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A expansão da iluminação artificial noturna pode reduzir o armazenamento de carbono em ecossistemas agrícolas e ampliar os impactos da urbanização. A avaliação é do pesquisador Jeong-Gu Lee, da Universidade Nacional de Kyungpook, na Coreia do Sul.
Regiões rurais com baixa intensidade luminosa, sobretudo na África Central, no Sudeste Asiático e em áreas tropicais, combinam baixas emissões de gases de efeito estufa e absorção de carbono pelo solo e pela vegetação, aponta o pesquisador.
Estudos citados pelo pesquisador associam a luz artificial noturna ao aumento da respiração de plantas, microrganismos do solo e outros organismos durante a noite. Esse processo diminui o saldo de carbono retido, sem ganho equivalente na absorção durante o dia.
A conversão de terras agrícolas em áreas urbanas acrescenta outras perdas. A mudança de uso da terra libera o carbono orgânico acumulado no solo ao longo de décadas de manejo agrícola. O consumo de combustíveis fósseis eleva as emissões. Lee chama o processo de “duplo choque de carbono”: queda na capacidade de absorção e surgimento de novas fontes emissoras.
Projeções reunidas pelo cientistas indicam expansão de até 1,2 milhão de quilômetros quadrados de áreas urbanas até 2050. Entre 50% e 63% do avanço poderá ocorrer sobre terras cultivadas. Ao longo de um século, a conversão de áreas agrícolas e florestais poderá gerar de 1,19 bilhão a 6,59 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. O efeito adicional da luz artificial ainda não foi quantificado globalmente.
Lee propõe incluir imagens de iluminação noturna captadas por satélites nas contribuições nacionalmente determinadas do Acordo de Paris. O objetivo consiste em identificar áreas sob pressão de urbanização e orientar o monitoramento e o financiamento climático. A classificação de países apresentada no artigo, baseada no acesso rural à eletricidade e no ritmo de urbanização, serve como triagem de riscos, e não como previsão da dinâmica de carbono de cada país (doi 10.1002/ael2.70104).
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