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O Boletim Conjuntural divulgado hoje (16/7) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), aponta queda nas importações de trigo pelo Estado no primeiro semestre de 2026. Em linha com a retração observada no país, o Paraná importou 413 mil toneladas do cereal, ante 481 mil toneladas no mesmo período de 2025.
Segundo o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho, a redução de 14% — equivalente a 68 mil toneladas — acompanhou o movimento nacional registrado pelo Agrostat/Mapa. No Brasil, as importações recuaram de 3,57 milhões para 2,77 milhões de toneladas nos seis primeiros meses de 2026.
“Havia expectativa de que esse fosse um semestre de compras mais volumosas em função da redução na safra brasileira de 2025 e da projeção de uma colheita ainda menor para 2026. Como essa antecipação não se confirmou, desenha-se um cenário de maior incerteza para o segundo semestre, período em que os moinhos precisarão efetivamente repor seus estoques”, avalia.
Godinho ressalta que, diante desse cenário, as cotações internas tendem a ficar mais expostas à volatilidade dos preços internacionais e do câmbio, em razão da necessidade de importações mais urgentes. Ainda assim, o Paraná, por concentrar o maior parque moageiro do país, deve sentir esses impactos de forma menos intensa do que outras regiões.
“Isso ocorre devido à proximidade com a produção doméstica: nos estados do Sul, menos de 20% do trigo utilizado na moagem é importado, enquanto nas demais regiões esse percentual ultrapassa os 60%, de acordo com dados da Abitrigo”, conclui Godinho.
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