Inadimplência rural sobe para 8,8% no primeiro trimestre

Índice avança 1,2 ponto percentual em um ano; Norte registra maior taxa entre as regiões

15.07.2026 | 10:27 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da Serasa Experian

A inadimplência da população rural brasileira alcançou 8,8% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian. O resultado representa alta de 1,2 ponto percentual ante o mesmo período de 2025. Na comparação com o trimestre anterior, o indicador avançou 0,6 ponto percentual.

O índice considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias. Os débitos precisam ter origem em empresas de setores ligados ao agronegócio.

Análise por porte

A análise por porte apontou maior inadimplência entre produtores sem informação de registro rural. O grupo registrou taxa de 11%. Segundo a Serasa Experian, esse segmento pode incluir arrendatários ou integrantes de grupos familiares e econômicos.

Os grandes proprietários rurais apresentaram inadimplência de 9,9%. Entre os médios produtores, o índice atingiu 8,6%. Os pequenos produtores registraram taxa de 8,3%.

O recorte por idade concentrou os maiores percentuais nas faixas economicamente mais ativas. Os produtores com idade entre 30 e 39 anos lideraram o indicador no primeiro trimestre de 2026. Na sequência apareceram os grupos de 18 a 29 anos e de 40 a 49 anos. A partir dos 50 anos, os percentuais recuaram de forma gradual.

Análise regional

A análise regional mostrou diferenças entre as áreas do país. O Norte apresentou a maior taxa de inadimplência rural, com 13,2%. O Nordeste alcançou 10,2%, enquanto o Centro-Oeste registrou 10,1%.

O Sudeste apresentou índice de 7,3%. O Sul teve o menor percentual entre as regiões, com 6,2%.

O aumento da pressão financeira também apareceu no Agro Score, ferramenta de avaliação de risco desenvolvida pela Serasa Experian. A pontuação média dos produtores rurais recuou de 606 pontos, no primeiro trimestre de 2025, para 591 pontos no mesmo período de 2026.

A redução indica aumento na percepção de risco de crédito. O movimento amplia a necessidade de avaliações detalhadas antes da concessão de recursos ao setor.

Metodologia do estudo

A metodologia do Indicador de Inadimplência do Agronegócio considera dívidas vencidas há mais de 180 dias e há até cinco anos. A soma dos débitos precisa atingir, no mínimo, mil reais.

O levantamento inclui obrigações relacionadas ao financiamento e às atividades do agronegócio. Entre os credores aparecem instituições financeiras, como bancos, fundos de investimento e cooperativas de crédito.

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