Integrantes do grupo gestor da Agricultura ABC se reúnem na Capital
Cerca de 500 inscritos, 30 horas de discussão em cada um dos 12 Grupos de Trabalhos (GTs), cinco palestras e duas mesas-redondas, e plenários cheios em todas as atividades. Após cinco dias de programação intensa, os números e resultados gerais do II Congresso Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários – II CONAFFA foram considerados excelentes pelo Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical). O evento, que começou, em Salvador, na última segunda-feira (22), termina nexta sexta-feira (26), quando a sede para o III CONAFFA será decidida entre as capitais Rio de Janeiro, Florianópolis e Natal.
Além de discutir as questões agropecuárias sob o prisma da modernização e exigências do setor, do mercado, e da sociedade brasileira, o CONAFFA é o momento onde são decididas as diretrizes que a nova direção adotará para o triênio em que atuará. Trata-se de um processo democrático, no qual as teses são discutidas e as proposições votadas ao final do evento, dando origem a um documento único regulador das ações da ANFFA Sindical.
“Tivemos a felicidade de escolher, há dois anos, a Bahia como sede deste evento, e, nessa terra inspiradora, encerraremos o congresso com os nossos produtos acabados. Esses produtos são oriundos de 29 teses, debatidas em diversas horas diárias pelos GTs, dentre as quais eu reputo como cruciais as bandeiras do estabelecimento de critérios meritocráticos em todos os níveis gerenciais no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Essa bandeira está em conformidade com o Decreto 7.127, assinado pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 16 de março de 2010, que, em seu artigo 46, estabelece a definição dos níveis que devem ser ocupados pelo pessoal da casa. Ela também está em consonância com o próprio discurso da presidente Dilma, que é uma enfática defensora da meritocracia na distribuição de cargos”, afirmou o presidente da ANFFA Sindical, Wilson Roberto de Sá.
“Os cargos gerenciais exigem fundamentos técnicos e não políticos. Sabemos que não há como viver sem política, mas, no atual estágio de desenvolvimento do agronegócio brasileiro, que tem sido o grande lastro da economia do país, não podem ser admitidas falhas em funções estratégicas”, complementou Wilson de Sá.
A Bahia sediou pela primeira vez o CONAFFA. A edição anterior ocorreu há dois anos em Belém do Pará. Para o coordenador do evento, o delegado sindical da Bahia, Paulo Reis, as expectativas foram todas excedidas. “Não apenas em números de inscritos, mas no nível da programação, na participação intensa dos fiscais presentes, na organização, e pela dispersão zero dos participantes, apesar de todos os apelos da nossa capital Salvador.” ponderou Reis.
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