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As inscrições para a nova edição do Selo Ambiental do Arroz do Rio Grande do Sul seguem abertas até o dia 5 de novembro de 2026. Promovida pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a iniciativa é considerada uma das mais importantes referências técnicas do país para o reconhecimento das boas práticas ambientais na produção do grão.
Voltado aos produtores interessados em evidenciar seu compromisso com a conservação dos recursos naturais e com a adoção de sistemas produtivos responsáveis, o programa estabelece critérios técnicos, cronograma de avaliação e procedimentos para obtenção da certificação.
A certificação contempla duas modalidades: o Selo Ambiental do Arroz Rastreado do Rio Grande do Sul (Selo Ouro), destinado às propriedades que atendem critérios avançados de rastreabilidade e sustentabilidade, e o Selo Ambiental do Arroz do Rio Grande do Sul (Selo Prata), voltado ao reconhecimento das boas práticas ambientais adotadas nas lavouras.
O processo de certificação ocorre em três etapas sucessivas, compostas por análises documentais e vistorias técnicas em campo:
Mais informações podem ser obtidas no edital completo, disponível no portal do Irga (irga.rs.gov.br/editais).
Desenvolvido pelo Irga, o Selo Ambiental representa uma iniciativa pioneira no Brasil ao criar um sistema estruturado para avaliar, registrar e reconhecer práticas sustentáveis desenvolvidas nas propriedades arrozeiras. Mais do que uma certificação, o programa consolida um modelo de governança ambiental capaz de demonstrar, por meio de critérios técnicos verificáveis, o comprometimento do setor com a preservação dos recursos naturais e a evolução contínua dos processos produtivos.
A iniciativa se tornou uma importante ferramenta para evidenciar o papel da orizicultura gaúcha na conservação ambiental, fortalecendo a imagem do arroz produzido no Rio Grande do Sul perante consumidores, mercados e instituições. Ao reconhecer propriedades que conciliam produtividade, responsabilidade ambiental e gestão eficiente dos recursos naturais, o selo agrega valor à produção e amplia a competitividade do setor.
Além da certificação, os produtores que atenderem aos requisitos estabelecidos poderão avançar no acesso ao Sistema de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo que reconhece financeiramente ações capazes de gerar benefícios coletivos para a sociedade.
A Secretaria da Agricultura (Seapi), por meio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e Ministério Público assinaram acordo em setembro, previsto em edital para o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) voltado à cultura do arroz. O investimento é de R$ 6 milhões.
A iniciativa é histórica, pois é a primeira no estado e uma das pioneiras no país e no mundo voltada à produção de grãos. A ação beneficia produtores com o Selo Ambiental do Irga – categorias Ouro e Prata – que adotam práticas sustentáveis no cultivo e manejo do arroz irrigado.
O valor a ser recebido pelo produtor no âmbito do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) será composto pela soma de duas parcelas:
Selo Ouro: R$ 8.924,72;
Selo Prata: R$ 6.693,54.
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