John Deere mantém projeção anual após lucro de US$ 1,77 bilhão

Receita global cresceu 5% no segundo trimestre, enquanto agricultura de grande porte teve queda nas vendas

21.05.2026 | 13:50 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Jen Hartmann

A Deere & Company registrou lucro líquido de US$ 1,773 bilhão no segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em 3 de maio. O resultado ficou 2% abaixo dos US$ 1,804 bilhão apurados no mesmo período de 2025. O lucro por ação diluída alcançou US$ 6,55, ante US$ 6,64 um ano antes. A companhia manteve a projeção de lucro líquido atribuível à Deere & Company entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5,0 bilhões para o ano fiscal de 2026.

As vendas líquidas e receitas globais somaram US$ 13,369 bilhões no trimestre. O valor representa alta de 5% sobre os US$ 12,763 bilhões do mesmo intervalo do ano anterior. As vendas líquidas atingiram US$ 11,778 bilhões, contra US$ 11,171 bilhões em 2025.

No acumulado dos seis primeiros meses do exercício, o lucro líquido atribuído à Deere & Company somou US$ 2,429 bilhões. No mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado US$ 2,673 bilhões. O lucro por ação diluída no semestre ficou em US$ 8,97, contra US$ 9,82. As vendas líquidas e receitas chegaram a US$ 22,981 bilhões, alta de 8%.

Desempenho por segmento

O desempenho por segmento mostrou diferenças entre as áreas de atuação. Em Produção e Agricultura de Precisão, as vendas líquidas caíram 14% no segundo trimestre, para US$ 4,503 bilhões. O lucro operacional recuou 39%, para US$ 706 milhões. A margem operacional passou de 22,0% para 15,7%. A companhia atribuiu a queda ao menor volume de embarques e aos maiores custos de produção. A conversão cambial teve efeito positivo parcial.

Em Agricultura de Pequeno Porte e Gramados, as vendas líquidas cresceram 16%, para US$ 3,485 bilhões. O lucro operacional avançou 25%, para US$ 719 milhões. A margem operacional subiu de 19,2% para 20,6%. A empresa citou maior volume de embarques, efeito cambial positivo e realização de preços como fatores do resultado.

O segmento de Construção e Florestal teve alta de 29% nas vendas líquidas, para US$ 3,790 bilhões. O lucro operacional cresceu 48%, para US$ 561 milhões. A margem operacional passou de 12,9% para 14,8%. A Deere informou maior volume de embarques e realização favorável de preços. Custos de produção mais altos compensaram parte desse avanço.

A área de Serviços Financeiros registrou lucro líquido de US$ 190 milhões no trimestre. O resultado superou em 18% os US$ 161 milhões de 2025. Segundo a empresa, spreads de financiamento favoráveis e ajustes positivos na avaliação de derivativos sustentaram a alta. Uma carteira média menor reduziu parte do ganho.

A Deere também informou a recuperação de US$ 272 milhões relacionada a pedidos de reembolso de tarifas IEEPA aceitos pela U.S. Customs and Border Protection. O registro ocorreu após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em 20 de fevereiro de 2026, sobre tarifas impostas com base no International Emergency Economic Powers Act.

Mercado agrícola em 2026

Para o mercado agrícola em 2026, a empresa projeta queda de 15% a 20% no segmento de grandes máquinas agrícolas nos Estados Unidos e no Canadá. Para pequenas máquinas agrícolas e gramados nesses mercados, a expectativa indica estabilidade ou alta de até 5%. Na Europa, a projeção também aponta estabilidade ou crescimento de até 5%. Na América do Sul, o mercado de tratores e colheitadeiras deve cair cerca de 15%. Na Ásia, a companhia projeta estabilidade.

No recorte por segmentos da própria Deere para 2026, Produção e Agricultura de Precisão deve registrar queda de 5% a 10% nas vendas líquidas. Agricultura de Pequeno Porte e Gramados deve crescer cerca de 15%. Construção e Florestal deve avançar cerca de 20%. Para Serviços Financeiros, a empresa estima lucro líquido de aproximadamente US$ 860 milhões.

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