FMC pede registro do herbicida rimisoxafen no Brasil
Ingrediente ativo atua nos Grupos 12 e 32 e mira plantas daninhas resistentes em soja e milho
Populações chinesas de Spodoptera frugiperda apresentaram baixo risco de evolução de resistência a lufenuron e clorfenapir. O estudo avaliou insetos coletados em quatro províncias e submeteu uma linhagem suscetível de laboratório a dez gerações de seleção contínua. A resistência aumentou de forma lenta para os dois ingredientes ativos.
Os pesquisadores analisaram populações de Jiangsu, Guangxi, Guizhou e Yunnan. Todas mantiveram razão de resistência inferior a cinco para lufenuron e clorfenapir. Para lufenuron, os valores variaram de 1,13 a 2,84. Para clorfenapir, ficaram entre 1,06 e 3,68.
Após dez gerações, a concentração letal mediana do lufenuron passou de 45,83 para 132,47 miligramas por litro. A razão de resistência chegou a 2,89. No clorfenapir, a concentração letal mediana subiu de 5,84 para 19,84 miligramas por litro, com razão de resistência de 3,40.
As linhagens selecionadas também apresentaram baixa resistência cruzada a benzoato de emamectina, clorantraniliprole e espinetoram. Todas as razões ficaram abaixo de 2,3.
A resistência trouxe custos biológicos. A linhagem selecionada com lufenuron apresentou menor sobrevivência larval, menor peso de pupas, redução na fecundidade e menor longevidade dos adultos. A aptidão relativa caiu para 0,66. Na linhagem selecionada com clorfenapir, o índice caiu para 0,73.
O trabalho também detectou resistência moderada ao clorantraniliprole nas populações de Guangxi e Guizhou, com razões de 8,42 e 5,34, respectivamente. Os pesquisadores destacam a necessidade de monitoramento regional da resistência a diamidas e de rotação entre inseticidas com diferentes modos de ação (doi 10.3390/insects17100994).
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