Paraná busca agregar valor à produção da segunda safra
Evento reunirá especialistas para discutir etanol de cereais, bioeconomia e oportunidades de industrialização no agronegócio
A cidade paulista de Jundiaí sediará, nos dias 6 e 9 de novembro, o Workshop Mitigação de Riscos e Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) no Trabalho com Defensivos Agrícolas. A iniciativa une o programa IAC-Quepia, da Divisão Avançada de Engenharia e Automação (DEA) do Instituto Agronômico (IAC) e o órgão internacional ICPPE – Centre for Personal Protective Equipment for Pesticide Operators. O ICPPE tem sede na Universidade de Maryland Eastern Shore, nos EUA.
De acordo com o pesquisador científico Hamilton Ramos, diretor da DEA-IAC, coordenador do programa IAC-Quepia, e também membro do ICPPE, o encontro reunirá especialistas de renome do setor agrícola. Confirmaram presença representantes de órgãos públicos, instituições de pesquisa e dos setores produtivos de EPI e defensivos agrícolas.
“O workshop terá foco na discussão técnica e institucional sobre o papel dos equipamentos de proteção individual (EPI), como medida de mitigação da exposição do trabalhador aplicador de defensivos, durante a aplicação e a reentrada na lavoura”, resume Ramos.
Além de apresentações de Ramos e de sua equipe, o workshop terá uma palestra seguida de debates proferida pela cientista Anugrah Shaw, do ICPPE e da Universidade de Maryland Eastern Shore.
“A programação abordará, em especial, desafios relacionados à definição de medidas de mitigação, atreladas à avaliação do risco ocupacional, até critérios de seleção e desempenho dos equipamentos de proteção individual (EPI)”, diz Ramos. “Teremos em vista, à luz dos debates, a necessidade de assegurar que os equipamentos utilizados no campo sejam compatíveis com os cenários reais de exposição e ofereçam proteção adequada aos trabalhadores.”
Além disso, o evento marca a celebração do vigésimo aniversário do programa IAC-Quepia.
Com recursos captados junto a empresas do agronegócio, o Programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura foi criado há 20 anos. Tornou-se um modelo de ação em apoio à proteção do trabalho rural frente à exposição a agroquímicos. Contribuiu, ainda, para a melhora efetiva da qualidade dos EPI produzidos no Brasi.
O trabalho de pesquisa do programa IAC-Quepia já resultou na queda das reprovações de qualidade de EPI agrícolas fabricados no Brasil, que eram da ordem de 80% do montante analisado em laboratório, em 2010, para menos de 20%.
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