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O momento é chave: enquanto indústria, fornecedores, concessionários e produtores rurais buscam entender o complexo cenário atual, também começam a planejar suas estratégias e investimentos para o início da safra 2026/2027 que se aproxima no horizonte. Ao mesmo tempo, o avanço da inteligência artificial, a busca pela redução das emissões de carbono e o uso estratégico de dados estão mudando a forma como máquinas agrícolas são desenvolvidas, operadas e integradas à produção. E é justamente neste momento privilegiado do calendário que o Simpósio SAE Brasil de Máquinas Agrícolas chega para trazer luz ao mercado. Com o tema "Máquinas Agrícolas para um agro inteligente e descarbonizado", o evento acontece no dia 2 de setembro, no Teatro do CIEE Banrisul, em Porto Alegre (RS).
"O que a gente está falando é como a tecnologia, a inovação e as novas ideias estão mudando o campo. Além de uma programação técnica de alto nível, será uma excelente oportunidade para nos reunirmos, trocarmos experiências e conhecermos também as soluções apresentadas pelos expositores", comenta Rodrigo Bonato, Chairperson do Simpósio e vice-presidente de Vendas e Marketing para a América Latina na John Deere.
Tradicional no calendário do setor, o evento reunirá profissionais, especialistas, empresas e lideranças da indústria para discutir os impactos das transformações tecnológicas sobre a agricultura e os caminhos para uma mecanização mais eficiente, conectada e sustentável. A programação abordará desde os cenários para o agronegócio até novas aplicações de inteligência artificial, transição energética e modelos de negócio baseados em dados.
Para Leandro Pires, diretor regional Porto Alegre da SAE Brasil, a transformação tecnológica das máquinas agrícolas já ultrapassa a questão da automação e passa a influenciar diretamente a tomada de decisão no campo. "Estamos diante de uma mudança estrutural na indústria de máquinas agrícolas. A máquina deixa de ser apenas um equipamento utilizado para executar uma operação e passa a atuar como uma plataforma capaz de gerar dados, interpretar informações e apoiar decisões. O desafio agora é transformar toda essa tecnologia em ganhos concretos de produtividade, eficiência e sustentabilidade para o produtor", afirma.
A programação começa com uma análise de Carlos Cogo sobre os cenários e perspectivas para o agronegócio, contextualizando tendências econômicas, tecnológicas e ambientais que impactam toda a cadeia produtiva. Em seguida, o painel "Descarbonização do Powertrain Agrícola: risco ou oportunidade?" colocará em discussão os desafios técnicos, econômicos e estratégicos relacionados à transição energética das máquinas agrícolas e seus efeitos sobre a indústria e os produtores.
A inteligência artificial terá espaço de destaque no Painel Internacional - "IA no Campo: da Telemetria à Decisão Autônoma", que discutirá como dados, sensores, telemetria, inteligência embarcada e machine learning estão ampliando a capacidade das máquinas de interpretar condições de operação e apoiar decisões cada vez mais autônomas.
"A IA tende a mudar não apenas a forma como utilizamos as máquinas, mas também a relação entre fabricantes, produtores e toda a cadeia do agronegócio. Quanto mais dados de qualidade forem gerados e integrados, maior será a capacidade de transformar informação em decisão e antecipar problemas no campo", destaca Leandro Pires.
O simpósio será encerrado com o debate "Máquinas como plataforma de dados: o novo modelo de negócio do agro", que discutirá a evolução do papel dos equipamentos agrícolas na geração de valor. A proposta é analisar como a integração entre máquinas, conectividade, dados e serviços pode criar novas oportunidades de negócios e modificar modelos tradicionais da indústria.
Para a SAE Brasil, o debate ganha relevância em um momento em que a competitividade do agronegócio está cada vez mais associada à capacidade de produzir mais e melhor, utilizando menos recursos e tomando decisões baseadas em informações. "O futuro da mecanização agrícola não será definido apenas pela potência ou pela capacidade operacional das máquinas. Será definido também pela inteligência que conseguirmos incorporar a elas e pela capacidade de transformar conectividade e dados em resultados.
É essa discussão que queremos provocar no simpósio", conclui o diretor regional.
Mais informações podem ser obtidas no site oficial (https://saebrasil.org.br/eventos/180-simposio-sae-brasil-de-maquinas-agricolas).
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