5 milhão de toneladas ou mais. Embarques já começaram, enquanto produtores buscam sementes para o próximo cultivo após a soja.
O mercado de arroz entrou em período de menor movimentação. A indústria aguarda reposições do varejo. Os preços citados variam entre 80 e 87,86 reais por saca, com indicação de 90 reais no Porto de Rio Grande. O dólar perto de 5,23 reais também cria suporte para novos negócios de exportação.
No varejo, a maior parte das marcas de arroz de cinco quilos varia entre 20 e 30 reais. Promoções aparecem entre 18 e 22 reais. Algumas ofertas ficam abaixo de 16 reais.
O feijão enfrenta intervalo entre colheitas e redução da oferta. A terceira safra aproxima-se do encerramento. O feijão-carioca e o feijão-preto acumularam alta em setembro.
O feijão-carioca de melhor padrão varia entre 305 e 320 reais por saca em Goiás e Minas Gerais. No mercado paulista, os valores chegam a 330 ou 340 reais por saca. O carioca comercial oscila entre 290 e 305 reais em Minas Gerais e Goiás. Em São Paulo, alcança valores acima de 310 reais.
O feijão-preto também registra oferta limitada. A área no Paraná diminuiu, enquanto frio e excesso de chuvas afetaram a produção. Os preços citados variam entre 260 e 280 reais por saca. Vendedores mencionam possibilidade de valores próximos de 300 reais com as reposições do início de outubro. Os estoques de carioca e preto permanecem baixos.
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