RS Safra 2025/26: semeadura do trigo avança para 87%
A Emater/RS aponta que implantação das lavouras está próxima da conclusão no Estado
A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã elevou o petróleo e aumentou a volatilidade nos mercados agrícolas. A alta do petróleo ampliou a preocupação com os custos de produção. Fertilizantes e fretes marítimos ganharam sustentação. O cenário favoreceu operações de troca por insumos realizadas durante a valorização da soja.
Ao mesmo tempo, as previsões climáticas melhoraram para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. A redução do calor previsto retirou parte do prêmio climático de Chicago. A soja chegou a negociar acima de 12 dólares por bushel nos melhores momentos da semana. Depois, a maior parte dos contratos voltou para níveis inferiores a 12 dólares.
As lavouras norte-americanas avançam em ritmo superior ao histórico. Cerca de 40% da soja alcançou o florescimento, ante média de 33%. A formação de vagens chegou perto de 15%, frente à média de 10%.
As compras chinesas nos Estados Unidos ofereceram suporte ao mercado. O volume semanal alcançou pelo menos 600 mil toneladas. Algumas estimativas apontaram compras entre 750 mil e 800 mil toneladas.
No Brasil, a comercialização da safra atual de soja chegou a 71,5%. O índice alcançava 72% no ano passado e 72,5% na média histórica. Os produtores ainda mantêm cerca de 51,3 milhões de toneladas sem negociação. No ciclo anterior, esse volume somava 48 milhões de toneladas.
A venda antecipada da próxima safra alcançou 23,5%. O percentual permanece abaixo dos 27% registrados no ano passado e da média de 28%. Os negócios ganharam ritmo durante a semana, com mais de dois milhões de toneladas negociadas.
Os prêmios de exportação permaneceram firmes. As indicações variaram de 85 pontos para entrega imediata a 115 pontos para setembro e outubro. O mercado de balcão também atingiu alguns dos melhores níveis do ano.
No milho, a melhora das previsões climáticas também pressionou Chicago. Mais de 20% das lavouras norte-americanas entraram em florescimento. A estimativa alcança cerca de 22%, ante média de 18%. A formação de espigas chegou a 7%, frente à média de 4%.
No Brasil, a colheita da segunda safra de milho alcançou perto de 35% da área. Mato Grosso lidera os trabalhos, com aproximadamente 55%. Paraná e Goiás superaram 15%, enquanto Mato Grosso do Sul passou de 12%. Todos os estados apresentam atraso.
O avanço da colheita deve elevar a oferta nas próximas semanas. Os produtores priorizam a entrega de contratos. A pressão de venda em novos negócios permanece limitada. Os embarques brasileiros começam a ganhar ritmo.
A safra nacional de sorgo apresenta bom desempenho. A produção pode alcançar oito milhões de toneladas e estabelecer novo recorde. A colheita avança em Goiás, Minas Gerais e Bahia.
Nos Estados Unidos, o plantio de sorgo entrou na fase final. Kansas, principal estado produtor, possui menos de 2% da área pendente. A formação de panículas se aproxima de 30%, ante média de 27%.
A qualidade das lavouras norte-americanas preocupa o mercado. Apenas 50% das áreas receberam classificação boa ou excelente. O índice alcançava 52% na semana anterior e 67% no ano passado. As projeções indicam produção inferior a nove milhões de toneladas, ante 11,1 milhões de toneladas na temporada passada.
O trigo mantém firmeza em Chicago diante dos problemas produtivos na Europa e no Leste Europeu. Os contratos operam acima de seis dólares por bushel. As posições para 2027 superam seis dólares e cinquenta centavos.
O plantio brasileiro se aproxima da conclusão. Algumas áreas tardias ainda recebem sementes no Rio Grande do Sul. A estimativa de área aponta cerca de dois milhões de hectares ou menos. No ciclo anterior, o cultivo ocupou aproximadamente dois milhões e quinhentos mil hectares.
O arroz apresentou pequena recuperação no mercado interno. A redução da área no próximo ciclo aparece como tendência entre produtores, sobretudo no Rio Grande do Sul. O tamanho do corte ainda permanece indefinido.
As cotações subiram entre um e dois reais por saca em algumas regiões. A Fronteira Oeste gaúcha registrou melhora próxima de um real. A menor pressão de oferta favoreceu o ajuste, com maior presença de compradores.
No feijão, as cotações interromperam o movimento de queda em várias praças. O feijão-carioca de melhor qualidade varia entre 390 e 415 reais por saca. Algumas regiões registraram aumentos entre três e cinco reais.
O feijão-carioca comercial apresenta referências entre 330 e 350 reais por saca. Lotes com defeitos causados por chuva ou geada permanecem mais de 100 reais abaixo dos produtos de melhor padrão.
O feijão-preto mantém baixa movimentação. As cotações variam entre 190 e 210 reais por saca. O mercado aguarda a reposição do varejo e a retomada das compras pelos empacotadores.
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